SEGUIDORES

7 de outubro de 2011

Ocupemos todas as Wall Streets

travelblog.org/


Queridos amigos,

Milhares de norte-americanos ocuparam sem violência a Wall Street - um epicentro do poder financeiro global e da corrupção. Eles são os últimos raios de luz em um novo movimento pela justiça social que está se espalhando rapidamente pelo mundo: de Madrid a Jerusalém e a 146 outras cidades, com outras aderindo a cada instante. Mas eles precisam de nossa ajuda para triunfarem.

Como são as famílias de trabalhadores que estão pagando a conta de uma crise financeira causada por elites corruptas, os manifestantes estão exigindo uma verdadeira democracia, justiça social e combate à corrupção. Mas eles estão sob forte pressão das autoridades e alguns meios de comunicação estão retratando-os como grupos extremistas. Se milhões de nós de todo o mundo os apoiarem, vamos aumentar a sua determinação e mostrar à mídia e aos líderes que os protestos fazem parte de um movimento massivo pela mudança.
Este ano pode ser o nosso 1968 desse século, mas para ter sucesso ele deve ser um movimento de todos os cidadãos, de todas classes sociais. Clique para participar da campanha para a democracia real - um contador gigante será erguido no centro da ocupação em Nova York mostrando ao vivo cada um de nós que assinarmos a petição e retransmitido ao vivo na página da petição:

http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?vl

A onda mundial de protestos é o capítulo mais recente na história deste ano do poder global do povo. No Egito, as pessoas tomaram a praça Tahrir e derrubaram seu ditador. Na Índia, o jejum de um homem trouxe milhões às ruas e o governo teve que ceder - vencendo uma ação real para acabar com a corrupção. Durante meses, os cidadãos gregos protestam sem descanso contra os injustos cortes nos gastos públicos. Na Espanha, milhares de "indignados" desafiaram a proibição de manifestações pré-eleitoral e montaram um acampamento de protesto na praça do Sol para manifestar contra a corrupção política e a manipulação do governo da crise econômica. E neste verão em Israel as pessoas construíram "cidades de tendas" para protestar contra o aumento dos custos de habitação e por justiça social.
Estes assuntos nacionais estão ligados por uma narrativa global de determinação para acabar com a conivência das elites e de políticos corruptos - que em muitos países ajudaram a causar uma prejudicial crise financeira e agora eles querem que as famílias de trabalhadores paguem a conta. O movimento de massas que está respondendo a isso pode não só garantir que o ônus da recessão não caia sobre os mais vulneráveis, mas também pode ajudar a melhorar o equilíbrio de poder entre democracia e corrupção. Clique para apoiar o movimento:
http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?vl


Em cada revolta, do Cairo a Nova York, o pedido por um governo responsável que sirva o povo é claro e nossa comunidade global tem apoiado esse poder do povo em todo o mundo, onde quer que tenha surgido. O tempo em que os políticos ficavam nas mãos dos poucos corruptos está terminando e, em seu lugar, estamos construindo democracias reais, de, por e para as pessoas.

Com esperança,

Emma, Maria Paz, Alice, Ricken, Morgan, Brianna, Shibayan e o resto da equipe Avaaz

Mais informações:

Protestos no sEUA entram no 18º dia e se alastram, "OEstadodeSãoPaulo"

A ocupação de Wall Street e a luta simbólica, "OGlobo"

Contra medidas de austeridade, Grécia faz greve no sector público, "GI"

Protestos contra corrupção reúnem milhares no Kuair "Folha de S.Paulo"
Ocupa Wall St - recursos on-line para a ocupação (em inglês)
http://occupywallst.org/

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Ocupando Wall Street, CartaMaior

Michael Moore, Venham todos ocupar Wall Street
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18595


16 de setembro de 2011

Já é mais fácil circular entre Portugal e Angola



Vistos de curta duração passam a ser emitidos por 90 dias e os de trabalho por três anos. Ambos vão permitir multi-entradas.


Portugal e Angola assinam hoje um acordo global de vistos. Até agora, existia apenas um acordo no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que não era mais do que um entendimento geral. Segundo avançou à Renascença fonte diplomática, o protocolo assinado hoje, em Lisboa, vem introduzir mudanças profundas nos regimes de vistos de curta duração e laborais.

Os vistos de curta duração para Angola passam a ser emitidos por 90 dias por semestre – ou seja, até 180 dias por ano – e são documentos com multi-entradas, o que quer dizer que os cidadãos podem sair e voltar a entrar no país com o mesmo visto. Até agora, eram apenas de 30 dias, podendo ser renovados duas vezes por iguais períodos e sem multi-entradas.

Estes vistos são considerados essenciais para a internacionalização da economia portuguesa e para desenvolvimento das relações comerciais e empresariais entre Portugal e Angola.

Quanto aos vistos de trabalho, passam a ser emitidos por 36 meses – ou seja, três anos – e também com múltiplas entradas e saídas. São documentos considerados muito importantes para projectos de investimento. Até agora, eram emitidos por um ano, renováveis até duas vezes por períodos iguais, num total máximo de três anos. No final de cada ano, era necessário vir a Portugal pedir novo documento.

O acordo prevê ainda um prazo de oito dias para as concessões de vistos de curta duração, a partir da data de entrega do pedido, e de 30 dias para os vistos de trabalho.

São mudanças que têm como objectivo permitir um novo ciclo na mobilidade de cidadãos dos dois países. Segundo fonte diplomática, existem cerca de sete mil empresas portuguesas que trabalham directamente com Angola, mil das quais instaladas no país, sendo a grande maioria de pequena e média dimensão (PME).

Calcula-se ainda que estejam instalados em Angola entre 120 mil a 140 mil portugueses, a grande maioria em Luanda.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e o seu homólogo angolano, Georges Chicoti, que está de visita a Lisboa, assinam o acordo.
António José Soares

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=172853 15.09.2011

15 de setembro de 2011

Palanca-negra a Património da Humanidade


Está na internet uma petição para elevar a Palanca-negra a Património da Humanidade.

Pelo que verifiquei trata-se da Palanca-negra-gigante. Os promotores deveriam ter especificadoessa questão.

Para aderires à causa segue a ligação abaixo e, na página que surgir, clica em "Join Cause", à direita do vídeo.


Eles comem tudo

Ontem assim:

"Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada"

Assim hoje:

"São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei"

E sempre:

"Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada"

São os Vampiros.


com o som bem alto"

14 de setembro de 2011

Nação Solidária

Ao divulgá-la, o AngolaHaria está a apoiar a NS-Nação Solidária, Cooperativa de Solidariedade Social.

Faça o mesmo.



Objectivos


Projectos


Projecto 3 R's


 Contactos

Góis Pino Premiado Em Espanha

Góis Pino, artista plástico luso-angolano, arrecadou o 1º Prémio da 16ª edição da Arte no Morrazo, em Cangas, Espanha.

1 de agosto de 2011

A Internacionalização da Amazónia

Durante um debate ocorrido no mês de Novembro de 2000, numa Universidade dos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque*, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia. Um jovem introduziu a pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que alguém determinou a ótica humanista como ponto de partida para a sua resposta.

Por qualquer motivo (talvez porque os EU se arrogam o papel de zeladores da “verdade”), a resposta de Cristovam Buarque não foi publicada naquele país, garante da “liberdade” mundial.



"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.



Fonte:
Portal Brasil, http://www.portalbrasil.net/reportagem_amazonia.htm

22 de junho de 2011

Poderá ser a ponta de um iceberg



O matemático Nuno Crato é o ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência do 19º Governo Constitucional, acabado de empossar pelo Presidente da República.

Depois de o escutar, no vídeo que vos apresento, só posso concluir que o matemático não podia estar mais correcto no que afirma, particularmente acutilante quando diz que “a culpa, perdoem-me que o diga, é de todos os partidos; todos os partidos que por lá passaram [Ministério da Educação] fizeram mais ou menos o mesmo: deram mais atenção à forma do que ao conteúdo, deram mais recomendações pedagógicas do que traçaram objectivos pedagógicos, do que traçaram objectivos de aprendizagem”. Porque se afirma equidistante de paninhos quentes.

Desta intervenção ressalta uma evidência: os princípios defendidos por Nuno Crato são transversais, tocam, com as distâncias e especificidades próprias das várias franjas da sociedade, toda a governação.

Nuno Crato é independente e estará, por via disso, afastado dos lobbies que, sabemo-lo todos, pululam na política. A questão é saber se terá o apoio total e sem equívocos de Passos Coelho, fundamental, sem margem para dúvidas, para implementar aquilo que se projecta do seu discurso. É necessário, também, confirmar se o próprio Passos Coelho terá o poder necessário para lhe dar carta branca. É que Nuno Crato poderá encetar, não tenho dúvidas, uma verdadeira revolução na Educação e pôr em causa uma estrutura caduca e acomodada: é bom lembrar que a Educação não tem estado apenas nas mãos dos ministros, nem tem dependido unicamente das decisões dos ministros que lhe têm cabido em sorte.

Que Nuno Crato consiga actuar como pretende, que possa também influenciar outras áreas da sociedade, é a esperança, não só minha mas, creio, de todos aqueles que andam, há muitos anos, a exigir uma revolução verdadeira na praxis governativa.



3 de junho de 2011

Os meninos de rua e o Kalemba Skim*

AngoNotícias

“Joel tem 12 anos, viu a mãe morrer e já esteve sem um tecto para morar. O ambiente em casa levou-o a fugir. Ficou a dormir na praia, em Luanda. Só contava com a ajuda dos amigos. Aqueles a quem se juntou há quatro meses e com quem começou a praticar um desporto de que nem sabia o nome.” [1]

Os arruamentos da capital angolana são o lar sem tecto para mais de 4.000 crianças, vindas da guerra, violência, desintegração familiar, dizia a Audácia em 2002. [2]

Vários corpos de adolescentes, não identificados, são encontrados e recolhidos frequentemente nas ruas de Luanda. [3]

Tony foi apenas um dos vários jovens que ainda encontram na rua a sua residência, e que parece encontrar nas drogas a solução dos seus problemas. [4]

Embora Angola possa apresentar em 2012 um dos maiores índices de crescimento mundial [5], é bom que nos questionemos: será vida viver na praia, lavar-se com água da canalização rota, ter mesa posta no contentor do lixo? [6]

As pessoas que moram em casa com tecto mostram-se agastados com atitudes e comportamentos menos abonatórias praticadas pelos meninos de rua nos contentores de lixo. [7] Que culpa têm os meninos?

Não obstante, as coisas vão mudando, paulatinamente, a um ritmo lento, muito mais lento do que aquele que as condições desses meninos reclamam, porque para muitos será tarde demais.


Pixar/Notícias Magazine

“Mais de oitenta crianças e jovens juntam-se nas praias de Luanda para praticar um desporto do qual nem o nome sabiam. O projecto Kalemba Skim vai levar-lhes, já em Junho, a sabedoria e a experiência de profissionais portugueses do skimming. Tudo por uma boa causa: tirar estes jovens das ruas e do mundo das drogas.” [1]

O skimboard é uma variante do surf mas, para o caso, é uma bênção para as crianças de rua. Viram, quiseram fazê-lo, construíram as suas próprias tábuas e começaram a praticá-lo, sem saberem o seu nome sequer. Para quê um nome se o que interessava era a felicidade que sentiam? As imagens que chegam de Angola são elucidativas. Felicidade é o que se vê.

Mas para que essa felicidade não se tornasse efémera, Tchiyna, uma apaixonada pela fotografia, conseguiu olhar para lá das imagens e viu pessoas. Pôs mãos à obra e foi recompensada. Especialistas e técnicos do skimming irão para Angola, este mês, para ajudar a desenvolver a modalidade e ensinar os meninos a construir correctamente as suas pranchas. A construir o seu futuro, longe dos contentores de lixo.

O desporto não é, não pode ser apenas competição. Deverá ser, fundamentalmente, uma forma de construção de vidas dignas e saudáveis.



notas:
* Kalemba é uma palavra quimbunda de que derivou o termo Calema, fenómeno natural da costa ocidental africana, caracterizado por grandes vagas de mar.
Skim de Skimboard.

[1] TADEIA, Patrícia. Skimboard em Luanda, Notícias Magazine, nº 992, 29.05.211.
[2] VIEIRA, José. Meninos nas ruas de Luanda: Para ensinar a sonhar, Audácia, Julho 2002, [url] http://www.audacia.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEuVyEZpVVmsdqCxAn
[3] Adolecentes recolhidos nas ruas de Luanda, MPDA-Movimento para a Paz e a Democracia em Angola , [url] http://www.mpdaangola.com/rubrique,adolecentes-mortos-l-da,1147531.html

[4] LUANDINO, Helder. Conheça a historia de dois jovens que no passado foram meninos de rua, Rádio Ecclesia, 7-07-2010, [url] http://www.radioecclesia.org/index.php?option=com_content&view=article&id=3020:conheca-a-historia-de-dois-jovens-que-no-passado-foram-meninos-de-rua-e-andaram-envolvidos-em-droga-criaram-um-projecto-de-ajuda-a-toxicos-dependentes-e-auxiliam-outros-jovens-a-sairem-das-ruas&catid=161:heroina-da-comunidade&Itemid=521
[5] AngoNotícias. Angola terá em 2012 um dos maiores crescimentos económicos a nível mundial, 2.06.2011, [url] http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=31947
[6] ALVES, Dinis Manuel. Mediático, [url] http://www.mediatico.com.pt/luanda/esg.html
[7] Angop. Moradores da Avenida Brasil indignados com meninos de rua, 24.05.2005, [url] http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2005/4/21/Moradores-Avenida-Brasil-indignados-com-meninos-rua,aa26e087-7372-40a3-80b3-c61b5378f49c.html


vídeo:

28 de maio de 2011

Dominique Strauss Kahn - A verdade Escondida


O artigo que se segue circula livremente em vários sítios da internet, nomeadamente no Octopedia.blogspot.com e por email, não é, portanto, da responsabilidade do Angola Haria.


“A rádio, os jornais, a televisão não vos contam a verdade. Sobre qualquer informação faça a seguinte pergunta: "Quem beneficia com isto?". Procure pontos de vista diferentes, pense por si. Agora sim, retome a notícia.



CLUBE BILDERBERG EM ACÇÃO!



É fácil destruir a quem se opõe às suas tácticas financeiras.

Dominique Strauss Kahn foi eliminado por ameaçar a elite financeira mundial

Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente para os grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial.

Não vale a pena pronunciarmo-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história.

O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn?

Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo grupo do clube Bilderberg, do qual faz parte. Na altura ele não representava qualquer "perigo" para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias.

Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização.

Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise "made in America".

O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais "suave" de "ajuda" financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que está tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos.

Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: "Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa".

Era impensável o poder financeiro mundial aceitar um tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema.

Recentemente tinha declarado: "Ainda só fizemos metade do caminho. Temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários. Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado".

A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: "A mundialização conseguiu muitos resultados...mas ela tem também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a "mão invisível" dos mercados se torne num "punho invisível".

Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a alinha vermelha, por isso foi armadilhado e esmagado.”



Para ligação à página oficial de Daniel Estulin (em castelhano), autor do livro "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo", clique no título



Para saber mais sobre o grupo Bilderberg:
carta de Daniel Estulin, aos bloguistas portugueses

na Wikipedia

24 de maio de 2011

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade

de vivermos felizes e em paz.

Obrigado

pelo exemplo que se esforçam em nos dar

de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem

dignidade.

Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.

Por não nos darem explicações.

Obrigado por se orgulharem de nos tirar

as coisas por que lutámos e às quais temos direito.

Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.

Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.

Obrigado pela vossa mediocridade.

E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.

Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.

Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.

Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias

um dia menos interessante que o anterior.

Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.

Obrigado por nos darem em troca quase nada.

Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.

Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade

e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.

E pelo vosso vergonhoso descaramento.

Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,

o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.

Obrigado por serem o que são.

Obrigado por serem como são.

Para que não sejamos também assim.

E para que possamos reconhecer facilmente

quem temos de rejeitar.


Joaquim Pessoa

para saber mais sobre Joaquimm pessoa clique no título

20 de maio de 2011

Silva Mateus Falou da falta de democracia no MPLA

O líder da União das Tendências do MPLA, (a faccão interna que reclama democratização do partido no poder), Silva Mateus, foi recentemente recebido na embaixada norte americana em Luanda onde, no âmbito político, fez “uma abrangência sobre a ausência da democracia interna no seio do seu partido que consequentemente contagia as instituições do Estado e a sociedade em geral.”

O general na reserva foi recebido no âmbito de uma audiência alargada que juntou membros da “Fundação 27 de maio”, da qual faz parte como Presidente. Fez-se comparecer com o general José Adão Fragoso, e Moises Sotto Mayor, Vice-Presidente e membro da coordenação do núcleo de direitos humanos da referida fundação. Pela parte americana estiveram presentes Catherine Griffith, a secretária dos assuntos políticos e direitos humanos e Tomas R. Hastings, consultor político-económico daquela missão diplomática.
De acordo com uma fonte habilitada “Foram abordadas várias questões, dentre elas o estado da nação, o holocausto do 27 de maio, o fuzilamento público do comandante Virgílio Sotto Mayor, direitos e oportunidades da juventude.”


“Neste sentido – juventude – a embaixada perspetivou a hipótese de conceder bolsas de estudos para cursos profissionais aos jovens Angolanos, no sentido de capacitá-los para o desafio do amanhã”, disse a fonte.

“No âmbito dos direitos humanos a embaixada predispôs-se a apoiar e patrocinar um projeto de mapeamento das valas comuns onde se encontram os perecidos durante o holocausto e solicitou o dossier “Sindroma de Sotto Mayor”, que retrata a vida e obra de Virgílio Sotto Mayor até à data em que foi fuzilado”.

Ainda nesta senda o general José Adão Fragoso ofereceu alguns livros de sua autoria aos representantes da embaixada americana e entregou uma carta pessoal para o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama.


Líder da UT-MPLA recebido na embaixada americana , Club-K online, [url] http://club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=7694:lider-da-uniao-das-tendencias-mpla-recebido-na-embaixada-americana&catid=23:politica&Itemid=600, 18.05.2011.

14 de maio de 2011

Solaris, o oitavo mar

Todas as informações referentes ao lançamento, encomendas e editor, serão alojadas na página


NB:

Peço imensa desculpa aos leitores do AngolaHaria pelo facto de ter estado - e continuar assim durante algum tempo - concentrado apenas neste evento, para mim muito importante.

6 de março de 2011

Manif em Luanda III



"Nos meus telemóvel e e-mail, recebo reiterados convites anónimos ( embora alegadamente orientados pelo plurínomo “Agostinho Jonas Roberto dos Santos”) para participar da manifestação que se diz vir ter lugar no dia 7 de Março, à semelhança e na sequência do que se vai passando no mundo árabe-muçulmano, com sucessos já consumados contra regimes pessoais, instalados durante décadas, na Tunísia e no Egipto; por enquanto."
"Se eu estivesse convicto de completas semelhanças do nosso caso com os precedentes tunisino e egípcio, mesmo que não tomasse parte da manifestação, apoiaria com certeza, a iniciativa, sem vacilar."

[...]

"É evidente também que não alinho, de modo nenhum, com o actual Secretário-Geral do MPLA, o General Dino Matross, quando depois de alardear um “Cuidado que isto aqui não é nem Tunísia nem Egipto!” tenta explicar que aqui os “donos do poder” nunca contribuíam para que tal tipo de analogias fossem estabelecidas. Na verdade, é nesta hora que mais uma vez se evidencia que tenho toda a razão em divergir com a actual direcção do MPLA sobre a forma como devia terminar a alegada transição de regime."

MOCO, Marcolino. A propósito de Kadhafi: Quem não liberta amarra-se a si próprio, à Mesa do Café, [url] http://marcolinomoco.com/

Ler artigo completo.

Manif em Luanda II




“O governo está a intimidar o povo. Eu, Agostinho J. R. dos Santos estou a ser perseguido pela Sinfo dia e noite. Alguns deles dizem que eu estou no Reino Unido ou EUA... Nada vai impedir eu e o meu povo a exercer os nossos direitos Constitucionais (Artigos 40 e 47). Agradeco a coragem do meu irmão Sérgio Ngueve dos Santos pela carta e ao meu povo pela vontade. Espero por vós no largo da independência porque reitero que a manifestação anti-governamental em Angola vai sim começar no dia 7 de Março de 2011, de Cabinda a Cunene. O acto central teré lugar no largo da Independencia em Luanda.”




“Em toda Angola, vamos marchar com cartazes exigindo a saída do Zé Du, seus ministros e companheiros corruptos.”

Ler o Manifesto na página de “A Nova Revolução Do Povo Angolano”

3 de março de 2011

Parvos que somos

http://www.youtube.com/watch?v=UtXZaVHAoPQ


«Como diz De Masi, "o ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se em estudo, arte, criatividade, liberdade". Ora, "Os Deolinda" estudaram, tiraram cursos. Não conseguiram trabalho nas profissões da formação. Mas "libertaram-se", pela criatividade, pela iniciativa do canto, da música.»
OLIVEIRA, Paquete de. "Os Deolinda" não são parvos nem escravos, JN, 3.03.2011



Sou da geração sem remuneração


E não me incomoda esta condição.

Que parva que eu sou!



Porque isto está mal e vai continuar,

Já é uma sorte eu poder estagiar.

Que parva que eu sou!

E fico a pensar,

Que mundo tão parvo

Onde para ser escravo é preciso estudar.



Sou da geração “casinha dos pais”,

Se já tenho tudo, pra quê querer mais?

Que parva que eu sou!

Filhos, marido, estou sempre a adiar

E ainda me falta o carro pagar,

Que parva que eu sou!

E fico a pensar

Que mundo tão parvo

Onde para ser escravo é preciso estudar.



Sou da geração “vou queixar-me pra quê?”

Há alguém bem pior do que eu na tv.

Que parva que eu sou!

Sou da geração “eu já não posso mais!”

Que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou!

E fico a pensar,

Que mundo tão parvo

Onde para ser escravo é preciso estudar.



(Texto redigido conforme o Novo Acordo Ortográfico .)

Manif em Luanda


Uma Manif de protesto contra o regime de José Eduardo dos Santos, marcada para 7 de março em Luanda e convocada por um intitulado "Movimento Revolucionário do Povo Lutador de Angola (MRPLA)", por e-mail, SMS e Redes Sociais, está a desnortear a cabeça dos dirigentes angolanos .

“A iniciativa é de origem anónima, mas desde o seu anúncio que se especula sobre quem está atrás desta organização. O protesto é assinado sob pseudónimo: Agostinho Jonas Roberto dos Santos. O nome fictício junta os nomes de: Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola, Jonas Savimbi, líder histórico da UNITA, Holden Roberto líder histórico do FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e do atual presidente, José Eduardo dos Santos.” [RFI]

O Secretário-geral do MPLA, Dino Matrosse, afirmou, na sessão de encerramento do V Congresso Ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), que “as reiteradas tentativas de incitação à anarquia, à desobediência, à violência e à subversão, por círculos muito bem identificados, visam interromper o trabalho de reconstrução do país que está a ser levado a cabo sob a liderança do presidente José Eduardo dos Santos.” [Angop]

O presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, já tratou de preparar a população para o que poderá vir a acontecer: "num Estado Democrático não devem ser tolerados comportamentos individuais ou coletivos, praticados por quem quer que seja, que atentam contra a ordem constitucional e ponham em risco a estabilidade do mandato e do funcionamento dos órgãos legitimados para exercer os poderes Legislativo, Judicial e Executivo". [Portugal Digital]

Como seria de esperar, o poder anunciou já, pela voz de Bento Bento, secretário provincial de Luanda do MPLA, uma contramanifestação “patriiótica” de desagravo, que se antecipa para dia 5. Como não é, também, estranho, aquele responsável do partido no poder adiantou que a manifestação do dia 7 tem o “apoio de alguns grupos de pressão de alguns países, nomeadamente Portugal, França, Itália, Bélgica e alguns setores ligados à Grã-Bretanha e Alemanha”, que “puseram em marcha um plano contra a República de Angola contra o MPLA e principalmente contra o Presidente José Eduardo dos Santos."
Que tenebrosos países aqueles!


(Texto redigido conforme o Novo Acordo Ortográfico .)

2 de março de 2011

Novo dia

Caros amigos e seguidores:


O AngolaHaria voltou e, promete, com forças redobradas.

A 2 de fevereiro, faz hoje um mês preciso, a página principal sofreu um ataque violento que avançou com ameaças declaradas ao seu autor.

À primeira vista parecia uma guerra acéfala e estúpida, uma vez que os atacantes arremetiam contra um assunto do qual não tinham conhecimento algum e que apenas dizia respeito ao autor e outra pessoa.

Esse facto (o desconhecimento completo do assunto) foi aquilo que me alertou. Não era tão inocente como parecia, o que se passava.

Resolvi encerrar os blogues para proteção de terceiros e, principalmente, para poder tratar da investigação dos factos sem interferências.

Hoje os autores do ataque a mando estão perfeitamente identificados, bem como os IP’s e moradas. Esqueceram-se os mentecaptos que os homens podem mentir e escudar-se cobardemente no anonimato ou sob falsos nomes e endereços, mas as máquinas não. Os computadores, de expedição e receção, registam tudo independentemente da vontade humana. Essa é a segurança das pessoas livres.

Recebi muitas mensagens de solidariedade e agradeço a todos a gentileza. Prometo continuar, como até aqui, a defender o direito à Diferença, à Indignação, à Livre Expressão de Pensamento sem preconceitos; e os Direitos e Liberdades de todos os Homens e demais Seres Vivos.

Estamos juntos!



PS:

O AngolaHaria, por via do sucedido, está tecnicamente alterado. As mudanças são, no entanto impercetíveis e não interferem minimamente com o bom funcionamento dos blogues. Os comentários, também para evitar o lixo insultuoso que alguns internautas espalham pela net, passarão a ser editados apenas depois de revisão. Mas não devem preocupar-se com esse facto os bem-intencionados.

(Texto redigido conforme o Novo Acordo Ortográfico .)



2 de fevereiro de 2011

My Heart of Darkness



20 anos depois, um general sul-africano volta ao Kuito com um único objectivo:

pedir perdão ao Povo Angolano.

Teria sido bom que aquela guerra não tivesse acontecido,
mas é emocionante verificar que, afinal, nem todos os homens são feras raivosas.
E que as vítimas sabem perdoar.

3 de dezembro de 2010

Agora o AngolaHaria dá-te música

É verdade ! Agora damos-te música.

Segue pelo índice para o ArtHaria.

O índice daquela págima está ainda um pouco ao calhas mas está a ser melhorado. Vai desaparecer o item Discoteca e cada autor (mesmo de outras áreas) terá uma entrada própria (a exemplo do que já acontece com a Sara Tavares), para que a busca seja mais rápida e directa. Os índices com o nome de cada uma das artes terá apenas entradas de artigos genéricos.

Haverá música de todo o mundo porque (como todas as outras) a música é uma arte Universal.

29 de novembro de 2010

Relembrar o Relatório Anual da Amnistia Internacional 2010

ANGOLA

O governo continuou a assumir o compromisso de providenciar habitação social. Porém,
continuaram os despejos forçados, incluindo uma das maiores acções do género dos últimos
anos. Houve relatos de execuções extrajudiciais, uso excessivo da força, detenções arbitrárias
e tortura e outras formas de maus-tratos por parte da polícia. As organizações de defesa dos
direitos humanos foram menos intimidadas, embora os jornalistas tenham sido perseguidos e
julgados por causa do seu trabalho.

Direito a uma habitação adequada – despejos forçados
Os despejos forçados continuaram. Em Julho, mais de 3000
famílias (cerca de 15 mil pessoas) foram despejadas à força dos bairros de Bagdade e do
Iraque, em Luanda. Estes despejos ocorreram numa escala superior aos realizados nos
últimos anos.

Polícia
A polícia continuou a violar os direitos humanos, incluindo através do uso excessivo da força e
das execuções extrajudiciais. Poucos agentes de polícia foram levados a julgamento e havia
poucas informações sobre as acções levadas a cabo contra agentes envolvidos em violações
dos direitos humanos no passado.

Detenções arbitrárias, tortura e outras formas de maus-tratos
Foram denunciados vários casos de detenções arbitrárias por parte da polícia. A maior parte
das detenções foram acompanhadas por uso excessivo da força. A polícia foi ainda acusada
de torturar e maltratar detidos na província da Lunda Norte.

Defensores dos direitos humanos
Em Março, o Tribunal Constitucional decidiu que não tinha competência para julgar o
processo contra a Associação Justiça, Paz e Democracia. O processo visava encerrar a
associação, porque os seus estatutos fundadores violavam a Lei angolana. O Tribunal
Constitucional remeteu o caso para o Supremo Tribunal para adjudicação.

Liberdade de expressão – jornalistas
Os jornalistas continuaram a enfrentar perseguições sob a forma de processos judiciais e
outras restrições. Pelo menos três jornalistas foram acusados de abuso da liberdade de
imprensa, e um outro foi condenado com pena suspensa por difamação. O passaporte do
editor do jornal Folha 8 foi apreendido quando este tentava viajar para a Namíbia, em Maio.
Foi-lhe dito na altura que o seu nome estava incluído numa lista de pessoas proibidas de sair
do país.

Província de Cabinda
Continuaram a registar-se confrontos esporádicos na província de Cabinda entre as forças
armadas de Angola e a ala militar da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC).

Direitos dos migrantes
As autoridades continuaram a expulsar migrantes indocumentados, principalmente cidadãos
da República Democrática do Congo (RDC). Contudo, muitos daqueles que foram expulsos
alegaram ter direito a permanecer em Angola. No final de Setembro, as autoridades da RDC
começaram a expulsar cidadãos angolanos como retaliação.

Visitas/relatórios da Amnistia Internacional
Os vistos pedidos pela Amnistia Internacional em Outubro de 2008 não foram concedidos.
Em Outubro de 2009, a Amnistia Internacional apresentou um novo pedido de vistos, mas
estes ainda não tinham sido concedidos no final do ano.




BRASIL

As reformas na segurança pública, embora limitadas, mostraram o reconhecimento pelas
autoridades da que se tratava de uma área há muito negligenciada. Contudo, as forças de
segurança continuaram a usar força excessiva e a cometer execuções extrajudiciais e tortura
com impunidade. O sistema prisional era caracterizado pelas condições cruéis, desumanas e
degradantes, em que era comum a tortura. Vários membros das forças de segurança foram
acusados de envolvimento no crime organizado e em esquadrões da morte. Os povos
indígenas, trabalhadores sem terra e as pequenas comunidades continuaram a ser ameaçados
e atacados por defenderem o seu direito à terra. Os defensores dos direitos humanos e
activistas sociais foram alvo de ameaças, acusações e ataques politicamente motivados,
apesar do programa nacional do governo para a protecção dos defensores dos direitos
humanos.

Impunidade para os abusos cometidos no passado
Uma das propostas do plano nacional para os direitos humanos era a criação de uma
comissão de verdade e reconciliação para investigar os abusos cometidos durante o regime
militar (1964-1985). Algumas ONGs e familiares das vítimas criticaram a proposta inicial,
porque o mandato da comissão parecia não incluir o julgamento dos responsáveis pelos
abusos passados. Contudo, mesmo esta proposta limitada foi fortemente criticada pelo
Exército, tendo o Ministro da Defesa tentado enfraquecê-la ainda mais. Apesar disso, a longa impunidade para os crimes cometidos durante o regime militar foi cada
vez mais desafiada.

Forças policiais e de segurança
Por todo o país houve relatos persistentes de uso excessivo de força, execuções extrajudiciais
e tortura por parte de agentes de polícia. Os residentes das favelas (bairros de lata) e das
comunidades pobres, muitas vezes sob controlo de grupos criminosos armados, estavam
sujeitos a incursões policiais de estilo militar. Os polícias na linha da frente corriam
igualmente sérios riscos, e muitos foram mortos no cumprimento do dever.

Milícias
A presença de milícias – grupos paramilitares armados constituídos em grande parte por
elementos das forças de segurança fora de serviço – era tão generalizada que um estudo
académico alegou que estas controlavam mais favelas do Rio de Janeiro do que os grupos de
traficantes de droga. Usando o seu poder sobre as comunidades para obter lucros financeiros
e políticos, as milícias ameaçaram a vida de milhares de pessoas e até as próprias instituições
do Estado.

Tortura e condições nas prisões
Os prisioneiros continuaram a ser detidos em condições cruéis, desumanas ou degradantes. A
tortura era regularmente usada como método de interrogatório, castigo, controlo, humilhação
e extorsão. A sobrelotação continuou a ser um problema grave. O controlo dos centros de
detenção por grupos criminosos era responsável por elevados índices de violência entre
prisioneiros.

Disputas por causa da terra
Os conflitos por causa da posse de terra continuaram a dar origem a abusos dos direitos
humanos, cometidos tanto pelos homens armados contratados pelos proprietários, como por
oficiais de polícia. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, um organismo ligado à Igreja, 20
pessoas foram assassinadas entre Janeiro e meados de Novembro de 2009 em conflitos
relacionados com a posse de terra no Brasil.

Direitos dos trabalhadores
A propagação das monoculturas – como a cana-de-açúcar, o eucalipto ou a soja – em várias
partes do país estava ligado a violações dos direitos humanos, incluindo a imposição de
condições de trabalho equivalentes, ao abrigo da lei, a escravatura.

Direito a uma habitação adequada
Os sem-abrigo dos centros urbanos foram alvo de ameaças, ataques e uso excessivo da força
por parte da polícia. Uma série de despejos forçados em São Paulo sugeriu que a política de
limpeza dos bairros da lata para abrir caminho a projectos de desenvolvimento urbano estava
a ser levada a cabo sem consideração pelos direitos das pessoas que ficaram desalojadas por
causa dessa política.

Plano de Crescimento Acelerado
O governo e alguns analistas económicos afirmaram que o Programa de Aceleração do
Crescimento, PAC, garantiu a estabilidade económica do país. Porém, houve relatos de que
alguns dos projectos ameaçavam os direitos humanos de comunidades locais e povos
indígenas. Os projectos, que incluíam a construção de barragens, estradas e portos, foram por
vezes acompanhados de despejos forçados, perda de meios de subsistência e ataques contra
opositores e defensores dos direitos humanos.

Direitos dos povos indígenas
Em Março, o Supremo Tribunal rejeitou uma contestação à legalidade da reserva Raposa
Serra do Sol, no estado de Roraima. A decisão foi considerada uma vitória para o movimento
indígena, mas incluía igualmente uma série de condições que enfraqueciam futuras
reivindicações.

Defensores dos direitos humanos
O programa de protecção dos defensores dos direitos humanos foi introduzido em mais dois
estados e estava em vigor num total de cinco estados no final do ano. Contudo, devido à
ausência de vontade política para confrontar as sistémicas violações dos direitos humanos,
em muitos casos não era concedida protecção adequada e os defensores continuavam a correr
riscos.

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GUINÉ-BISSAU

O assassinato de figuras políticas e militares, incluindo o presidente João Bernardo “Nino”
Vieira em Março, exacerbou a já frágil situação política. As eleições de Junho devolveram
alguma estabilidade. As forças armadas interferiram na governação do país e no poder
judicial. Cometeram ainda graves violações dos direitos humanos, incluindo homicídios
dolosos, tortura e outras formas de maus-tratos e detenções arbitrárias com impunidade. Os
defensores dos direitos humanos e outros receberam ameaças de morte.

Homicídios dolosos
Em Março e Junho, soldados assassinaram várias figuras políticas e militares com
impunidade. Apesar das promessas feitas pelo novo presidente, nenhuma das mortes foi
investigada.

Detenções arbitrárias
Militares detiveram arbitrariamente civis e outros militares, que acusaram de conspirar contra
o governo. As detenções foram levadas a cabo sem mandato de captura. Os detidos foram
mantidos em instalações militares durante semanas ou meses, sem serem acusados de
qualquer crime e sem serem julgados, ultrapassando o limite de 48 horas de detenção
previsto na lei. Cinco soldados acusados de assassinarem o Chefe do Estado-Maior em Março
foram detidos pouco tempo depois, mas durante vários meses não foram levados perante um
magistrado para legalizar a sua detenção. Até ao final do ano ainda não tinham sido julgados.

Tortura e outras formas de maus-tratos
A maior parte das pessoas detidas em Março e Junho foram torturadas sob custódia militar,
incluindo os cinco soldados detidos por suspeita de envolvimento no assassinato do general
Tagme na Waie, segundo informou a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH). Além
disso, pessoas acusadas de criticar as Forças Armadas foram torturadas ou sujeitas a outros
tipos de maus-tratos sob custódia. Estes incidentes não foram investigados e os responsáveis
não foram trazidos a responder perante a justiça.

Ameaças à integridade física
Membros da LGDH foram ameaçados por criticar os militares. Ninguém foi acusado ou
julgado pelas ameaças.




MOÇAMBIQUE

A polícia usou força excessiva durante manifestações e na detenção de suspeitos. Treze
detidos morreram asfixiados numa cela policial sobrelotada; dois polícias foram
responsabilizados pelas mortes. Um oficial sénior da polícia foi condenado por homicídio
devido a uma execução extrajudicial ocorrida em 2007.

Polícia
Houve relatos de que agentes da polícia estariam a colaborar com criminosos, inclusive
fornecendo-lhes armas de fogo e uniformes policiais.

Uso excessivo da força
A Polícia continuou a usar força excessiva, principalmente durante a detenção de suspeitos e
no controlo de manifestações.

Mortes sob custódia
Em Março, 13 pessoas morreram asfixiadas numa cela policial sobrelotada no distrito de
Mongicual. As vítimas faziam parte de um grupo de pessoas detidas na sequência dos
protestos violentos contra o tratamento da cólera na região.



PORTUGAL

A investigação judicial à alegada cumplicidade das autoridades portuguesas na transferência
ilegal de prisioneiros para a Baía de Guantánamo foi encerrada em Maio por falta de provas.
Dois antigos prisioneiros na Baía de Guantánamo foram acolhidos em Portugal. A violência
doméstica causou várias mortes. As investigações às alegações de tortura por parte de
elementos das forças de segurança prosseguiram de forma lenta, com indícios de
impunidade.

Contra-terrorismo e segurança
A investigação judicial aos supostos voos de rendição da CIA e outras transferências ilegais de
prisioneiros para a Baía de Guantánamo que alegadamente passaram pelo território português
foi encerrada pelo Procurador do Ministério Público no final de Maio, por falta de provas.

Violência contra mulheres e raparigas
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima recebeu 15 904 queixas relacionadas com
violência doméstica nos primeiros seis meses de 2009. Estas incluíam 16 homicídios.

Tortura e outras formas de maus-tratos
As investigações criminais às alegações de tortura e outras formas de maus-tratos por parte
de elementos das forças de segurança prosseguiram durante o ano de 2009.




TIMOR-LESTE

Persistiu a impunidade para as graves violações dos direitos humanos cometidas durante o
referendo sobre a independência de Timor-Leste em 1999 e os anteriores 24 anos de
ocupação indonésia. O sistema judicial continuou enfraquecido e o acesso à Justiça era
limitado. As forças policiais e de segurança continuaram a usar força excessiva e
desnecessária. Os índices de violência doméstica permaneceram elevados.

Sistema judicial
Em Junho, entrou em vigor um novo Código Penal que incluía as disposições do Estatuto de
Roma, mas era insuficiente para desafiar a impunidade pelos crimes do passado. O Código
Penal criminalizou o aborto na maior parte dos casos. A Lei da Protecção de Testemunhas,
que entrou em vigor em Julho, tinha algumas deficiências graves, como não incluir as vítimas
de crimes na definição de "testemunhas". Apesar do aumento do número de juízes e
advogados nos distritos, o acesso à Justiça continuou a ser limitado.

Forças policiais e de segurança
Registaram-se pelo menos 45 alegações de violações dos direitos humanos por parte da
polícia e [oito] por parte dos militares, principalmente relacionadas com maus-tratos e uso
excessivo da força. Os mecanismos de responsabilização da polícia e dos militares eram
fracos.

Violência contra mulheres e raparigas
Persistiram elevados níveis de violência com base na orientação sexual e na identidade de
género. As mulheres que apresentaram queixa por violência doméstica foram frequentemente
encorajadas a resolver o problema através de mecanismos tradicionais, em vez de recorrerem
ao sistema de Justiça Criminal.

Impunidade
Os relatórios da Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação (CAVR) e da Comissão
para a Verdade e Amizade Indonésia-Timor-Leste (CTF) documentando as violações dos
direitos humanos ainda não tinham sido debatidos no parlamento no final do ano.






Actividade dos advogados é crucial

O exercício da advocacia é, segundo o procurador-geral da República, um dos pilares do Estado democrático de direito. Ao discursar, na sexta-feira, na terceira Conferência Nacional dos Advogados, sob o lema a “advocacia e o direito”, João Maria de Sousa referiu que o papel do advogado se traduz numa actividade de interesse público.

O magistrado considerou que a realização da conferência demonstra os significativos avanços já registados pela Ordem dos Advogados de Angola (OAA), tendentes a reforçar o seu papel na administração da justiça e no contributo para o desenvolvimento da cultura jurídica e da cidadania, tendo encorajado a classe a persistir na busca da Justiça, “transformando o país num dos lugares mais seguros no mundo para a realização de negócios e bom para se viver em paz de espírito e justiça social”.

Tais progressos, apontou, são traduzidos no aperfeiçoamento da legislação, das instituições judiciárias e forenses e na promoção da defesa do Estado de Direito, enquanto guardião das liberdades, dos direitos e garantias individuais fundamentais.

João Maria Moreira de Sousa afirmou que os advogados e magistrados devem velar pela sua independência, mas “tendo sempre como princípio orientador a busca incessante pelo justo, o que exige uma actuação saudável e isenta de sentimentos de rivalidade”. “Representa um princípio ético universal aquele que exige dos advogados uma correcção exemplar no relacionamento com todos, como colegas, magistrados, clientes, funcionários dos tribunais, das repartições públicas, sem distinção do destinatário”, frisou.

Apontou como dever dos advogados com a comunidade ou seu cliente “protestar contras as violações dos direitos humanos e combater as arbitrariedades” de que tiver conhecimento no exercício da profissão, mas “atendendo ao facto de os litígios não serem dos magistrados nem dos defensores deverão uns e outros evitar alusões pessoais e deprimentes”.

Papel único dos advogados

João Maria de Sousa disse que os advogados são os únicos profissionais que podem assegurar uma mediação de conflitos, capaz de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos. O magistrado defendeu uma atitude racional, clarividente do advogado, aquém recomenda conhecimentos técnicos, competência, rigor moral, delicadeza e lealdade para o exercício da sua profissão.

Considerou ser obrigação do advogado o uso de todos os recursos, intelecto, sagacidade e habilidade para defender o seu constituinte, tendo sempre como limite a Lei e a moral. "Se assim não for, ficam diminuídas as garantias da comunidade no correcto funcionamento do sistema judicial e a confiança das pessoas no Direito e na Justiça", sublinhou.

O Procurador-Geral frisou ainda que os advogados devem estar munidos de uma rigorosa formação jurídica e da exigência ética do seu estatuto profissional e chamou a atenção dos advogados para, no desenvolvimento da sua actividade de auxiliares da administração da justiça, usarem sempre meios lícitos, que defendam a Justiça, respeitam o direito e as expectativas da comunidade.

Magistrado deve dar exemplo

No respeitante aos magistrados do Ministério Público, João Maria de Sousa disse que estes encontram a sua actividade regulada pela Constituição, pela Lei da Procuradoria-Geral da República e pelos estatutos dos magistrados judiciais e do Ministério Público.
Se o magistrado do Ministério Público revelar falta de honestidade, grave irregularidade ou tiver uma conduta imoral ou desonrosa, deve ser denunciado, para que possa ser alvo de um procedimento disciplinar, para além da possibilidade de poder responder criminalmente na eventualidade de uma conduta tipificadora da prática de um ilícito penal.

Actividade dos advogados é crucial, Jornal de Angola online, [url] http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/actividade_dos_advogados_e_crucial, 28.11.2010



Lembro-me bem, porque não tenho a memória curta, que nem sempre foi assim na Angola Independente.


Pelo que li deduzo que, agora sim, a classe dos magistrados e advogados terá a coragem de exigir do Presidente da República a publicação do dossier 27 de Maio de 1977 para que os familiares dos milhares de assassinados naquele fatídico período possam saber, finalmente, o paradeiro dos cadáveres dos seus entes queridos e possam dar-lhes um funeral digno e de acordo com os princípios que os angolanos sempre demonstraram para com os seus mortos.

Os crimes de Estaline

O presidente russo, Dimitri Medvedev, vai lançar uma campanha de “desestalinização” da Rússia, lembrando a população dos crimes cometidos pelo ditador soviético Josef Estaline.


O papel de Estaline na história russa é o tema de uma reunião, em Janeiro, entre Medvedev e membros do Conselho de Direitos Humanos do Kremlin, indicaram alguns convidados da reunião, citados pelo jornal económico “Vedomosti”.

O Conselho elaborou um projecto de programa federal que tem como objectivo homenagear as milhões de vítimas da repressão estalinista.

O projecto inclui a abertura completa dos arquivos soviéticos, operações de procura de pessoas mortas nos campos e a instalação de novos monumentos para lembrar as vítimas.

O Conselho de Direitos Humanos também pede a Medvedev que “faça uma abordagem política e jurídica dos crimes do totalitarismo”.

A era Estaline caracterizou-se na Rússia por um regime de terror e pela execução ou o envio de milhões de pessoas para os gulags. A Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma) aprovou, na sexta-feira, uma declaração que reconhece como “uma tragédia” ordenada por Staline o massacre de milhares de oficiais polacos, em 1940, em Katyn.

A atitude em relação ao ex-ditador é ambígua na Rússia, onde ele é percebido cada vez mais como um tirano.

Alguns, no entanto, ainda o vêem como herói da vitória sobre os nazis na Segunda Guerra Mundial.



Os crimes de Estaline, Jornal de Angola online, [url] http://jornaldeangola.sapo.ao/19/46/os_crimes_de_estaline, 28.11.201

 
A notícia saiu no "Jornal de Angola", o que me suscita uma pergunta:
 
Para quando o mesmo em Angola?

Angolanas campeãs africanas

Irene Guerreiro capitã do Interclube
Fotografia: Jornal de Angola



O Interclube é o novo campeão africano sénior feminino de basquetebol, mercê do triunfo por 77-63 diante do Desportivo de Maputo (Moçambique), na final da 26ª Taça de África de Clubes, ontem disputada na cidade tunisina de Bizerte. Com 39-35 ao intervalo, as polícias destronam o First Bank da Nigéria, que não conseguiu melhor do que a quarta posição.

Apesar de não ter entrado bem na partida, o Interclube conseguiu dar a “volta ao texto” e aos poucos foi anulando as principais unidades da formação do Desportivo de Maputo, que esteve muito bem nos cinco primeiros minutos e cem porcento de eficácia nos lançamentos triplos, que obrigou o técnico Apolinário Paquete a mexer na equipa, fazendo entrar a veterana Irene Guerreiro, alteração que acabou por surtir efeito.

À passagem do minuto dez e fruto da marcação individual a todo o terreno, o Interclube coarctou todas as iniciativas de ataque e contra-ataque das moçambicanas, passando a partir daí a comandar as operações dentro da quadra, tirando também proveito do nervosismo que se apossou nas hostes da equipa moçambicana.

Veio o intervalo com as angolanas a conseguirem uma vantagem de quatro pontos (39-35), suficiente para moralizar o conjunto. Aliás foi o que se verificou no terceiro quarto com as pupilas de Apolinário Paquete, com saídas rápidas para as acções ofensivas, na maior das vezes em vantagem numérica, finalizando em situação de ponto e falta.

A vitória do Interclube começou a desenhar-se nos primeiros minutos do derradeiro quarto, com a equipa angolana a conseguir uma vantagem de dez pontos, deixando as moçambicanas sem capacidade de reacção e impotentes para travar o ímpeto ofensivo das novas campeãs africanas.
O Interclube de Angola é a segunda equipa do país a conquistar a Taça dos Campeões Africanos, depois do feito do 1º de Agosto em 2006, em Libreville.

A medalha de bronze ficou com o ABC da Côte d’Ivoire que venceu o First Bank da Nigéria por 58-55. Na partida do quinto e sexto, o CSA de Abidjan venceu o Bizerte da Tunísia por 64-58 e o INJS dos Camarões terminou na sétima posição após triunfo frente ao Arc-en-Ciel da RD Congo pela marca de 74-43.

Eis, como ficou ordenada a tabela classificativa final:

1º-Interclube de Angola

2º-Desportivo de Maputo

3º-Abidjan Basketball Club

4º-First Bank Basketball Club

5º-Club Sportif d'Abidjan

6º-Club Sportif Féminin Bizerte

7º-INJS Basketball

8º-Arc en Ciel

9º-Basket-Ball Club Mahamasina

10º-Saint-Louis Basket Club.



FERREIRA, António. Angolanas campeãs africanas, Jornal de Angola online, [url] http://jornaldeangola.sapo.ao/16/0/angolanas_campeas_africanas, 28.11.2010

23 de novembro de 2010

Declaro-me vivo!



Saboreio cada momento.

Antes procurava que não falassem mal de mim, por isso portava-me como os outros queriam  e a minha consciência censurava-me.

O mal era que, apesar da minha esforçada boa educação, havia sempre alguém que me difamava.

Quanto agradeço a essa gente que me ensinou que a vida não é um palco!

Desde então atrevi-me a ser como sou.

Viajei por todo o mundo, tenho amigos de todas as religiões; conheço gente estranha: católicos, religiosos que pecam e assistem pontualmente à missa, apregoando aquilo que não são, pessoas que devoram o próximo com a língua e a intolerância, médicos que estão piores do que os pacientes, gente milionária mas infeliz, seres que passam o dia lamentando-se e que aos domingos se reúnem com a família ou os amigos para se queixarem por turnos, gente que fez da estupidez a sua maneira de viver.

A árvore velha ensinou-me que todos somos iguais.

A montanha é o meu ponto de referência: ser invulnerável, a que cada um diz o que quer, eu sigo o meu caminho sem interrupções.

Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu escudo a jovialidade, o meu lar a coerência, o meu texto a liberdade.

Se a minha felicidade for insuportável, desculpem-me, não fiz do bom-senso opção. Prefiro a imaginação do índio, quer dizer, com a inocência incluída.

Talvez tenhamos que ser apenas humanos.

Ainda que não vejas os átomos, não significa que não existam.

Por isso é muito importante que seja o Amor a única inspiração dos teus actos.
Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos o risco de caminharmos novamente de costas para a luz.

Na realidade, apenas falo para recordar-te a importância do silêncio.

Anseio que descubras a mensagem por trás das palavras; não sou um sábio, apenas um enamorado pela vida.

O silêncio é a chave, a simplicidade é a porta que deixa de fora os imbecis.

A gente feliz não é rentável, com lucidez não há necessidades desnecessárias.

Não chega querer despertar, é preciso despertar. A melhor forma de despertar é fazê-lo sem nos preocuparmos que os nossos actos incomodem quem dorme ao nosso lado.

Recorda que o desejo de fazê-lo bem será uma interferência. É mais importante amar o que fazemos e desfrutar esse trajecto na sua plenitude.

O final não existe, o caminho e a meta são a mesma coisa. Não temos que correr para parte nenhuma, temos apenas que saber dar cada passo com plenitude.

Não, não resistas, rende-te à vida.

Quem se aceita como é e se prepara para fazer o que pode, encarna as utopias e o impossível põe-se à sua disposição.

A melhor maneira de ser feliz é: “ser feliz”.

Restaura a tua raiz e saboreia a vida.

Somos como peixes de profundidade, se viermos à superfície estouramos.

A frivolidade e o supérfluo condenam a vida à morte.

Quando somos maiores do que aquilo que fazemos, nada nos pode desequilibrar. Mas quando permitimos que as coisas sejam mais importantes do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.

O coração está em crise por falta de amor. Há que voltar a conquistar a vida, enamorarmo-nos dela outra vez.

O nosso potencial interior aflora espontaneamente quando estamos em paz connosco.

Talvez sejamos apenas água fluindo; teremos que ser nós próprios a fazer a caminhada. Mas não permitas que o leito oprima o rio, para que em vez de um caminho não tenhas um cárcere.

A infelicidade não é um problema técnico, é o resultado de se ter enveredado pelo caminho errado.

Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez. Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que pulula por todo o lado, infectando almas e atrofiando corações. O amor é, a um nível delicado, a essência da nossa acção imunológica.

As pessoas estão tão acostumadas a complicar, que rejeitam antecipadamente a simplicidade. As pessoas estão tão acostumadas a ser infelizes, que a sensação de felicidade se torna suspeita. As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda e o amor inspira-lhes desconfiança.

Há coisas que são muito razoáveis, objectivas e … empestam.

Já não temos tempo para continuarmos a aprender técnicas espirituais quando todavia estamos vazios de amor.

Quem não está preparado para ouvir tem a recompensa de nada se inteirar.

Disfruta o que tens, recebe o que vier, cria e inventa o que necessitares, faz apenas o que puderes e, fundamentalmente, goza o que tens.

A vida é um canto à beleza, uma convocatória para a transparência.

Quando descobrires isto pela vivência, o vento voltará a ser teu amigo, a árvore tornar-se-á mestra e o amanhecer um ritual. A noite vestir-se-á de cores, as estrelas falarão a linguagem do coração e o espírito da terra de novo repousará tranquilamente.

Declaro-me vivo!


Índio Quechua







traduzido e adaptado de
http://www.elblogalternativo.com/2009/03/15/me-declaro-vivo-de-chamalu-indio-quechua/