31 de janeiro de 2013
Adios, rios; adios, fontes
Adios, ríos; adios, fontes;
adios, regatos pequenos;
adios, vista dos meus ollos:
non sei cando nos veremos.
Miña terra, miña terra,
terra donde me eu criei,
hortiña que quero tanto,
figueiriñas que prantei,
prados, ríos, arboredas,
pinares que move o vento,
paxariños piadores,
casiña do meu contento,
muíño dos castañares,
noites craras de luar,
campaniñas trimbadoras
da igrexiña do lugar,
amoriñas das silveiras
que eu lle daba ó meu amor,
camiñiños antre o millo,
¡adios, para sempre adios!
¡Adios gloria! ¡Adios contento!
¡Deixo a casa onde nacín,
deixo a aldea que conozo
por un mundo que non vin!
Deixo amigos por estraños,
deixo a veiga polo mar,
deixo, enfin, canto ben quero...
¡Quen pudera non deixar!...
Mais son probe e, ¡mal pecado!,
a miña terra n'é miña,
que hastra lle dan de prestado
a beira por que camiña
ó que naceu desdichado.
Téñovos, pois, que deixar,
hortiña que tanto amei,
fogueiriña do meu lar,
arboriños que prantei,
fontiña do cabañar.
Adios, adios, que me vou,
herbiñas do camposanto,
donde meu pai se enterrou,
herbiñas que biquei tanto,
terriña que nos criou.
Adios Virxe da Asunción,
branca como un serafín;
lévovos no corazón:
Pedídelle a Dios por min,
miña Virxe da Asunción.
Xa se oien lonxe, moi lonxe,
as campanas do Pomar;
para min, ¡ai!, coitadiño,
nunca máis han de tocar.
Xa se oien lonxe, máis lonxe
Cada balada é un dolor;
voume soio, sin arrimo...
Miña terra, ¡adios!, ¡adios!
¡Adios tamén, queridiña!...
¡Adios por sempre quizais!...
Dígoche este adios chorando
desde a beiriña do mar.
Non me olvides, queridiña,
si morro de soidás...
tantas légoas mar adentro...
¡Miña casiña!,¡meu lar!
Rosalia de Castro, in "Cantares Gallegos"
30 de janeiro de 2013
como se da Língua Portuguesa se tratasse...
ONE CULTURE:::ONE
LANGUAGE:::ONE NATION
Queremos galego na escola!
Derrogación XA do decretazo!
O Tribunal Superior de Xustiza de Galiza determinou en varias sentenzas
que os principais piares sobre os que se asenta o mal chamado “decreto do plurilingüismo” son
ilegais.
Ademais, indicoulle tamén ao Goberno galego que debe realizar unha política de
promoción do idioma propio do país de acordo co estipulado pola Lei de
normalización lingüística.
O Tribunal dálle así a razón aos
miles de persoas que saíron á rúa nas históricas manifestacións convocadas en
defensa da nosa lingua.
Ao mesmo tempo, o discurso do PP
sobre as linguas no ensino, que xa estaba deslexitimado pola súa falta de apoio nas comunidades
educativas, por ser un discurso crispante, por ser antipedagóxico ou por
vulnerar tratados internacionais sobre dereitos lingüísticos, está agora, ademais, claramente considerado pola xustiza como fóra da legalidade.
no Plan Xeral de Normalización da Lingua Galega que:
In addition, also pointed to the Galician
government should make a policy
to promote the country's own language in accordance with
stipulated by the Law of linguistic normalization.
At the same time, the speech of PP (Govern
party) on teaching languages, already deslexitimado for their lack of support
in the educational communities, as a speech ill be for be NO pedagogical or violate international treaties on the
rights language,
is now also clearly
regarded as justice outside the law.
This DECREE against
the Galician-Language should be repealed immediately and the Galician
Government should enact a new law which is based on agreed unanimously talk in
the General Plan for Normalisation of the Galician Language:
- Ensures education in Galician-Language
(Galego) in early childhood education for all children and all the children
Galician speakers and put special educational atendemento in addition to this
language by students living in family settings and environmental
Castilian-spanish speakers, setting at least 50% of weekly hours in
Galician-Language at this stage educational contexts and environments in which
the predominant language is Spanish, with the intention that this percentage
will increase gradually.
- Ensures that students receive at least 50% of teaching in Galician-Language in primary, secondary, high school and training cycles, that Galician-Language is not prohibited in any subject and any and all students completed each educational stage with sufficient communicative skills in Galician-Language.
assina a petição
Declaração
Universal dos Direitos Linguísticos, Barcelona, Junho de 1996
Artigo 3.º
1. Esta Declaração considera
como direitos individuais inalienáveis que devem ser exercidos em todas as
situações os seguintes:
o direito a ser reconhecido como membro de uma comunidade linguística;
o direito ao uso da língua em privado e em público;
o direito ao uso do próprio nome;
o direito a relacionar-se e associar-se com outros membros da comunidade
linguística de origem;
21 de janeiro de 2013
Earth Song
Earth Song
Michael Jackson
Este vídeo foi proibido nos EUA, a "pátria da liberdade"!
Descubram porquê!
Michael Jackson
Este vídeo foi proibido nos EUA, a "pátria da liberdade"!
Descubram porquê!
Solidariedade "animal"
Aquilo que muitos homens - principalmente aqueles que nos (des)governam - ainda não aprenderam:
2.
1.
2.
1.
30 de dezembro de 2012
Retornados: Identidades de Um Grupo Inconformado
Apontamentos que me suscita a leitura do estudo
Retornados: Identidades de Um Grupo (In)Conformado
Estudo de Cláudia Sofia Pinto e Susana Faria
Orientado por Dr. João Arriscado Nunes
Seminário de Investigação em Sociologia da Cultura –
Setembro de 1996´
Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Descarregue o estudo aqui.
1. Retornados e
Refugiados.
[---] ” a
investigação que nos propomos realizar, tomará como objecto os retornados das
ex-colónias ultramarinas, conceptualmente definidos como: todos os
indivíduos que, tendo nascido em Portugal, construíram as suas vidas nas
colónias portuguesas e foram obrigados a regressar após a sua independência. Para além desta população analisaremos
também a segunda geração de retornados, ou seja: os filhos da primeira
geração que, tendo nascido em África,
regressaram (1) a Portugal com
os seus pais, sendo ainda crianças ou adolescentes.”
(1)
Há aqui uma incorrecção referente à segunda geração: como pode alguém regressar a um lugar de onde não é natural?
Há aqui uma incorrecção referente à segunda geração: como pode alguém regressar a um lugar de onde não é natural?
“Porque se se
dirigissem a mim como retornada, eu dizia-lhe imediatamente: «Meu caro senhor
ou minha cara senhora, está plenamente enganada, porque eu retornada não sou
coisíssima nenhuma. O mais que posso ser é uma exilada ou uma refugiada. Agora,
retornada não sou!»” (entrevistada do estudo).
2. Milionários exploradores de negros.
“Inicialmente,
o 25 de Abril de 74 trazia promessas de democracia e liberdade que iam ao
encontro dos sentimentos separatistas em relação à metrópole. Contudo, os
colonos insurgiram-se contra o rumo dos acontecimentos quando o governo de
Angola foi entregue à maioria africana. De facto, as alternativas de uma
federação entre Portugal e as colónias, bem como a de uma transição lenta e
gradual para a liberdade não resistiram à pressão do MPLA, FNLA e FRELIMO. Começa
então a avolumar-se entre a comunidade dos colonos um sentimento antiportuguês,
especialmente visível entre os jovens, que assume a forma de aversão para todo
um povo, o qual acusam de os ter abandonado à sua sorte. Para com o Governo, a
antipatia remonta às suas intromissões na vida da colónia. Relativamente aos militares,
são acusados de ter pouco interesse em acabar com a guerra colonial dados os
privilégios que esta lhes proporcionava.(2) O 25 de Abril de 74 e o consequente programa de descolonização só vêm
aumentar esta aversão. Por fim, o colono português descobre um sentimento entre
a gente portuguesa que lhe é pouco favorável e que resulta da imagem do colono
como um milionário ou explorador de negros indefesos,(3) não olhando com muita simpatia o seu irmão
que regressa do além-mar.”
“Quando chegámos
fomos muito hostilizados. O retornado foi muito hostilizado. Tanto que muitos
não conseguiram permanecer aqui e foram para o Brasil, para a Venezuela, para
muitos lados, e não quiseram ficar cá.” (entrevistado do estudo).
“Eu também
não falava dessas coisas, é o que o meu marido diz, só vale a pena falar de
retornados com pessoas que nos compreendam, que tenham tido a mesma vivência e
os mesmos problemas. Esses compreendem! Agora falar disso com outras pessoas
que não têm essas vivências é como estar a «malhar em ferro frio», não vale a
pena!” (entrevistada do estudo).
(2)
Os privilégios dos militares portugueses, o que levou ao prolongamento
da guerra, são a razão principal de inexistência de um exército genuinamente
Angolano, Moçambicano, Guineense, etc., à data do 25 de Abril. Na minha óptica,
a falta desse exército foi a causa da não imposição, por quem o deveria ter
feito – o exército português –, do cumprimento dos acordos de independência
celebrados entre o governo português e os movimentos de libertação.
(3)
Havia exploradores, claro, só assim se justificavam as colónias. Mas o
grosso dessa riqueza, dessa exploração, verdadeiramente, nem sequer ficava com
os colonos em África – não era deles: vinha para a metrópole (coisa que muitos
ignoraram mas que dela beneficiaram) e ia para as contas dos milionários, fora
de Portugal e de África. Esses, os milionários das colónias, alguns dos quais
poucas vezes puseram os pés em África, nunca foram enxovalhados pela população
portuguesa. Estavam longe! Não tiveram necessidade de enviar caixotes com
tachos e panelas para Portugal!
3. Tentar os
caminhos da paz e da harmonia, com quem?
“No caso
angolano, o grande êxodo seguiu-se aos incidentes entre o MPLA e a FNLA em
Junho de 75. A comunidade portuguesa, ignorando os apelos da Comissão Nacional de
Defesa para que ali permanecessem, exigiu
ao governo português a sua evacuação imediata para Portugal ou para qualquer
parte do mundo onde pudessem refazer a sua vida.”
[…]
“Só quando se
começa a ouvir falar que o número de retornados se aproxima já de meio milhão é
que o governo português se começa a preocupar com o seu levantamento
estatístico, bem como com as inevitáveis consequências económicas e sociais que
resultariam de um súbito aumento do número de desempregados. O Governo apela
então a todos aqueles que pensavam retornar a Portugal que repensassem a sua
decisão e se possível voltassem às ex-colónias tentando os caminhos da paz e da
harmonia.” (4)
(4)
Porém, “os caminhos da paz e da harmonia” não dependiam apenas da vontade dos retornados.
Porém, “os caminhos da paz e da harmonia” não dependiam apenas da vontade dos retornados.
“Camarada
Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para
aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a
fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças,
as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão
à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir.”
O que se transcreve faz parte de uma carta oriunda
da Repartição do Gabinete do Governo-Geral de Angola, datada de 22 de Dezembro
de 1974 e assinada pelo Vice-Almirante António Alva Rosa Coutinho.
A veracidade desta carta (ou do facto de ter sido
escrita por Rosa Coutinho) é contestada, nomeadamente, por Pacheco Pereira
no Abrupto.
Não obstante, é citada por Américo Cardoso Botelho
no seu livro – “Holocausto em Angola, Memórias
de entre o cárcere e o cemitério”, Nova Vega, Lisboa, 2007”, pp. 61-62 – e, que me pareça, Pacheco Pereira não é pessoa
mais séria do que Botelho, por fazer aquela afirmação, nem Botelho é menos
sério por incluir a carta no livro.
Seja como for, a verdade é que:
a) não
tenho memória de Rosa Coutinho ter contestado a carta (ele que sempre se
assumiu como irascível arauto da verdade – sua! – e defensor dos explorados);
b) que
o papel de Rosa Coutinho na descolonização é bem conhecido, principalmente por
quem vivia em Angola na altura;
c) que
tudo aquilo que era aconselhado a Agostinho Neto, na carta, escrita por quem
quer que tenha sido, aconteceu na verdade. Eu próprio sou disso testemunha.
Isto, no entanto, não imputa
culpas directas a Agostinho Neto. Sobre esta questão – das culpas – darei a
minha opinião em artigo separado mas, desde já, avanço um pouco: não foram
responsáveis pela “catástrofe” da descolonização , apenas ou maioritariamente,
os responsáveis angolanos. A questão fulcral é muito anterior.
4. Melhor do que o
governo, a família.
“Segundo este
estudo, uma das razões que terá facilitado a integração desta população terá
sido a persistência durante e sua estadia em África de inúmeros vínculos para
com a Metrópole, nomeadamente, vínculos de carácter familiar.”
[…]
Terá sido
devido a estes factores de carácter não-económico que os retornados se
instalaram maioritariamente nas regiões de Portugal onde viviam as suas
famílias. Esta estratégia de “retorno às origens” prende-se com a procura de
apoio nos momentos que se seguiram ao retorno, apoio este de carácter
relacional, cultural e afectivo e que parece ter sido mais importante do que o fornecido pelas entidades governamentais.”
5. Comunidade autónoma.
“Relativamente
à questão da integração dos retornados do ultramar este autor [Rui Pena
Pires, “Os Retornados: Um Estudo Sociográfico”, Cadernos IED - Instituto de
Estudos para o Desenvolvimento, Lisboa, 1984] salienta ainda que, apesar de existirem entre eles cumplicidade e
solidariedades de vários tipos, elas apresentam um carácter relativamente
pontual, não se constituindo portanto como uma verdadeira comunidade autónoma.
(5) Tal não significa a inexistência de casos em que a fragilidade das
solidariedades familiares e locais foi parcialmente compensada pelo
desenvolvimento de relações mais intensas entre os retornados, criando
condições favoráveis à emergência de referentes de identidade colectiva.”
(5)
A minha experiência diz-me o contrário: que os retornados se constituíram, não obstante a integração, uma verdadeira “comunidade autónoma”, muito embora não haja apetência dos órgãos de comunicação social pelos seus movimentos de encontros, físicos (reuniões anuais de retornados pelo país fora) e virtuais (na internet, em canais próprios ou no Facebook e outros).
A minha experiência diz-me o contrário: que os retornados se constituíram, não obstante a integração, uma verdadeira “comunidade autónoma”, muito embora não haja apetência dos órgãos de comunicação social pelos seus movimentos de encontros, físicos (reuniões anuais de retornados pelo país fora) e virtuais (na internet, em canais próprios ou no Facebook e outros).
Não queiram que esses encontros sejam reuniões bolorentas entre
governantes para se congratularem pelas medidas (sempre acertadas) que tomaram
em relação ao futuro défice do país. Não, esses encontros servem apenas para conservar e estreitar laços que se trouxeram de
África ou que, entretanto, se criaram por cá.
“Olhe,
aqueles encontros de retornados, eu numa
1ª fase nunca lá fui” (…) Eu não tenho muito feitio para o choradinho e
estou convencida que aquelas reuniões no princípio era um bocadinho o chorar o
leite derramado! E eu não estava para aí virada! Estava a apontar para o futuro
e para construir uma vida nova, e era aquilo que eu tinha que fazer!” (entrevistada
do estudo).
Contrariamente ao que muita gente pensa (alguns retornados incluídos),
os encontros de retornados não são, hoje, reuniões de “choradinho” nem se
destinam a “chorar o leite derramado”. São encontros “banais”, como quaisquer
outros, entre pessoas que mantêm afinidades e que querem conservá-las. Poderiam
ser encontros entre professores do mesmo curso ou da mesma escola, entre
pessoas que viveram na Aldeia da Luz, que foi submersa, poderiam ser encontros
de antigos alunos de uma escola que já não existe, mas não são: são encontros
entre pessoas – ou grupos, heterogéneos embora - que sofreram um estigma comum,
que ultrapassaram as dificuldades e que construíram o futuro sem, no entanto,
deixar de olhar para o passado. Porque essas, as pessoas que avançam para o
futuro tendo em conta o passado, que não esquecem o que foram e o que sofreram,
sabem sempre para onde vão. Aprenderam com a experiência a ser uma “comunidade”
forte.
Não é possível negar que, no início (eu também não fui adepto desses
primeiros encontros – comecei a frequentar alguns a partir de 1999, e muita coisa
apreendi dessas reuniões passadas) se
tentava apenas vazar uma frustração e apenas se pretendia “chorar sobre o
leite derramado”. Alguns dos retornados tinham culpas, directas ou indirectas,
sobre esse derramamento de leite (melhor, de sangue).
Porém, como o tempo é, sempre, o melhor conselheiro, as coisas foram
mudando, as pessoas também e quem protestava por não ter podido trazer Angola
às costas ou em caixotes, resignou-se. Com
o correr do tempo, concluindo que nada conseguiam dessa forma (nem de outras),
alguns foram abandonando os encontros e houve uma selecção natural das posições
e opiniões.
Conheço muito boa gente que não pensa hoje da mesma forma que pensava
em 1975 e que reconhece haver culpas repartidas. Para essa mudança de atitude,
penso eu, muito contribuíram os tais encontros de angolanos e a amálgama de opiniões
de grupos tão heterogéneos.
Há também os que não mudaram e que, como alguns dos “metropolitanos”,
consideram ainda que toda a culpa deve ser imputada ao 25 de Abril, aos capitães,
ao Mário Soares, ao Almeida Santos, ao Melo Antunes… enfim, esses são os casos
perdidos.
A internet, por outro lado, permitiu o encontro virtual de inúmeros
retornados e refugiados espalhados pelo mundo. Se todos fizessem o mesmo, penso
que o mundo seria bem melhor: conversam, contam histórias de filhos e netos,
escrevem poemas, falam da música que ouvem, dos filmes a que assistem, riem e
choram, e recordam o passado, o que não é crime algum. E, principalmente,
aprendem uns com os outros a rever o
que se passou. Basta aceder a alguns dos fóruns angolanos na internet, para confirmar
a evolução do pensamento dos retornados
6. Mesmo assim, com melhor formação.
“Quanto à formação escolar, o Censo de 1981 revela que a população de
retornados apresenta qualificações acima da média o que parece dever-se ao
acelerado crescimento económico e à necessidade que o Estado português sentiu,
com o início da Guerra Colonial, de expandir o aparelho administrativo nas
colónias e proceder à criação de novos serviços públicos como forma de
legitimar interna e internacionalmente a sua presença nos territórios
ultramarinos.” (6)
(6)
Não obstante, a maioria dos jovens que vieram de Angola não tiveram todos a mesma sorte, no que à educação diz respeito.
Não obstante, a maioria dos jovens que vieram de Angola não tiveram todos a mesma sorte, no que à educação diz respeito.
O caso da minha geração: o acesso ao ensino em Porto Alexandre/Tombua,
onde passei a infância, a adolescência e parte da juventude, como na quase totalidade
do território angolano, a educação intermédia e superior era apenas para ricos.
Isto para a população de origem europeia, porque para os africanos não era,
sequer, equacionável.
Em Porto Alexandre, quando entrei para o ensino primário, havia apenas
uma escola oficial desse tipo e um Colégio que ministrava o ensino secundário, propriedade
da Igreja Católica. Uma Escola Comercial, oficial, foi inaugurada muito perto
da ocorrência do 25 de Abril. Terminado o ensino secundário, naquele Colégio
não oficial - o que nos obrigava a prestar provas num estabelecimento oficial,
na capital do distrito - nenhuma hipótese havia de continuar os estudos na
localidade. Só quem tinha condições económicas folgadas podia mandar os filhos estudar
fora: numa capital de distrito, o ensino intermédio, ou em Luanda, o ensino
superior. O meu pai, que tinha que sustentar três filhos, não tinha essas
condições. Ganhava 6.000$00 por mês, em 1974, um pouco mais do que eu comecei a
auferir quando fui admitido no funcionalismo público – algo mais de 5.000$00.
Este caso não era a excepção – era a regra.
O facto de o Censo de 1981 revelar “que a população de retornados
apresenta qualificações acima da média” só comprova que o povo em Portugal vivia
em condições miseráveis. Do que não se pode aferir que em África fosse muito
melhor. Na educação, aquilo de que acabei de tratar.
7. Contribuição para
a mudança cultural de Portugal.
“Uma das
principais razões que nos leva a considerar o retorno como de extrema
importância é a consequente inclusão na sociedade portuguesa de um grande
número de indivíduos com trajectórias muito distintas das que caracterizavam a
grande maioria dos portugueses e que naturalmente veio introduzir nela novos
saberes, estilos de vida e valores. De facto, as sociedades coloniais
apresentavam traços particulares que possibilitaram: a emergência de percursos
de mobilidade ascendente; a atenuação de alguns constrangimentos morais de
origem tradicional, associados ao controlo social da vida quotidiana; e o
contacto directo com civilizações diferentes da europeia e da ocidental. Ao
nível das consequências do retorno para a sociedade portuguesa, estas particularidades
contribuíram para: uma recomposição das hierarquias sociais; uma maior
liberalização dos costumes; a adopção de novas orientações estéticas e novos
usos da linguagem; bem como para a incidência de novos valores e
comportamentos.” (7)
“Eu digo-te
uma coisa com toda a verdade. Eu tenho para mim como ponto de honra, não
admitir nenhum hábito, mas nenhum hábito que seja de Portugal continental! (…)
Por conseguinte, não uso a linguagem que usam cá” Não quero usar a linguagem
que usam cá!” (entrevistado do estudo).
“[…] os
nossos entrevistados utilizaram diversas vezes termos angolanos ou
moçambicanos, cujo significado tiveram que explicar por não existirem termos
equivalentes em português. Retomando a questão da comunidade interpretativa, os
retornados entre si utilizam uma linguagem carregada de representações de
determinada realidade que não tem equivalente em Portugal e portanto têm alguma
dificuldade em explicar o seu significado […]”
“A restinga era uma zona muito bonita, era uma ponta de
areia… O que é uma restinga? É uma
entrada de areia pelo mar, que forma uma restinga. Aquilo era comprido, tinha uns 10 Km de comprimento, onde ficavam
praias bonitas. Portanto, o Lobito formava ali uma baía onde o mar entrava, era
o porto e depois era tudo praias muito bonitas, com casuarinas, uma espécie de pinheiros que não há cá, do
género do pinheiro manso, mas não tão farfalhudo, mais levezinho!” (entrevistado
do estudo).
(7)
É ponto definitivamente aceite que os retornados trouxeram uma linguagem nova para Portugal. Uma linguagem mais aberta e criativa.
É ponto definitivamente aceite que os retornados trouxeram uma linguagem nova para Portugal. Uma linguagem mais aberta e criativa.
Os exemplos acima referidos não são, no entanto, os
melhores:
Restinga, uma “faixa de areia ou de
pedra que se prende ao litoral e avança pelo mar”, é um termo provavelmente de
origem castelhana que entrou para o léxico português no séc. XV. Cf. HOUAISS, António
e VILLAR, Mauro de Salles, Instituto António Houaiss, “Dicionário Houaiss da
Língua Portuguesa”, Global Notícias Publicações, Lisboa, 2005.
Casuarina é “design. comum às
árvores do gén. Casuarina, da fam.
das casuarináceas, que reúne 17 spp., nativas do Sudoeste da Ásia às ilhas do
Oeste do Pacífico e ger. cultivadas como quebra-vento, pela madeiram ou como
ornamentais (cf. o.c.). A designação deve-se ao facto de algumas espécies
apresentarem a copa semelhante à plumagem do casuar, ave corredora australiana.
Já encontrei casuarinas no Algarve e sei que é uma árvore ornamental apreciada
em Espanha.
Estas palavras não são, então, especificamente
angolanas, embora lá muito utilizadas. Mas também o verbo Desconseguir é muito angolano no uso, mas não na origem. Há, até,
quem pense, em Portugal, ser uma das expressões criativas dos angolanos quando
é absolutamente portuguesa, embora não usada pelos portugueses.
Outras palavras (e são inúmeras no léxico
português) no entanto, são consideradas tão puramente portuguesas que muito
pouca gente sabe que a sua origem é angolana:
Coxilar –
que prefiro a cochilar – deriva do verbo kimbundu Kukoxila, cabecear com sono;
Minhoca,
o verme anelídeo, deriva do kimbundu Munhoka,
semelhante à cobra;
Cachimbo
– caximbo estaria bem melhor – aquele aparelho de alguns fumadores, deriva do
kimbundu Kuxiba, absorver, chupar,
sorver.
Quanto ao léxico por aqui me fico, uma vez que com bués, buererés e cambas já os
portugueses estão familiarizados. Ah! Mas já agora também vos digo que a Dica (palpite), importada por Portugal via
Brasil, é também uma adaptação do kimbundu Dika!
29.01.2013
25 de dezembro de 2012
Feliz Natal (0)
Este ano, enquanto os “iluminados” (“illuminati” para ser mais cáustico) deste mundo nos dão miséria e desgraça, eu quero oferecer-vos um pouco daquilo de que mais gosto, para que possamos estar, como dizia Beethoven, mais perto de Deus, ou dos Deuses, como queiram, seja essa entidade o que for, desde que não político, financeiro ou mentecapto!
“Barco Negro”, Amália Rodrigues
“Menino do Bairro Negro”, Zeca
Afonso
Mariza
“Barco Negro”
De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram
que não,
E o sol penetrou no meu coração. [Bis]
Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as
velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não
voltas:
São loucas! São loucas!
Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo. [Bis]
No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo
mortiço;
No calor do leito, nos bancos
vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre
comigo.
" Menino Do Bairro Negro
"
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz
Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Vira também
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Se até dá gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
24 de dezembro de 2012
Feliz Natal (1)
Canção de Embalar”, Zeca Afonso
Coliseu dos Recreios, Lisboa, 29 de janeiro de 1983 (o último concerto)
“Canção De Embalar”
Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti [bis]
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar [bis]
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas
janelas
Perde a estrela d'alva o seu
fulgor [bis]
Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu’inda à noite é uma
menina
23 de dezembro de 2012
22 de dezembro de 2012
Feliz Natal (3)
" Haja o que houver", Madredeus
Teresa Salgueiro / José Carreras
Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti
Volta no vento ó meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor...
Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...
Teresa Salgueiro / José Carreras
Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti
Volta no vento ó meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor...
Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...
Feliz Natal (4)
Wish you were here”, Pink Floyd
David Gilmour, live unplugged – a versão da minha preferência
“Quem me dera que estivesses aqui!”
(a minha tradução/versão)
Então,
achas então que consegues distinguir o céu do inferno,
os céus azuis do sofrimento?
Consegues distinguir um verde campo de um frio carril de aço?
Um sorriso de uma máscara?
Achas que consegues?
Obrigaram-te a trocar os teus heróis por fantasmas?
Árvores por quentes cinzas?
Ar quente por uma fresca brisa?
O conforto frio pela mudança?
Trocaste uma marcha de combate pelo papel principal numa cela?
Quem me dera,
quem me dera que estivesses aqui!
Não passamos de duas almas perdidas nadando num aquário, ano após ano,
correndo sobre o mesmo chão corrompido.
O que encontrámos?
Os medos de sempre.
Quem me dera que estivesses aqui!
“Wish you were here”
So,
so you think you can tell Heaven from Hell,
blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
How I wish,
how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.
David Gilmour, live unplugged – a versão da minha preferência
“Quem me dera que estivesses aqui!”
(a minha tradução/versão)
Então,
achas então que consegues distinguir o céu do inferno,
os céus azuis do sofrimento?
Consegues distinguir um verde campo de um frio carril de aço?
Um sorriso de uma máscara?
Achas que consegues?
Obrigaram-te a trocar os teus heróis por fantasmas?
Árvores por quentes cinzas?
Ar quente por uma fresca brisa?
O conforto frio pela mudança?
Trocaste uma marcha de combate pelo papel principal numa cela?
Quem me dera,
quem me dera que estivesses aqui!
Não passamos de duas almas perdidas nadando num aquário, ano após ano,
correndo sobre o mesmo chão corrompido.
O que encontrámos?
Os medos de sempre.
Quem me dera que estivesses aqui!
“Wish you were here”
So,
so you think you can tell Heaven from Hell,
blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
How I wish,
how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.
8 de setembro de 2012
Guerra Total
MANUAL DE GUERRILHA CIBERNÉTICA
INTRODUÇÃO
Tenho mantido, durante todo este tempo de Guerrilha Estatal, um silêncio contido e espectante.
Acabou-se.
O primeiro-ministro de Portugal acaba de declarar Guerra Total e Aberta aos trabalhadores Portugueses, anunciando que:
1 - o Estado passa a ter um ganho de 1,25% com as contribuições 'para a Segurança Social;
2 - O patronato ganha 5,75 %;
3 - os Trabalhadores perdem 7%.
Se isto não é uma Guerra, depois de todas as sobrecargas anteriores, o que serà?
O senhor-que-pensa-que-manda mostrou, finalmente, a face. Um rosto hipócrita de político mentecapto e defensor acérrimo do capital.
Por tudo o que fez contra quem trabalha e em nada contribuiu para a crise.
Por tudo o que não fez contra os detentores do capital, os verdadeiros culpados de tudo o que tem acontecido com a barbárie financeira.
A partir deste momento o AngolaHaria assume-se, incondicionalmente, como um
.
Assim encerro, temporariamente, este blog.
O Manual de Guerrilha Cibernética nasce dentro de momentos.
23 de fevereiro de 2012
Prémio Correntes d’Escritas/Fundação Dr. Luís Rainha 2011/2012
... foi atribuída uma menção honrosa, ao trabalho “Euracini de pátrias e maresias”, de Admário Costa Lindo.
25 de dezembro de 2011
7 de outubro de 2011
Ocupemos todas as Wall Streets
travelblog.org/
Queridos amigos,
Milhares de norte-americanos ocuparam sem violência a Wall Street - um epicentro do poder financeiro global e da corrupção. Eles são os últimos raios de luz em um novo movimento pela justiça social que está se espalhando rapidamente pelo mundo: de Madrid a Jerusalém e a 146 outras cidades, com outras aderindo a cada instante. Mas eles precisam de nossa ajuda para triunfarem.
Como são as famílias de trabalhadores que estão pagando a conta de uma crise financeira causada por elites corruptas, os manifestantes estão exigindo uma verdadeira democracia, justiça social e combate à corrupção. Mas eles estão sob forte pressão das autoridades e alguns meios de comunicação estão retratando-os como grupos extremistas. Se milhões de nós de todo o mundo os apoiarem, vamos aumentar a sua determinação e mostrar à mídia e aos líderes que os protestos fazem parte de um movimento massivo pela mudança.
Este ano pode ser o nosso 1968 desse século, mas para ter sucesso ele deve ser um movimento de todos os cidadãos, de todas classes sociais. Clique para participar da campanha para a democracia real - um contador gigante será erguido no centro da ocupação em Nova York mostrando ao vivo cada um de nós que assinarmos a petição e retransmitido ao vivo na página da petição:
http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?vl
A onda mundial de protestos é o capítulo mais recente na história deste ano do poder global do povo. No Egito, as pessoas tomaram a praça Tahrir e derrubaram seu ditador. Na Índia, o jejum de um homem trouxe milhões às ruas e o governo teve que ceder - vencendo uma ação real para acabar com a corrupção. Durante meses, os cidadãos gregos protestam sem descanso contra os injustos cortes nos gastos públicos. Na Espanha, milhares de "indignados" desafiaram a proibição de manifestações pré-eleitoral e montaram um acampamento de protesto na praça do Sol para manifestar contra a corrupção política e a manipulação do governo da crise econômica. E neste verão em Israel as pessoas construíram "cidades de tendas" para protestar contra o aumento dos custos de habitação e por justiça social.
Estes assuntos nacionais estão ligados por uma narrativa global de determinação para acabar com a conivência das elites e de políticos corruptos - que em muitos países ajudaram a causar uma prejudicial crise financeira e agora eles querem que as famílias de trabalhadores paguem a conta. O movimento de massas que está respondendo a isso pode não só garantir que o ônus da recessão não caia sobre os mais vulneráveis, mas também pode ajudar a melhorar o equilíbrio de poder entre democracia e corrupção. Clique para apoiar o movimento:
http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?vl
Em cada revolta, do Cairo a Nova York, o pedido por um governo responsável que sirva o povo é claro e nossa comunidade global tem apoiado esse poder do povo em todo o mundo, onde quer que tenha surgido. O tempo em que os políticos ficavam nas mãos dos poucos corruptos está terminando e, em seu lugar, estamos construindo democracias reais, de, por e para as pessoas.
Com esperança,
Emma, Maria Paz, Alice, Ricken, Morgan, Brianna, Shibayan e o resto da equipe Avaaz
Mais informações:
Protestos no sEUA entram no 18º dia e se alastram, "OEstadodeSãoPaulo"
A ocupação de Wall Street e a luta simbólica, "OGlobo"
Contra medidas de austeridade, Grécia faz greve no sector público, "GI"
Protestos contra corrupção reúnem milhares no Kuair "Folha de S.Paulo"
Ocupa Wall St - recursos on-line para a ocupação (em inglês)
http://occupywallst.org/
Apoie a comunidade da Avaaz!
Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas:
https://secure.avaaz.org/po/donate_to_avaaz/?cl=1309040894&v=10606
Ocupando Wall Street, CartaMaior
Michael Moore, Venham todos ocupar Wall Street
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18595
16 de setembro de 2011
Já é mais fácil circular entre Portugal e Angola
Vistos de curta duração passam a ser emitidos por 90 dias e os de trabalho por três anos. Ambos vão permitir multi-entradas.
Portugal e Angola assinam hoje um acordo global de vistos. Até agora, existia apenas um acordo no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que não era mais do que um entendimento geral. Segundo avançou à Renascença fonte diplomática, o protocolo assinado hoje, em Lisboa, vem introduzir mudanças profundas nos regimes de vistos de curta duração e laborais.
Os vistos de curta duração para Angola passam a ser emitidos por 90 dias por semestre – ou seja, até 180 dias por ano – e são documentos com multi-entradas, o que quer dizer que os cidadãos podem sair e voltar a entrar no país com o mesmo visto. Até agora, eram apenas de 30 dias, podendo ser renovados duas vezes por iguais períodos e sem multi-entradas.
Estes vistos são considerados essenciais para a internacionalização da economia portuguesa e para desenvolvimento das relações comerciais e empresariais entre Portugal e Angola.
Quanto aos vistos de trabalho, passam a ser emitidos por 36 meses – ou seja, três anos – e também com múltiplas entradas e saídas. São documentos considerados muito importantes para projectos de investimento. Até agora, eram emitidos por um ano, renováveis até duas vezes por períodos iguais, num total máximo de três anos. No final de cada ano, era necessário vir a Portugal pedir novo documento.
O acordo prevê ainda um prazo de oito dias para as concessões de vistos de curta duração, a partir da data de entrega do pedido, e de 30 dias para os vistos de trabalho.
São mudanças que têm como objectivo permitir um novo ciclo na mobilidade de cidadãos dos dois países. Segundo fonte diplomática, existem cerca de sete mil empresas portuguesas que trabalham directamente com Angola, mil das quais instaladas no país, sendo a grande maioria de pequena e média dimensão (PME).
Calcula-se ainda que estejam instalados em Angola entre 120 mil a 140 mil portugueses, a grande maioria em Luanda.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e o seu homólogo angolano, Georges Chicoti, que está de visita a Lisboa, assinam o acordo.
António José Soares
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=172853 15.09.2011
15 de setembro de 2011
Palanca-negra a Património da Humanidade
Está na internet uma petição para elevar a Palanca-negra a Património da Humanidade.
Pelo que verifiquei trata-se da Palanca-negra-gigante. Os promotores deveriam ter especificadoessa questão.
Para aderires à causa segue a ligação abaixo e, na página que surgir, clica em "Join Cause", à direita do vídeo.
Eles comem tudo
Ontem assim:
"Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada"
Assim hoje:
"São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei"
E sempre:
"Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada"
São os Vampiros.
"Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada"
Assim hoje:
"São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei"
E sempre:
"Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada"
São os Vampiros.
com o som bem alto"
14 de setembro de 2011
Nação Solidária
Ao divulgá-la, o AngolaHaria está a apoiar a NS-Nação Solidária, Cooperativa de Solidariedade Social.
Faça o mesmo.
Faça o mesmo.
Objectivos
Projectos
Projecto 3 R's
Contactos
Góis Pino Premiado Em Espanha
Góis Pino, artista plástico luso-angolano, arrecadou o 1º Prémio da 16ª edição da Arte no Morrazo, em Cangas, Espanha.
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