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26 de maio de 2007

Criança Indigo na ONU

A Cimeira da TerraECO’92, que se realizou no Rio de Janeiro, teve como pano de fundo o drama ambiental que a Amazónia vivia (e continua a viver) com a destruição impúdica e assassina da sua área florestal, provocada maioritariamente pelo alargamento das áreas de exploração agropecuária e a extracção de madeiras exóticas destinadas aos países ricos.

Dessa conferência recordo particularmente, como se o estivesse a ler pela primeira vez, o discurso proferido por uma criança da ECO. Nunca o tinha ouvido - de viva voz - e digo-vos que o som é incomensuravelmente mais emocionante do que as letras dos jornais da época.

Hoje recebi uma mensagem da minha Professora Dª Maria Albertina Coelho Estácio, com uma mensagem (que vou passar a transcrever) e a ligação ao vídeo (que também segue já). Decidi publicar a mensagem porque sei que a autora, mais do que para mim, pretende que ela seja global.

O gosto que manifesto pela linguística e pela literatura a esta Senhora o devo. Tínhamo-nos “perdido” na voragem do tempo e do espaço. Voltámos a saber um do outro há relativamente pouco tempo - precisamente por via deste meio que utilizamos agora - e encantou-me descobrir que a Dª Maria Albertina continua a ser (e penso que nunca o deixará de ser) a Minha Professora do secundário. E, para além do mais, agradou-me verificar que não parou no tempo… nem podia, sendo como é: uma pessoa que sabe, do futuro, aquilo que há de melhor no passado – o saber da vida. Coisa que, pelos vistos, é de muito difícil assimilação por quem governa e determina os destinos do Mundo – Nós, os viventes actuais.

Antes de ler a mensagem da Dª Maria Albertina vejam o vídeo que se mostra, dia a dia e infelizmente, cada vez mais actual.

“Compartilho, pois é de extrema importância para o futuro de nossa Casa Maior - Gaya - este belo planeta a que chamamos Terra, de uma riqueza e diversidade incalculáveis e que está sendo delapidado a uma velocidade cada vez maior, com altíssimo risco para todos os seus habitantes, nós incluídos, claro! E, por incrível que pareça, somos os mais ameaçados! Quem se dá conta disso?!!! Refletir sobre tudo isso e sobretudo sobre a nossa quota de responsabilidade nessa destruição é muito importante! Qual a nossa escolha? Continuarmos omissos ou adotar um comportamento ecológico, baseado na simplicidade voluntária e através dele procurar sensibilizar e conscientizar, pelo menos aqueles que estejam mais próximos de nós, quanto à responsabilidade de cada um na recuperação e manutenção da nossa única Casa. Não há saída pois não há outro lugar para se ir. Embora haja queixas de que já encontramos muitas coisas erradas, que fizemos para as corrigir? Que herança deixaremos para as futuras gerações, se elas tiverem possibilidade de aqui nascer?

Essa criança que corajosamente interpelou os representantes da maioria dos países na ONU, é um ótimo exemplo. Basta que alguns façam grandes coisas! Porém, se cada um de nós fizer as pequenas, por muito insignificantes que as achemos, muito será feito e será conseguido. Confio em que todos juntos fiaremos com a Vida e Ela nos ajudará a conquistar o direito de recuperar o que foi depredado, salvar o que está ameaçado e preservar o que de bom ainda existe, para o nosso bem e o bem-estar de todos sem exceção.

Com muito carinho

Maria Albertina”


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