SEGUIDORES

18 de março de 2008

Luanda-a-Velha ou Luanda-a-Nova? II


















2. O Paraíso

Quem olha para estas imagens descobre que o Paraíso existe. Fica em Luanda e serve, exclusivamente, para Reis, Príncipes, Viscondes, Condes, Marqueses, Duques, Valetes e Manilhas. E Jokers. Os tais de quem se sabe serem produtos do Vendedor de Passados.

Para estes pouco importa que o saneamento esteja podre – eles pouco tempo passam nas ruas, não sentem os cheiros.

Pouco importa que a distribuição eléctrica ande pelas ruas da amargura – eles compram geradores de corrente.

Pouco importa que falte a água canalizada – eles bebem água engarrafada, de marca, e lavam-se com perfumes, de marca.

Pouco importa que os musseques se tenham multiplicado na proporção de 1 para 20 – eles vivem em apartamentos de luxo e condomínios fechados, com áreas nunca inferiores a 150m2 por fracção.

O tempo do “Viva o Poder Popular” vai longe. O Povo já esqueceu o que isso queria dizer, se alguma vez pretendeu dizer alguma coisa. Muitos dos que berravam o slogan aos quarenta ventos hoje são Jokers, que podem assumir qualquer valor do baralho. Hoje quando alguém, por brincadeira, lhes sopra o velho slogan ao ouvido sentem asco e vomitam… uísque de malte e dom pérignon.

Quem olha para estas imagens descobre que o Paraíso existe. Fica em Luanda e dele se fixam fotos maravilhosas. Hoje, porém, o avanço da tecnologia permite-nos descobrir a fealdade que a beleza, por vezes, encerra.











Os Jokers pouco se importam com isso, apreciam mais o vistoso e o efémero. Manobram o passado com uma displicência arrogante.

“A agitação retrambolhava a placidez da ilha. Mais barcos cruzavam as águas descarregando objectos e pessoas. Os do bengalô matabichavam, a música suspendera-se e Noíto escutava as conversas.
«Fiat, já topaste que esses bailundos queimaram já as janelas? Puta que os pariu. Eu bem tentei um esquema para a casa ficar com o Silva mas o gajo é uma merda até decidir entrevistar-se com o funcionário da capitania. E agora calha-nos esta vizinhança. Traz aí o jindungo para remediar. Não é a mesma coisa. Devias ter temperado antes, Vera.»
«E os miúdos?»
«Eu na idade deles, pequeno almoço, pão e café com leite. E vivó-velho. Eles têm manteiga, doce, bolo, pá. Dá-me uma a estalar. Mando cá um sarro. Carreguei demais no uísque, ontem. Hoje não saio da cerveja. Fiat, amanhã, vais-me enterrar essas latas todas, pá. Isto é uma vergonha. Porra, és pior que o Comissariado ou estás a precisar de Filipinos?»
«Começas logo de manhã a dar pra trás!»
«O Jaime não aguenta! Henda, tu ou o Mandela, liguem a música, estamos a desperdiçar a energia.» [3]

“Andava a manhã a tilintar-se de latas e garrafas, patadas e dentadas dos cães sobre os despojos sobressaídos na areia. Ossos. Demasias de condutos, carne. Sobejos de peixe. Pedaços de ananás, mamão e abacate. Acompanhamentos, funji, arroz, batata e macarrão. Tudo salgalhado na areia. Papéis e pensos higiénicos. E o farejar dos cães, rabo de antena, latindo em despique pelos mais do espólio.” [4]

Ali fica o Paraíso, paredes-meias com o Inferno. Dantesco.

admário costa lindo


[3] Monteiro, Manuel Rui. Rioseco, Edições Cotovia, Lisboa, 1997, p. 111.
[4] Monteiro, ob.cit. p. 115.



crédito das imagens:
1. Mário Leong Antunes
2,3,4. Fernando Manuel Antunes




»»» Luanda-a-Nova


17 de março de 2008

Domínio Público

Dominio Publico


È um dos meus Portais favoritos.

Um sítio onde se pode encontrar de tudo o que é do domínio público (que não está dependente de direitos de autor) desde a Arte à Literatura, da História às Novas Tecnologias aplicadas ao ensino.

Se queres mulheres nuas, não tem. Se queres piadas de caserna, também não tem. Mas se queres Camões, Machado de Assis ou Fernando Pessoa, tem muito. Se queres Shakespeare, Sófocles ou Lorca, também tem muito.

O portal “Domínio Público" foi lançado em Novembro de 2004 pelo Ministério da Educação do Brasil e “propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.”

(in Missão do Portal)

Obras dos autores citados e muitos outros podem ser descarregadas de borla. O acervo é enorme.

Não obstante a notícia chegou... aterradora. O portal está em vias de ser encerrado por não ser usado com a dimensão que o projecto requer.

É isto que nós, internautas da cultura, queremos?

admário costa lindo


nota:
para aceder ao portal clica no logótipo.

15 de março de 2008

Luanda-a-Velha ou Luanda-a-Nova? I













1. O Pesadelo




Luanda é uma cidade sem Rei nem Roque. Diz-se.

Há, no entanto, quem conteste esta afirmação porque Luanda tem Rei, sim senhor, tem vários Reis para maior precisão, porque não há burguesia que se preze sem o(s) seu(s) Rei(s). E quando não tem vai-se ao Vendedor de Passados:

“Depois de terminarem o jantar, depois de beber o seu chá de menta – José Buchmann preferiu um café – o albino foi buscar uma pasta de cartolina e abriu-a em cima da mesa. Mostrou o passaporte, o bilhete de identidade, a carta de condução. Havia também várias fotografias. Numa, em tons de sépia, bastante gasta, via-se um homem enorme, com um ar absorto, montado num boi-cavalo.
«Este», apresentou o albino, «é Cornélio Buchmann, o seu avô.»
Numa outra, um casal abraçava-se, junto a um rio, contra um horizonte largo e sem arestas. O homem tinha os olhos baixos. A mulher, num vestido estampado, florido, sorria para a objectiva. José Buchmann segurou a fotografia e levantou-se, colocando-se directamente sob a luz do candeeiro. A voz tremeu-lhe um pouco:
«São os meus pais?»
O albino confirmou.” [1]

E Roque também tem… o Santeiro pois então!

O certo e sabido é que Luanda está a rebentar pelas costuras:
por mor da sobrepopulação, do caos urbanístico, da surrealista desordem do transito rodoviário, pela escassez de meios de assistência social e pela caducidade das infra-estruturas de água, electricidade e saneamento básico.

A culpada por esta catástrofe urbana e social é a guerra, ou a sua herança, é bom de ver.

Se concordo com esta justificação no que diz respeito ao aumento demográfico da capital, o mesmo não posso dizer em relação aos restantes itens da questão. A cidade, depois da independência, não sofreu os efeitos directos da guerra. Mas, ao fim e ao cabo, a haver um bode expiatório quem mais o poderia ser senão a guerra? Embora se soubesse que, sem obras de conservação e manutenção, as infra-estruturas, mais dia menos dia, entrariam em colapso. Embora também se saiba que em tempo de guerra não se limpam armas. Nem as armas nem o resto.

“A cidade de Luanda, sobretudo a partir do período pós-idependência, começou a evoluir, ou seja, a crescer territorialmente, do ponto de vista espacial, mas sem aquilo que se pode considerar desenvolvimento. A cidade cresceu, sem que, em contrapartida, houvesse um acompanhamento das suas infra-estruturas e uma dotação de serviços sociais ao ritmo da expansão da cidade.” [2]


admário costa lindo


[1] Agualusa, José Eduardo. O Vendedor de Passados, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2004, pp.56-57.
[2] Sita José, Ministro do Urbanismo e Ambiente, entrevista ao Jornal de Angola em 9.09.2007.

crédito das imagens:
1. Fernando Manuel Antunes
2. desconhecido
3.
Steven LeVourc’h
4. Jorge Alberto


29 de fevereiro de 2008

Uma língua não é de ninguem!

Os camaradas guerrilheiros vinham de todo o lado. Cada um na sua língua. E entendiam-se. Essa língua dos tugas, que não é só deles, é nossa, uniu-nos muito. Afinal uma língua não é de ninguém! A língua é de quem aprendeu. Igual saber resolver. Carpintaria é do meu marido não é só de quem lhe ensinou. Já viu uma pessoa com uma língua só para si? Uma língua é para falar com outra pessoa e se as pessoas são muitas, tem de haver uma maneira de se entenderem.

fala de Noíto
Rioseco” de Manuel Rui

24 de fevereiro de 2008

Dois Grandes Humanistas

COMUNICADO


Envolta na mais profunda dor, a Direcção da Casa de Angola, em Lisboa, comunica aos seus associados e a toda a Comunidade Angolana em Portugal, o passamento de dois concidadãos que se transformaram em Ilustres e Distintos na luta pela Independência da nossa Pátria, bem como para o bem-estar social dos Angolanos:
- Gentil Ferreira Viana e
- Joaquim Pinto de Andrade
A nossa dor é tamanha que só nos resta tempo para enviar às respectivas famílias as nossa profundas e sentidas condolências.

A Direcção

(Comunicado da “Casa de Angola”)

O “Angola Haria” sente profundamente a perda de dois dos maiores Humanistas angolanos, dois Homens que nunca ninguém conseguiu vergar, que tinham da política o sentido verdadeiro – servir e não servir-se – e que rejeitaram sempre benesses e mordomias em detrimento do bem-estar do Povo.

Bem Hajam pela Obra, pelo Exemplo e pelo Legado.

admário costa lindo


22 de fevereiro de 2008

Fórum: segurança anti-spam

Foi acrescentada ao Fórum uma segurança anti-spam:

assim, para publicação de uma resposta ou tema não é necessária a confirmação de e-mail; em sua substituição foi colocada uma imagem de confirmação; antes da publicação devem digitar-se, na caixa que surge por baixo dessa imagem, as letras e/ou algarismos que aí aparecem.


admário costa lindo

Fórum Angola Haria





Olá amigos e leitores!

A rede de blogs Angola Haria, http://angolaharia.blogspot.com, disponibiliza, a partir de hoje, o “Forum Angola Haria” para que os seus leitores possam dar asas ao querer, escrevendo uma simples mensagem, partilhando as suas memórias ou promovendo discussões salutares, enfim... viajando pela vida.

COMO VIAJAR PELO FÓRUM

1 - Os Temas ou tópicos podem ser abertos por qualquer visitante (em “POST”) atendendo aos quesitos Simplicidade e Originalidade, evitando sempre as repetições de temas. Qualquer visitante pode, não obstante, solicitar a abertura de um Tema ao Administrador, dirigindo-se-lhe por este post.

2 – Para que os Temas sejam efectivamente Temas, as respostas devem ser sempre efectuadas na mensagem respectiva ( em “REPLY”) e nunca em novo POST.

3 – NÃO HÁ possibilidade de EDITAR as mensagens.

4 - Apenas o Administrador tem a faculdade de APAGAR qualquer TEMA.

REGRAS

O Fórum é um espaço aberto e livre não sendo necessário, sequer, registo prévio mas, para que a estadia e as viagens decorram em bonança, há algumas regras a respeitar:

1 – O “Fórum Angola Haria” rege-se pelos princípios da democracia e da sã convivência, respeitadores das regras do Estado de Direito Democrático.

2 – Não são permitidas mensagens que perfilhem ou incitem a qualquer forma de discriminação ou intolerância.

3 – Não são permitidas mensagens insultuosas, quer a visitantes quer a pessoas exteriores ao fórum.

4 - O “Fórum Angola Haria” reserva-se o direito de actuar “in situ” contra quem não respeitar as regras enunciadas.

Desejo a todos uma feliz estadia.

admário costa lindo


(mensagem de abertura do Fórum)
o acesso faz-se pela coluna da direita, em "Enter my Forum" ou por
http://pub23.bravenet.com/forum/1917116303


12 de fevereiro de 2008

Encerramento de "o bico" e "Makamba"

Caros Leitores e Amigos,

a página “o bico-de-lacre e o tarrote” e o suplemento “Makamba” serão encerrados muito em breve.

Mais notícias sobre o assunto surgirão aqui oportunamente.

admário costa lindo

24 de janeiro de 2008

Não se pode viver com o rio...


Quando as grandes catástrofes naturais sucedem são os mais pobres, aqueles que vivem do dia-a-dia, da sua força de trabalho que lhes fornece condições de mera subsistência, quem mais sofre.

Nessas alturas salva-os apenas a solidariedade, as acções de organizações não governamentais que, a esmagadora maioria das vezes, fazem muito mais do que os governos e que, para além disso, dão aos governantes as alternativas certas para as situações concretas, conhecimentos que só pode adquirir quem anda no terreno com as vítimas.

As cheias do Zambeze já se tornaram ciclicamente regulares. A tradição tem uma grande força naquela região, como noutras, mas já muita coisa se poderia ter feito para controlar e prevenir as cheias e evitar tanta desgraça. Infelizmente os governos têm a memória curta e mesquinha.

admário costa lindo










Não se pode viver com o rio, nem se pode viver sem ele






Os povos que vivem ao longo do rio Zambeze, na região central de Moçambique, sabem que, com pequenos intervalos anuais, uma inundação é inevitável. Podem perder tudo mas o solo fértil da planície inundada, o peixe a adicionar ao seu cabaz alimentar e a tradição levam-nos a regressar às planícies, a cada primavera, para plantação das novas colheitas.

Este ano, conforme o governo de Moçambique ia resgatando por barco os fazendeiros, muitos das mesmas comunidades vitimadas pelas inundações do ano passado e alguns residentes na bacia do rio, começaram a questionar-se sobre a possibilidade de se manter essa tradição. O Zambeze transbordou por três vezes em sete anos, provocando devastação e roubando vidas.

"Este ano foi demais," disse Félix Bernardo, um fazendeiro da vila inundada de Muriwa, descansando à sombra de uma árvore na cidade de Mopeia, província do Zambeze, depois de ter desembarcado de um barco de salvamento. "Não restou nenhum alimento. O povo está farto desta situação”.

Bernardo e cerca de vinte vizinhos esperavam, ao calor opressivo da meia-tarde, a partida para o centro de realojamento de Zona Verde, ali próximo. Carregavam todas as suas imbambas: panelas e cabaças, uma enfiada de peixe seco, algumas mangas, e rolos de luandos. Disseram que as reservas de alimentos se tinham perdido.

Quando um trabalhador desalojado sugeriu que passariam agora a viver do dia-a-dia, o grupo agitou-se. "Viver do dia-a-dia era o que já fazíamos!" disse Adélia Ernesto, também de Muriwa, que chegou no mesmo barco com um bebé às costas. "Aqui, mesmo que cultivemos, não haverá nenhum alimento."

Em Mopeia muitas pessoas dos centros de realojamento partilham a opinião de Ernesto e acreditam que a terra acima da área de inundação não é suficientemente fértil para alimentar grandes famílias. "Aqui há um lugar para nós permanecermos, mas a terra não dá grande coisa," disse Inês de Luís, deslocada há uma semana da sua cidade para o Centro de Realojamento 24 de Julho. "Nós poderíamos permanecer aqui mas o alimento não crescerá, assim teremos que voltar para as zonas baixas."


Não voltem para casa

Os 2.574 km de comprimento do rio Zambeze, o quarto mais extenso de África, correm desde a Zâmbia, de Angola, ao longo das fronteiras da Namíbia, do Botswana e do Zimbabwe até Moçambique, onde desagua no Oceano Índico.

Depois das inundações de 2007, que ceifaram dezenas de vidas, o governo de Moçambique incentivou fortemente os fazendeiros a reconstruir as suas casas em terrenos mais elevados e a fazer sementeiras alternativas caso estivessem na disposição de continuar a plantar nos terrenos de aluvião. "No ano passado nós aconselhámos a população a cultivar dois lotes de terra," disse Abrista Mujuarte, administrador distrital de Mopeia. "Há algumas comunidades onde cada família fez duas quintas."

Mas as pessoas do acampamento de Zona Verde dizem que lá não há força de trabalho suficiente para cultivar dois lotes de terra, mesmo nas comunidades não afectadas pela recente inundação. No acampamento os membros masculinos da família fazem tijolos durante o dia em troca de ajuda alimentar, enquanto as mulheres cultivam as terras junto ao rio na esperança de uma colheita melhor.

Apesar da actividade de fabrico de tijolos, as pessoas do centro de Zona Verde vivem em qualquer lugar, desde casas com cobertura de capim a tendas esfarrapadas do ano passado. Dúzias de jovens voluntários vindos da capital, Maputo, disseram que não havia cimento suficiente para as prometidas casas que se disponibilizaram vir construir para os desalojados.

A inundação deste ano, que desalojou mais de 57.000 pessoas, veio cedo demais e apanhou de surpresa os organismos não-governamentais mais relevantes. Como parte de um plano de recuperação das vítimas da inundação do ano passado, a Save the Children do Reino Unido organizou duas feiras agrícolas em Mopeia, em Novembro 2007.

Este organismo ofereceu às famílias certificados no valor aproximado de 16,00 US dólares e convenceu os comerciantes locais de sementes e ferramentas a vender-lhes os seus produtos. O governo de Moçambique organizou feiras semelhantes em outras partes do distrito. Infelizmente, as sementeiras feitas com aquelas sementes perderam-se uma vez mais. "Tudo que nós recebemos na feira de Muriwa, todas aquelas coisas se perderam na enxurrada," disse Inês de Luis.


"Diz-se," repete Judite Waera, responsável do Save the Children em Mopeia, "que é um fenómeno natural mas foi uma despesa que desperdiçámos. A partir de agora será necessário prever isto; agora aprendemos a lição."

Repensar estratégias

Os trabalhadores desalojados, o governo e os residentes perguntam-se como prevenir a perda das colheitas e as evacuações em massa quando o rio Zambeze voltar a transbordar. A distribuição de terras, a ajuda agrícola e as medidas de controlo das inundações, como diques, foram possibilidades equacionadas. "Não podemos incentivar as populações a mudarem-se para terrenos mais elevados se não lhes for oferecida uma alternativa económica," disse Chris McIvor, director nacional do Save the Children do Reino Unido.

Disse ainda que a sua organização irá implementar um programa que beneficiará as crianças órfãs e vulneráveis, incluindo as vítimas das inundações. O programa incentiva os membros da comunidade a fazer propostas de negócios em actividades como a pesca, a carpintaria ou o artesanato; aos projectos seleccionados serão concedidos subsídios até ao montante de 1.200 US dólares.

Estimulando meios de subsistência para além do produto das colheitas, McIvor tem esperança que as vítimas do rio não voltarão a viver sem nenhuma fonte de rendimento. "É um modelo que deveria ser seguido pelo governo e por outras organizações”, disse aquele responsável. “Para as populações continuarem em zonas seguras, necessitam destes incentivos económicos.”


IRIN


online, 22.01.2008

31 de dezembro de 2007

A nossa celebrada inteligência II



Há uma geração, os humanos evitaram a destruição nuclear; com sorte, continuaremos a iludir esses e outros terrores em massa. Mas, hoje, damos muitas vezes por nós a perguntar-nos se teremos inadvertidamente envenenado ou aquecido demais o planeta, connosco incluídos. Também usámos e abusámos da água e do solo a ponto de já haver pouco de cada, e dizimámos dezenas de espécies que, provavelmente, nunca mais voltarão a existir. O nosso mundo, como alertam várias e respeitadas vozes, poderá um dia degenerar em algo parecido com um terreno vazio, onde corvos e ratazanas corram por entre as ervas, caçando-se uns aos outros. Se isso acontecer, a que ponto correram tão mal as coisas para que, com toda a nossa celebrada inteligência superior, não estejamos entre os sobreviventes?


Alan Weisman
“O Mundo Sem Nós”

A nossa celebrada inteligência I




Uma amiga fez o favor de me enviar esta imagem por email.
Continua actual, embora tenham decorrido alguns anos.
Eis a legenda que a acompanhava e que subscrevo inteiramente:

“Só quem é pobre, é que procede com tanta generosidade.

Que pena o HOMEM não ser sempre assim.”



crédito da imagem: Gujarat Samachar Online

24 de dezembro de 2007

Exposições ArtHaria

Caros Amigos:

Todos os Artistas desejam que a sua Obra seja divulgada até ao mais recôndito canto da Terra.

Não sabemos se isso é possível, mas vamos tentar.

o Angola Haria abriu hoje mais uma página que mais não é do que a extensão das Exposições dos nossos artistas.

Porém, como se disse várias vezes, o Angola Haria está aberto para o mundo. Basta uma mensagem por correio electrónico para nascer uma nova página.

A página "Exposições" estará ligada à página do ArtHaria respectiva.

No presente caso, a 1ª Exposição é "Tempo no Tempo" de Ferreira Pinto.
Basta ligar, desta página, à ArtHaria de Ferreira Pinto e nesta a "Tempo no Tempo" (coluna da direita).

21 de dezembro de 2007

Festas Felizes




Desejamos a todos os Amigos e Colaboradores

FELIZ NATAL

e

PRÓSPERO ANO NOVO

crédito da imagem do imbondeiro:
ADIMO, Amigos do Distrito de Moçamedes

8 de dezembro de 2007

Portugal, o Estado da Nação I



Faz ou que eu digo…
não faças o que eu faço!

É, o Estado Português, Pessoa de Bem?

Tenho muitas dúvidas. Pelo que me é dado observar é o mínimo que se pode dizer a respeito.

Quem é devedor ao Estado paga, mais tarde ou mais cedo, a bem ou a mal. Caso a colecta não seja legítima, o imposto indevido ou a taxa estapafúrdia, pagas primeiro e reclamas depois.

O Estado recebe em prazos fixos e rígidos, que ele próprio determina, mas paga em prazos móveis e maleáveis, que ele próprio decide.

O Estado cobra juros nos pagamentos fora do prazo. A uns chama “compensatórios”, por compensação está-se mesmo a ver, a outros “de mora”, precisamente pela demora. E são cumulativos. E são, muitas das vezes, duplicativos, juros sobre juros.

O Estado, aos cidadãos que pagam, não lhes chama “pagantes”, mas “contribuintes”. Para dar a ideia que estamos, assim, a contribuir… para a UNICEF, os Médicos Sem Fronteiras ou a Cruz Vermelha.

O Estado não se contenta em colectar e cobrar impostos: inventa nomes e obrigações. Em vez de cobrar os impostos no final do exercício ou ano civil, inventou os “Pagamentos por Conta”: recebe antecipadamente, “por contado que há-de vir. Não chegando, inventa-se outro: “Pagamento Especial por Conta”, inventado há anos atrás com o objectivo de “equilibrar o Orçamento”. Daquele ano. Ficou para sempre. Mas, caso haja lugar a devolução daquilo que recebeu indevidamente, o Estado não paga juros.

O Estado nunca prescinde de qualquer imposto. O epíteto mais suave que se deu à “Sisa” foi “anacrónico”. Acabou-se com ele. Acabou-se? Então o que é o IMT, Imposto Municipal sobre as Transacções, (re)nascido das suas cinzas como a Fénix?

O Estado é exímio nos nomes pomposos. Passamos a vida, todos, pobres e ricos, a descontar para a Segurança Social. E o que se recebe no fim da vida activa? Uns cem, outros cinco mil. Numa idade em que todos têm as mesmas necessidades de alimentação, saúde e assistência médica, os que menos ganharam durante a vida activa, menos recebem na pré-morte. Ao organismo que tutela esta discrepância o Estado denomina de Solidariedade Social. E não falei nas “reformas douradas”, atribuídas em período activo e que são, no mínimo, IMORAIS.

Tenho para mim que as fiscalizações aos estabelecimentos comerciais e industriais, a cargo da ASAE, são, mais do que fiscalizações, colectas. Mais um dinheirinho que entra para os cofres do Estado, para “equilíbrio” do Orçamento. Não são as condições de trabalho, de atendimento ao público, de higiene e segurança no trabalho o que está verdadeiramente em causa. De outro modo como se justifica a notícia que se segue?

A Associação Sindical dos Funcionários da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASF – ASAE), (sic) mostra-se … descontente com a atribuição das ajudas de custo, o incumprimento de regras internas de higiene, saúde e segurança e ainda com o facto de a ASAE «não passar recibos discriminados de todos e cada um dos montantes que são pagos a cada funcionário (impedindo assim que este possa verificar da sua correcção)». [1]

A pergunta inicial fica, assim, com resposta concreta.



[1] Sol, 5.12.2007




admário costa lindo

28 de novembro de 2007

Boas Festas do Zé da Fisga


BOAS FESTAS

é o que desejam a toda Angola e aos leitores do Angola Haria,
o Zé da Fisga e o seu criador, Nando.

O Nando aproveita esta oportunidade para fazer o seguinte apelo:

Pretendendo reunir o seu espólio artístico, agradece a quem possua qualquer obra sua, imagem em qualquer suporte e formato ou qualquer objecto com as suas criações, o favor de o contactar através do e-mail do Angola Haria.

Agradecemos que passem esta informação a amigos e conhecidos.

A reunião desse espólio será apresentada no Angola Haria, em página ArtHaria a criar oportunamente.

O Nando e o Angola Haria agradecem penhoradamente.

11 de novembro de 2007

Kuta xiri


nas bordas da lavra há mandioca aos montinhos
na sanzala o pilão faz em pó
o suor de todos dias,

nos carreiros da lavra sente a terra entre os dedos,
na sanzala reprime o nó
e o travo na garganta.

dali eles não ouvem o ruído da cidade grande
nem batuques nem massembas
nem o canto da vitória,

sabem que a chuva ameaça não chegar a tempo
de salvar a colheita do massango
e o quiabo e o cará.

- e amanhã, o que será?

ele responde a única verdade que na alma
ainda resiste:

- Kuta xiri, meu amor!




admário costa lindo
11.11.2007

10 de novembro de 2007

Espécies marinhas ameaçadas



Decorreram em Luanda, de 7 a 9 de Novembro, as “14ªs Jornadas Técnico-científicas do INIP - Instituto Nacional de Investigação Pesqueira”, durante as quais se debateu o tema "As Mudanças Climáticas e os Novos Desafios da Investigação Pesqueira e Tecnológica".

Durante os trabalhos especialistas de Angola, Portugal e Noruega discutiram temas relacionados com o Ambiente e Saúde dos Ecossistemas Aquáticos, os Recursos Biológicos Aquáticos e o Controlo e Qualidade de Produtos de Pesca.

Muitas espécies marinhas estão ameaçadas e outras em vias de extinção, devido às alterações climáticas e à acção do ser humano nos seus habitats, reconheceu a vice-ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, na cessão de abertura.

Disse Vitória de Barros que a temperatura, o chumbo e o oxigénio são factores limitantes para muitas espécies marinhas e que a sua alteração no meio põe em risco a sobrevivência das espécies, com maior ênfase para os recursos pesqueiros, alvo de pressão da pesca.

Os especialistas prevêem a delapidação dos recursos marinhos até 2024, caso a situação actual não seja alterada.

Kosi Luyeye, Director Técnico do INIP, apresentou o estudo “Impacto das Alterações Ambientais no Comportamento dos Recursos Marinhos” onde se refere que Angola poderá registar, nos próximos anos, uma redução drástica da quantidade de peixe nos mares em consequência das alterações ambientais, podendo mesmo ocorrer a extinção de algumas espécies.

A grande mortandade de peixes ocorrida nos anos 1995 e 1996 na província de Benguela, a redução e redistribuição de recursos pelágicos, o estabelecimento de colónias de focas a sul de Tombwa e a elevada quantidade de medusas existente nessa região, são consequência das alterações ambientais na costa angolana.

A solução apontada pela pesquisa refere ser necessário optar por abordagens holísticas no mar angolano, espécie a espécie, com a introdução e consolidação de medidas de conservação dos recursos biológicos aquáticos e seus ecossistemas e preparação de planos de contingência que obstem a que as mudanças climáticas afectam áreas interligadas, os habitats de peixes, sua distribuição, abundância de espécies e as cadeias alimentares.

Os participantes recomendaram a necessidade de complementar os dados recolhidos ao longo dos cruzeiros científicos com os dados obtidos por satélite, de modo a encontrar-se mecanismos que forneçam dados fiáveis, que permitam a realização de estudos realistas dos recursos pesqueiros e para que se saiba da fiabilidade das informações de captura fornecidas pelas empresas pesqueiras.

A forma mais simples de acompanhar as alterações no ecossistema marinho, segundo Francisca Delgado, directora do INIP, consiste na medição regular da variação de parâmetros oceanográficos e atmosféricos, como as temperaturas do mar e a atmosférica, as concentrações de oxigénio e chumbo, a altura das marés ao longo da costa ou em pontos pré-determinados.


admário costa lindo


fonte: Angop

6 de novembro de 2007

Guerra Civil em Portugal: 66.000 mortos


Muitos portugueses, desde as tertúlias de café até a posições oficiais de pessoas com responsabilidade, já se manifestaram contra a regra anunciada de distinção dos condutores mediante a colocação de dísticos nas viaturas, de acordo com os registos de sinistralidade de que forem responsáveis.



Os argumentos variam, desde a privacidade e liberdade individuais até ao facto de uma obrigação deste jaez não se admitir num Estado de Direito, como Portugal.

Ninguém lembra, porém, as 66.000 pessoas que, segundo a Direcção-Geral de Viação, morreram nas estradas portuguesas nos últimos 30 anos.

Não há muitas guerras civis com tantos mortos e esses não podem argumentar.

admário costa lindo

26 de outubro de 2007

Escolas de Campo





“Escolas de Campo” é uma metodologia que está a ser implementada em Angola desde 2006 com o apoio da “FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura”.

Proporcionando uma nova cultura agrícola aos camponeses, nomeadamente com o ensino – no próprio campo – de novas técnicas de sementeira e plantação, uso de fertilizantes, combate às pragas e práticas de colheita, pretende-se aumentar a sustentabilidade das famílias rurais.

“Escolas” estão já em funcionamento no Bié – municípios de Andulo e Catabola – e Huambo – municípios de Catchiungo e Ekunha – através do “PESA – Programa Especial de Segurança Alimentar”.

fonte:
Angop




admário costa lindo

7 de setembro de 2007

Barragem no Cunene novamente adiada

“Interesses políticos e lobbies especializados parece, uma vez mais, terem protelado os planos de represa do rio Cunene na fronteira entre Angola e a Namíbia. Depois de anos de negociações, vários estudos de viabilidade dispendiosos e considerável retórica política, a proposta Barragem de Epupa no rio Cunene está ainda longe da fase inicial de construção.”

[…]

“Assim que a Namíbia e Angola iniciaram negociações, em1991, para a construção de um projecto hidroeléctrico no rio Cunene, estalou uma séria divisão sobre a localização exacta da barragem. A Namíbia pretendia um local a quatro quilómetros a jusante das quedas de Epupa, enquanto Angola fez finca-pé a favor de uma localização nos Montes Baynes, 40 km mais a jusante.”

[…]

“Os angolanos estão bastante cépticos quanto a projectos conjuntos no rio Cunene, uma vez que poucos benefícios retiram do complexo hidroeléctrico Ruacaná-Calueque. O poder colonial português construiu este projecto, imaginado e financiado pelo governo de Pretoria nos anos setenta, principalmente para irrigação dos terrenos agrícolas do norte da Namíbia.”

[…]

“Adicionalmente, o IRN e outras organizações não-governamentais argumentam que esta grande inundação arruinaria o modo de vida da tribo semi-nómada dos Himbas. Grupos familiares desta tribo vivem da criação de gado em ambas as margens do rio.”

[…]

Este artigo, referente a um projecto de grande importância para os povos e províncias do Sul de Angola, pode ser lido na íntegra e/ou impresso clicando-se nas imagens abaixo.




5 de setembro de 2007

A Vida





"Vida, irmão, é pau de fósforo aceso –
dum lado queima os alheios; do outro nos queimamos nós…"

Luandino Vieira
de “Lourentinho Dona Antónia de Sousa Neto & Eu”

27 de agosto de 2007

Afrobasket 2007


A selecção angolana venceu, pela 9ª vez, o Campeonato Africano Sénior Masculino de Basquetebol (Afrobasket 2007) ao bater na final, na Cidade Desportiva em Luanda, a selecção dos Camarões por 86-72.

Foi o seguinte o percurso da Selecção Angolana:

1ª Fase
Angola - 109-66 - Ruanda
Angola - 100-44 - Cabo Verde
Angola - 108-58 - Marrocos

Quartos de Final
Angola - 78-51 - RCA

Meia Final
Angola - 93-60 - Cabo Verde

Final
Camarões – 72-86 - Angola



classificação


classificacao




palmarés



tabela 1

tabela 2

tabela 3



NB:
RCA – República Centro-Africana


a Selecção Angolana »»»

Historial da Selecção Angolana »»»

a Selecção de Cabo Verde »»»

a Selecção de Moçambique »»»



admário costa lindo

21 de agosto de 2007

Quando os professores são assim...



Quando os professores são assim...
em França...
no "país" que se diz "das Luzes"...
é razão para desconfiar dos fabricantes das Lâmpadas!




Paris, 21 Ago (Lusa) - Um professor foi condenado hoje a um mês de prisão, com pena suspensa, e ao pagamento de dois mil euros, por ter proferido insultos racistas a um jovem aluno francês de origem angolana.

De acordo com a acusação que deu origem à sentença decretada hoje pelo Tribunal Correcional de Epinal, o professor, de 52 anos, insultou repetidamente, na aula, o aluno, de 17 anos, com palavras como "és negro, roubas", "não toques na minha régua, vais sujá-la" ou "volta para o teu país para comer bananas".

As injúrias ocorreram entre Outubro de 2006 e Março deste ano, tendo sido denunciadas por colegas da vítima e responsáveis do estabelecimento onde o homem leccionava.

ER.

Lusa/Fim



PS:
E, já que estamos na Internet, que chega ao ponto mais recôndito do universo, o energúmeno vai ficar a saber o quanto eu gosto de bananas! Ou talvez não... mas alguém lhe dirá que Homens também comem bananas! A julgar pelos plafonds de importação, em França também... mas talvez o dito cujo tenha, para as ditas, outros fins!


admário costa lindo

15 de agosto de 2007

Amorizade

crédito: Vasco/Público




“De longe em longe cabe-nos a sorte de topar com uma pessoa assim, que gosta de nós não apesar dos nossos defeitos mas com eles, num amor simultaneamente desapiedado e fraternal, pureza de cristal de rocha, aurora de Maio, vermelho de Velázquez.”

António Lobo Antunes, de “Memória de Elefante”




4 de agosto de 2007

16 Cavaleiros com as Barbas de Molho

Museus: 16 directores contestam posições de Dalila Rodrigues
3 de Agosto de 2007, 22:13

Famalicão, 03 Ago (LUSA) - Dezasseis directores de museus nacionais subscreveram um abaixo-assinado em que põem em causa declarações e posições de Dalila Rodrigues, a directora do Museu Nacional de Arte Antiga a quem não foi renovada a comissão de serviço, segundo documento a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Dalila Rodrigues “tem, por diversas vezes, passado a imagem pública de que tal ideia (autonomia financeira e gestão dos museus) merecia a concordância de outros directores de museus nacionais, assumindo, de certa forma, uma posição de representação da classe museológica portuguesa, de que ela própria se reconhece o direito de liderar”, diz a determinado passo o documento.

Os subscritores salientam, mais à frente, que Dalila Rodrigues era directora “apenas há três anos” e que nenhum dos 16 directores conferiu “poderes de representação à directora do Museu Nacional de Arte Antiga como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem, nem lhe reconhecem esse papel a que se arroga”.

Na quarta-feira, o director do Instituto dos Museus e Conservação, Manuel Bairrão Oleiro, comunicou à directora do Museu de Arte Antiga, Dalila Rodrigues, que a sua comissão de serviço não seria renovada.

A decisão motivou críticas do CDS/PP e do PSD e a realização de uma vigília de protesto junto ao Museu.

Paulo Henriques, actual director do Museu Nacional do Azulejo, sucederá a 01 de Setembro a Dalila Rodrigues à frente do Museu Nacional de Arte Antiga.

EYM.

Lusa/Fim

in Sapo Notícias



1. Mete-me nojo a tomada de posição de determinadas pessoas quando sentem o chão fugir-lhes debaixo dos pés. Os 16 tomaram agora uma posição mediática, mas não o fizeram das outras “diversas vezes”.

2. Dalila Rodrigues deve consultá-los, aos Senhores, antes de dizer o que pensa.

3. Segundo os 16 Dalila Rodrigues “tem, por diversas vezes, passado a imagem pública de que tal ideia (autonomia financeira e gestão dos museus) merecia a concordância de outros directores de museus nacionais”… E será mentira? Será que "outros directores” são os 16?

4. Dizem os Senhores que nenhum dos 16 directores “conferiu poderes de representação à directora do Museu Nacional de Arte Antiga como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem, nem lhe reconhecem esse papel a que se arroga”. E a eles, quem lhes outorgou poderes ou reconheceu capacidades para contestar as posições de Dalila Rodrigues? Será que os 16 são “a classe museológica portuguesa”?

5. Não conheço pessoalmente Dalila Rodrigues. Escrevo estes apontamentos apenas porque sinto asco pela subserviência.


admário costa lindo

1 de agosto de 2007

A Palanca-negra sobrevive!



Temia-se que a Palanca-negra-gigante, ex-libris nacional, estivesse extinta.

Em 2005 foram apresentadas fotografias deste antílope, endémico de Angola, captadas no Parque Nacional de Cangandala por uma expedição promovida pelo Centro de Estudos de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola que contou com uma equipa de pesquisadores sul-africanos, representantes do Governo provincial de Malanje e da Fundação Kissama e o apoio do Fundo das Nações Unidas Para o Desenvolvimento - PNUD.

Mesmo assim os temores continuaram, até há muito pouco tempo.

Finalmente uma manada composta por doze palancas-negras-gigantes foi avistada recentemente por populares da comuna do Luando, município do Kuemba, 273 quilómetros a leste da cidade do Kuito, na província do Bié.

A existência de palancas negras gigantes ficou também provada pelos resultados de análises de DNA realizadas a excrementos e pêlos encontrados na Reserva de Cangandala, cinco dos quais cientificamente comprovados como pertencentes a palancas-negras-gigantes.

A palanca-negra-gigante está incluída no Anexo I da CITES (revisão de 4.03.2007) e na Lista Vermelha 2006 da IUCN, classificada como CR.

admário costa lindo

fonte:
Angop

30 de julho de 2007

Isto é só para Angolanos!

Conferência no Porto sobre as eleições em Angola
- 200 angolanos de primeira e alguns de segunda



Hoje à tarde, na Faculdade de Economia do Porto (Portugal) realizou-se uma conferência sobre o processo eleitoral em Angola. Caetano de Sousa, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), foi o orador principal do evento ao qual compareceram cerca de 200 angolanos de primeira e mais meia dúzia de segunda.

Com uma hora de atraso, o encontro começou com o aplauso da assistência à entrada do Embaixador de Angola, Assunção Afonso Sousa dos Anjos, bem como das cônsules em Lisboa e no Porto, respectivamente Elisabeth Simbrão e Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e ao orador convidado.

Por deficiências sonoras, que nada preocuparam a assistência, pouco percebi do que disse o Embaixador ou do que afirmou Caetano de Sousa. Também é certo que, diga-se em abono da verdade, abandonei a sessão no início da intervenção do presidente da CNE.

E abandonei a sessão porque descobri que, afinal, o meu lugar não era ali. E descobri graças à oportuna explicação de gente ligada à organização, presumo que do Consulado no Porto.

Explico. No meio dos tais 200 cidadãos presentes estavam pouco mais de meia dúzia de brancos, mesmo contando com o meu velho amigo Ricardo Pereira que ali se encontrava a fotografar ao serviço do Consulado.

Durante a sessão algumas pessoas foram distribuindo pela assistência um pequeno papel que, tempos depois recolhiam. Presumo que se tratava de perguntas sobre o processo eleitoral e destinadas aos oradores.

Reparei (talvez por deficiência profissional) que esses papéis não eram entregues aos cidadãos brancos que, se não eram angolanos eram, pelo menos, amigos de Angola. Não creio que estivessem ali como penetras apenas para o faustoso beberete que estava a ser montado para o fim da festa.

Interpelei então uma das pessoas que distribuía os ditos papéis, perguntando-lhe se eu não teria direito a um deles.

A resposta foi clara e inequívoca:

“- Isto é só para angolanos”.

A tradução desta afirmação é fácil, já que nenhum dos 200 cidadãos presentes trazia qualquer rótulo a dizer: “Sou angolano”. Ou seja, queria dizer: “Isto é só para angolanos negros”.

Assim sendo, e porque sou angolano… mas branco, não tive outro remédio que não fosse abandonar a sala. Triste, é certo. Magoado, é claro. Mas como nada posso fazer quanto ao local em que nasci, ao país que amo, e muito menos quanto à minha cor, a solução foi vir embora.

28.07.2007
Orlando Castro
in
Alto Hama



A raça no Bilhete de Identidade parecia uma brincadeira. Mas não era. Otyiri muene.

Afinalmente aparece outra: angolano tem que ser negro; para ter todos os direitos e regalias da angolanidade só sendo negro, nem que seja pintado.

O Mário, filho de um grande avilo meu, que nasceu em Angola mas de ascendência angolana, portuguesa e macaense, não é negro. Portanto, se estivesse na Conferência do Porto não teria recebido o papelinho.

Mas quem garante aos promotores da Conferência que aqueles que receberam o papelinho eram (todos) angolanos?

Não sabiam que também há negros portugueses?

Por que carga de água é que um branco nascido em Angola, só porque é branco não há-de ser angolano?

E por que carga de água um negro nascido em Portugal, só porque é negro não há-de ser português?

Alguém sabe responder?

admário costa lindo

7 de julho de 2007

Faleceu Luísa Rangel

A jornalista Luísa Rangel, que trabalhou na RDP durante quase vinte anos, faleceu hoje em Lisboa aos 70 anos, vítima de cancro.

Natural do Porto, onde nasceu em 1936, Luísa Rangel trabalhou em Angola no Rádio Clube da Huila e foi co-fundadora da Rádio Comercial de Angola.

De regresso a Portugal, Luísa Rangel integrou os quadros da RDP em 1976 onde trabalhou como jornalista até meados dos anos 1990.

Dirigente sindical no Sindicato dos Jornalistas e formadora no Cenjor, depois de ter rescindido com a RDP, Luísa Rangel foi ainda assessora da provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Maria do Carmo Romão, a partir de 1996.

O corpo de Luísa Rangel estará em câmara ardente a partir das 16:00 de domingo na Basília da Estrela, em Lisboa, de onde sairá o funeral, segunda-feira às 17:30, para o cemitério dos Olivais, também na capital.

SS.

Lusa

30 de junho de 2007

Bazooka Joe

Na minha infância a ânsia na compra das xuingas não derivava apenas do supremo gozo de adocicar a salivação. Era maior o prazer de desvendar qual a tira de BD que nos iria caber do embrulho. A xuinga não seria doce, o sabor passaria despercebido, se nos calhasse uma tira repetida e, pior ainda, se não servisse a nenhum dos amigos, para troca. E, nacionalistas inconscientes, chamávamos-lhe Bazóka Jói, canhestros que éramos no linguajar do Sr Sam. Conhecíamos o Bazooka Joe, a roupa de fardo e o John Wayne. E gostávamos das três coisas, sem interiorizarmos a sua origem.

A vida correu e um dia destes o Bazooka Joe saltou das tiras e chegou a Portugal, de cheques em punho, disposto a comprar tudo: de governantes a centros culturais, de clubes de futebol a partidos políticos (não demora, descansem!). Disposto a conquistar Portugal coisa que ninguém conseguiu, até hoje, pela força de (outras) armas.

O Bazooka entaramela a língua sempre que necessita de se exprimir em português, como nós candengues fazíamos com o inglês. Mas tem, em contrapartida, a conta bancária recheada e comprou obras de arte a rodos, diz-se. Adquiriu também – e em conjunto com os quadros, estilo dois-em-um – uma indisfarçável gaguez intelectual: pensa que, com o acervo de quadros, possui bacharelato em Cultura. Mas não passa de um podre diabo e, pior ainda, convencido de ser Alguém. Há muito quem o venere mas desses sabemos nós a história toda.

Há, no entanto, alguém que o Bazooka não conseguiu comprar porque, sei-o eu e alguns mais, esse não está à venda. É uma daquelas pessoas que não necessita de acenar com a caderneta de cheques para provar quanto vale.

O facto de António Mega Ferreira se ter distanciado do Bazooka só abona a favor da nossa sanidade colectiva.

admário costa lindo

1 de junho de 2007

Dia da Criança

No Dia da Criança, para que os mais novos tenham uma ideia aproximada da evolução dos tempos, aqui deixo esta previsão:

Quando as crianças de hoje chegarem à idade da Reforma - e pelo andar da carruagem - a Lei da Segurança Social dirá, a certa altura do clausulado - o seguinte:


Artº X.


O Direito à Pensão de Reforma, salvo os casos de membros do Governo e do Poder Local, dos Tribunais, Presidência da República e restantes órgãos de soberania, bem como dos órgãos dirigentes dos partidos e sindicatos legitimamente reconhecidos pelo Estado, prescreve ao fim de 6 meses.

§ único. Os Pensionistas que, à data do termo deste direito, estejam ainda vivos, deverão requerer instrução de processo de Aplicação de Eutanásia para que o seu estado de vida se complete.


Alguns dirão que é de muito mau gosto, no dia dedicado à criança, apresentar tanto pessimismo, em lugar de organizar muitas festinhas com balões, chocolates, rebuçados e tudo.

Eu não embarco nessa! Enaltecer verdadeiramente a Vida que as Crianças têm pela frente, será fazer tudo para que esta situação seja, na verdade, de muito mau gosto.


admário costa lindo

28 de maio de 2007

Depois de Maiakovski


Maiakovski

Poeta russo “suicidado” após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX:

Na primeira noite, eles se aproximam
E colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.


Na segunda noite, já não se escondem,
Pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra
Sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
E, conhecendo o nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.

Depois de Maiakovski …

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

Martin Niemöller, 1933
- símbolo da resistência aos nazistas.

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima;
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…

Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007

O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski.

Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vaporizam o erário, aniquilam as instituições e deixam aos cidadãos os ossos ruídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito se tornou inútil…

- até quando?


( composição de autor desconhecido, recebida por email)

26 de maio de 2007

Criança Indigo na ONU

A Cimeira da TerraECO’92, que se realizou no Rio de Janeiro, teve como pano de fundo o drama ambiental que a Amazónia vivia (e continua a viver) com a destruição impúdica e assassina da sua área florestal, provocada maioritariamente pelo alargamento das áreas de exploração agropecuária e a extracção de madeiras exóticas destinadas aos países ricos.

Dessa conferência recordo particularmente, como se o estivesse a ler pela primeira vez, o discurso proferido por uma criança da ECO. Nunca o tinha ouvido - de viva voz - e digo-vos que o som é incomensuravelmente mais emocionante do que as letras dos jornais da época.

Hoje recebi uma mensagem da minha Professora Dª Maria Albertina Coelho Estácio, com uma mensagem (que vou passar a transcrever) e a ligação ao vídeo (que também segue já). Decidi publicar a mensagem porque sei que a autora, mais do que para mim, pretende que ela seja global.

O gosto que manifesto pela linguística e pela literatura a esta Senhora o devo. Tínhamo-nos “perdido” na voragem do tempo e do espaço. Voltámos a saber um do outro há relativamente pouco tempo - precisamente por via deste meio que utilizamos agora - e encantou-me descobrir que a Dª Maria Albertina continua a ser (e penso que nunca o deixará de ser) a Minha Professora do secundário. E, para além do mais, agradou-me verificar que não parou no tempo… nem podia, sendo como é: uma pessoa que sabe, do futuro, aquilo que há de melhor no passado – o saber da vida. Coisa que, pelos vistos, é de muito difícil assimilação por quem governa e determina os destinos do Mundo – Nós, os viventes actuais.

Antes de ler a mensagem da Dª Maria Albertina vejam o vídeo que se mostra, dia a dia e infelizmente, cada vez mais actual.

“Compartilho, pois é de extrema importância para o futuro de nossa Casa Maior - Gaya - este belo planeta a que chamamos Terra, de uma riqueza e diversidade incalculáveis e que está sendo delapidado a uma velocidade cada vez maior, com altíssimo risco para todos os seus habitantes, nós incluídos, claro! E, por incrível que pareça, somos os mais ameaçados! Quem se dá conta disso?!!! Refletir sobre tudo isso e sobretudo sobre a nossa quota de responsabilidade nessa destruição é muito importante! Qual a nossa escolha? Continuarmos omissos ou adotar um comportamento ecológico, baseado na simplicidade voluntária e através dele procurar sensibilizar e conscientizar, pelo menos aqueles que estejam mais próximos de nós, quanto à responsabilidade de cada um na recuperação e manutenção da nossa única Casa. Não há saída pois não há outro lugar para se ir. Embora haja queixas de que já encontramos muitas coisas erradas, que fizemos para as corrigir? Que herança deixaremos para as futuras gerações, se elas tiverem possibilidade de aqui nascer?

Essa criança que corajosamente interpelou os representantes da maioria dos países na ONU, é um ótimo exemplo. Basta que alguns façam grandes coisas! Porém, se cada um de nós fizer as pequenas, por muito insignificantes que as achemos, muito será feito e será conseguido. Confio em que todos juntos fiaremos com a Vida e Ela nos ajudará a conquistar o direito de recuperar o que foi depredado, salvar o que está ameaçado e preservar o que de bom ainda existe, para o nosso bem e o bem-estar de todos sem exceção.

Com muito carinho

Maria Albertina”


Saiba mais sobre a Cimeira da Terra
[clicar nas imagens]

un.brasilia FolhaGilPortugal

daEco92aRio+10Wamani

14 de maio de 2007

Avilos & Outros Kambas



















Como os amigos do Angola Haria já repararam, desapareceram da coluna da direita os índices “Avilos”, “Sítios Úteis” e “+ Imagens de Angola”.

Passaram para a nova página “Avilos & Outros Kambas”, com acesso por “As Outras Páginas”, “1. Diversas”.

Na página “Avilos & Outros Kambas” continuam todos os links, provisoriamente dispostos como aqui estavam.

Existirá um artigo para cada sítio (mas não para todos, estando neste caso incluídos os institucionais e similares), com os seus dados característicos e um curto comentário.

Quando a nova estrutura estiver completa o acesso far-se-á da seguinte forma:

1. Na coluna da direita (índice temático) haverá um link para o artigo da página;

2. No artigo da página haverá um link - na imagem - para acesso ao sítio respectivo.

Boas leituras.

admário costa lindo

2 de maio de 2007

Angola na 116ª Conferência da UIP



Decorre em Bali, na Indonésia, entre 30 de Abril e 4 de Maio, a 116ª Conferência da União Inter-Parlamentar (UIP), subordinada ao tema “Aquecimento Global – Dez Anos Depois de Kyoto”.

Angola está representada por uma delegação chefiada pelo Presidente da Assembleia Nacional, Roberto de Almeida e composta pelos deputados Bernarda da Silva, Ângela Bragança, Manuel Lourenço, Armando Machado e José Kativa.

Manuel Lourenço defendeu, na Comissão de Desenvolvimento Sustentável, Finanças e Comércio, a promoção de políticas sustentáveis com vista ao combate ao desemprego e à pobreza, adiantando que o desenvolvimento de políticas agrícolas duradouras pode dar uma importante contribuição para a criação de empregos, nomeadamente nos países em vias de desenvolvimento, onde a grande maioria da população é camponesa: "A agricultura tradicional reduz a dependência alimentar e pode criar excedentes para a troca, o que, em última instância, significa geração de rendimentos e redução da pobreza nos seus aspectos económicos". Segundo Lourenço, o grande desafio do futuro no que concerne a este combate passa pela elaboração de planos nacionais que articulem os sistemas de ensino e formação, a evolução tecnológica e a procura de mão-de-obra pelo sistema produtivo.

Armando Machado dissertou, na Comissão de Democracia e Direitos Humanos sob o lema" Promoção da Diversidade e da Igualdade de Direitos Para Todos", sobre os últimos desenvolvimentos registados em Angola em matéria de garantia de direitos humanos e reforço da democracia. Segundo este deputado, desde a realização das primeiras eleições gerais em 1992, o país regista um crescimento na participação dos cidadãos na vida política activa e no exercício dos seus direitos. Afirmou ainda que o sistema eleitoral angolano, sobretudo o referente à eleição do parlamento, estabelece um conjunto de regras que não permite qualquer tipo de discriminação com base nas diferenças de sexo, opções políticas, religiosas ou étnicas e que a legislação eleitoral actual prevê nas listas de candidatos a deputados uma percentagem de ambos os sexos não inferior a 50 por cento.

Na Sessão Plenária Roberto de Almeida defendeu uma acção fiscalizadora mais activa dos parlamentos mundiais no controlo dos actos dos governos com incidência sobre o ambiente. Almeida explicou que esta sua posição é cada vez mais justificada face à ameaça da sobrevivência humana, resultante da degradação dos recursos naturais, da extinção de espécies da fauna e da flora selvagens e da subida das temperaturas causada pela emissão de gases poluentes, tudo isto provocado pela acção humana. Roberto de Almeida atribuiu aos países desenvolvidos o maior peso de responsabilidade por esta degradação, uma vez que são eles os responsáveis pela maior parte das emissões de gases com efeito estufa, desde a Revolução Industrial.

A UIP, sediada em Genebra, na Suiça, foi criada em 1889 com o objectivo de promover contactos e troca de experiências entre Parlamentos.





fontes:






27 de abril de 2007

Góis & Giestas juntas


Exposição Conjunta
de 27 de Abril a 30 de Julho
... mas só no Brasil...
que pena!
digo eu...
... mesmo assim pode ter uma pequena panorâmica das obras, linkando nos nomes das artistas.
actualização 29.04.2007
As imagens da Exposição já estão disponíveis.
Basta ir à página do ArtHaria, ou linkar no nome Maria Góis (acima).

18 de abril de 2007

Plástico Assassino




Façamos de conta.

Imagine-se na pele de uma tartaruga, qualquer que seja a espécie.

Com a placidez natural com que a Natureza o(a) dotou você vagueia, literalmente, como tartaruga-marinha nas águas imensas do seu habitat.

Subitamente avista à sua frente um delicioso petisco, ondulante, gelatinoso e transparente, uma medusa, a sua base alimentar. Veio mesmo a calhar. Aproxima-se e abocanha-o com sofreguidão.

Mas que é isto? Há qualquer coisa de errado com esta medusa, no sabor e, agora reparou, na textura...

Você, tartaruga, não sabe dos milagres inventados pelo Homo dito sapiens. Nunca virá a saber que este género (super)predador inventou uma coisa chamada plástico. É disso que você está a tentar desembaraçar-se. Infrutiferamente.

Você vai morrer asfixiado(a)...


... Agora que já voltou à sua condição anterior de Homem, pense nisto:



O plástico é um perigo mortal para as tartarugas.



Atente bem no destino que dá aos sacos de plástico onde transportou o frango, as hortaliças ou a fruta.



O plástico é um produto não-biodegradável.

Demora entre 200 e 500 anos a degradar-se.


Sempre que se veja forçado a utilizar sacos de plástico guarde-os e reutilize-os.

De preferência utilize sacos de papel reciclado ou reciclável.

Pela sua Saúde, pela preservação da sua própria espécie, trate a Natureza como se do seu próprio sangue fosse. Afinal você é uma das inúmeras Maravilhas da Natureza.

No sítio da Corrida http://www.greatturtlerace.com/ siga estes links:

»» Leatherback World: On The Brink

»» Enter the Leatherback World

»» Phooey on Plastic Bags (2º Triângulo a contar do cimo)

admário costa lindo
última actualização: 18.04.2007 22H00



Corrida de Tartarugas




Sabiam, os leitores do Angola Haria, que está em curso uma corrida de Tartarugas-de-couro?

Não é nada que se compare a outras competições em que se exploram as capacidades de certos animais – de velocidade, guerreiras e outras – para fins meramente comerciais.

Pretende-se com esta corrida alertar para os perigos que espreitam estes répteis e angariar simpatias e fundos para a sua preservação.

A corrida é a migração normal destas tartarugas, que partiram há três dias da costa ocidental da Costa Rica em direcção às praias de nidificação, nas Galápagos.

O decurso da corrida pode ser acompanhado pela Internet em


onde também se poderá saber mais sobre tudo isto, explorando todas as possibilidades que a página oferece.


Veja também

admário costa lindo

16 de março de 2007

Alguma Cultura para Ver





Cidades da CPLP – Gravuras do Arquivo Histórico Ultramarino

Quem vive perto e ainda não visitou, aproveite porque termina já a 21 de Março, exposição de imagens que resultam do lançamento de um álbum comemorativo do 10º Aniversário da CPLP, uma iniciativa conjunta do Instituto de Investigação Científica Tropical e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e que contém reproduções de gravuras antigas das cidades dos oitos Estados da CPLP. No Jardim Tropical.

mais informações na Agenda Lx (clique em +info)





Lisboa - Luanda - Maputo

Até 24 de Abril, exposição de trabalhos de pintura, escultura, fotografia, vídeo e instalação que pretende reflectir os laços e afinidades entre três países da lusofonia – Angola, Moçambique e Portugal. A mostra inclui artistas portugueses, angolanos e moçambicanos do contexto da arte contemporânea.

mais informações na Agenda Lx (clique em +info)




Entre a Palavra e a Imagem

Até 29 de Abril, exposição produzida pelo Museu da Cidade/C. M. de Lisboa, pretende traçar um panorama das experiências entre a palavra e a imagem no trabalho de artistas portugueses, brasileiros e espanhóis.


mais informações na Agenda Lx (clique em +info)



Jordi Burch - Estamos juntos!

Até 29 de Junho, o fotógrafo catalão radicado em Portugal Jordi Burch expõe na ARCO imagens captadas em Angola, Portugal, Brasil, Antárctida, Marrocos, Peru e Espanha ao longo de alguns anos e muitas viagens.


mais informações na Agenda Lx (clique em +info)


veja um Portfolio