SEGUIDORES

25 de julho de 2006

Mário Tendinha.Bio





MÁRIO TENDINHA


Nascido em Maio de 1950, na cidade do Namibe.

Oriundo de uma família de algarvios que chega ao Namibe em 1890, sempre teve o mar, as pescas, o deserto, o povo cuvale, como referencias naturais marcantes na sua vida.
Começa a desenhar e pintar aos 18 anos, muito influenciado pelas correntes modernas da época, a musica, os hippies e os movimentos sociais.

O surrealismo marca desde logo e para sempre o seu trabalho, ao tomar contacto com as obras dos grandes mestres, Picasso, Dali, Miro, Ernst, Klee e tantos outros.

A banda desenhada, uma das suas paixões desde a infância, deixa marcas no seu trabalho inicial que se traduz pelas técnicas e suportes então utilizados, o papel, o guache e aguarela, a tinta-da-china.

Já no Bié e casado, onde estava a cumprir o serviço militar, desenvolve uma grande produção e prepara a sua primeira exposição individual que se realiza no Huambo.

Depois novos trabalhos e exposições e sobretudo a sua ligação a fundação da Oficina d’Arte, no Lubango, em conjunto com outros artistas locais, que culmina com uma grande exposição colectiva que reúne obras de artistas de todo o pais em 1974 na cidade do Lubango. A Oficina d’Arte funcionava no antigo Palácio do Governo, era um espaço cedido pela Câmara Municipal do Lubango, onde os artistas em geral se reuniam, pintavam, faziam suas tertúlias literárias, se lia poesia e se ensaiavam peças de teatro, conversavam e partilhavam o seu trabalho, livremente.

Depois da invasão sul-africana e a sua casa e estúdio terem sido completamente vandalizados, deixou de pintar.

Esteve ligado ao movimento sindical angolano, militou no MPLA, e foi gestor de empresas, funções que ainda hoje exerce.

Apenas em 2002, depois de 25 anos sem pintar, para alem de uns “bonecos” que ia fazendo esporadicamente, depois de 28 anos sem expor, motivado e incentivado pelos pintores angolanos, António Ole, seu amigo de infância, e Isabel Batista e sobretudo pela sua mulher, volta a expor e retoma a sua actividade nas artes plásticas.





Exposições Individuais


1972 – Biblioteca Municipal – Huambo – Angola
1973 – CITA – Luanda – Angola
2003 – “...la para o Sul” – Galeria Cenarius – Luanda – Angola
2004 – “Partilhar” (I) – Casa das Artes – Famalicão – Portugal
2004 – “Partilhar” (II) – Centro Cultural do Instituto Camões – Luanda – Angola

Exposições Colectivas


1974 – Oficina d’Arte – Lubango – Angola


Mário Tendinha no »»» ArtHaria

série Anos 70/80
Ébrio * Incitamento * Madrugada * Queda

série Desenhos
Depapoproar * Engraxador * Fodido e mal pago * Kianda * Let's go * Pastuuss

série ...dos ogros...do fantástico...
Ekisi * Tcazangombe

série Lá para o Sul
Caçador da Paz * Caçadores * Carroça cheia de nada * Expectativa * Kianda no Mussulo * Lá para o sul * No sul os pastores * Ongombes nossos no Sul * Quitandeira com filha às costas no mercado * Velas ao Vento no Mussulo

série Obras do baú do atelier
Fetiche * Mukaia com lenha e lenço azul * Namoro na ilha de Moçambique * Peixe Papagaio

série Partilhar
Bué de Bocas * Carapaué * Carmina Miranda * Fado I * Fado II * Ginvuluvulu * Hepi ou o pastor de poucos bois * Herdeiros do Sol * Homo Urbanus * Nampingo's * Pensamento muinto * Rebita

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14 de julho de 2006

A. Costa Lindo. AutoBio


a Canon




Sou homem de várias paixões. Por exemplo, entre a leitura e a escrita prefiro ambas. Mas isto é mais do que uma paixão: é um respirar, uma necessidade vital.

A paixão pela fotografia agarrei-a em 1972 em Carmona, Uije, no norte de Angola. Comprei, a um colega de trabalho, uma Canon (de que já não me lembro o modelo) em segunda-mão. E comecei imediatamente a disparar: contra tudo, o que mexia e o que estava quieto. Fui devorando livros sobre fotografia. Cedo os abandonei, depois de adquirir os conhecimentos básicos, porque sabia que o principal era a prática: regular, focar, enquadrar, disparar, disparar, disparar.

A certa altura concluí que o disparo não me chegava. Montei um mini laboratório para fotografia a preto-e-branco, também em segunda-mão. E foi então que descobri a fotografia como a quero: manipulável. Era isso, afinal, o que eu procurava: uma forma de pintar à minha maneira.

Desse tempo quase nada salvei. A minha família vivia no extremo oposto, no sul desértico. Para lá ia levando uma ou outra fotografia que aí ficava arquivada em álbum, junto a algumas outras que ia tirando nas férias que por lá passava. Muito poucas porque nessas alturas o que eu queria era o sol e o mar que me faltavam durante o resto do ano. Foram essas poucas fotografias que a minha mãe, com o seu zeloso sentido de amor, trouxe para Portugal. Muito pouco do que produzi entre 1972 e 1974.

Entretanto, no Uije, fui visitar, com alguns amigos, o primeiro acampamento da FNLA, em liberdade total. A minha inseparável Canon foi também. Foram longas horas de conversa com os guerrilheiros, acompanhando uma funjada comida à maneira tradicional: com os dedos. Saber bem, soube. Mas só até ao momento em que me lembrei que deixara a Canon no Landrover, que o Neves tinha o fraco costume de deixar aberto. E foi um ar que lhe deu, à minha Canon.

Depois veio a guerra, a segunda, a prisão, a fuga para Portugal em 1979 e etc.

Nunca deixei de ir adquirindo uma maquineta para me entreter, agora mais modestas porque o dinheiro está muito caro. Mas sempre pensei (e continuo a pensar) que a máquina não é tudo. Por vezes é, até, quase nada. O mais importante está por trás dela (o maquinista) e à sua frente (os carris e os passageiros).

E descobri a digitalização: as máquinas e os programas – aquilo que eu procurava quando me encafuava no minilaboratório do Uije. Descobri que há, agora, uma nova forma de pintar as fotografias. Com a vantagem de os pincéis e as tintas não borrarem as mãos.

Presentemente ando a cismar com outra hipótese: a de ver com o olhar de uma libelinha, de um lince, de uma cabra-de-leque ou de um gavião. Mas como essa questão está relacionada com a manipulação genética, ainda não o consegui.

admário costa lindo

13 de julho de 2006

Futebol. O Mundial de A a Z

Algumas considerações politicamente incorrectas sobre o Campeonato Mundial de Futebol de 2006:

ANGOLA
A 1ª participação da selecção angolana numa fase final do Mundial excedeu as minhas espectativas. Para um país saído de uma guerra fratricida prolongada, conseguir 2 pontos num grupo que incluía, por ordem de ranking da FIFiA, México, Portugal e Irão, não é feito de somenos importância.

BOLA
Dizia-se que a deste Mundial era traiçoeira para os guarda-redes, pelos desvios de trajectória que, por vezes, adquire. Comprovámo-lo durante o apuramento do 3º e 4º classificados, onde os portugueses sofreram mais golos do que nos restantes jogos da competição.

CRISTIANO RONALDO
Sofreu um ataque acéfalo por parte da imprensa inglesa, a mais analfabeta que por aí anda embora se dê ares de grande dama. O nosso “miúdo” não tem condições para continuar a jogar em Inglaterra: nem o clube, nem o treinador, menos ainda os colegas, ninguém saiu em sua defesa. Aquele país não o merece. No entanto o clube não quer negociar a sua transferência. Em que ponto do masoquismo ficamos? Ou será que esta decisão tem outros objectivos... inconfessados?

DIEGO ARMANDO MARADONA
Veio à baila durante a competição. Lembram-se do célebre golo com a mão? Que eu saiba essa atitude deste endeusado do futebol nunca foi considerada falta de fair-play: isso são as quedas dos portugueses.

É FALTA!
Gritou, no seu bom francês, Raymond Domenech quando um seu jogador, o primeiro a mergulhar no jogo Portugal – França, se atirou para o chão. Mas não foi falta de fair-play: isso é com os portugueses.

FOLKLORE-PLAY
Disse o árbitro do jogo Portugal - Holanda que apenas se limitou a aplicar as leis do futebol (esqueceu-se o senhor que nós também temos inteligência e bem sabemos que a Lei é uma coisa e a sua aplicação outra, que pode ser bem diversa) e que os culpados daquilo que se passou em campo foram os jogadores holandeses comandados por Van Basten: mas nem por isso expulsou o agressor de Cristiano Ronaldo, como mandam as regras, permitindo que a violência avançasse a partir daí. Sempre que a violência é reprimida, para um dos lados, e permitida para o outro, nada de bom há a esperar. Por outro lado (ou do mesmo lado) um dirigente da FIFiA, a propósito do pedido de despenalização do 1º cartão amarelo mostrado a Deco no mesmo Portugal - Holanda, invocando-se a falta de fair-play dos holandeses, argumentou que aquela era apenas uma questão moral e não de regulamentação. Donde se conclui que o Mundial não era para se tratar de questões de moral (pelo menos no que aos “pequenos” dizia respeito) e que a Declaração de Fair-play, que as selecções participantes foram obrigadas a assinar, era apenas uma Declaração de Folklore... play.

GOLIAS
Davides éramos nós, sempre fomos. Conseguimos derrubar alguns golias mas estes tinham a lição bem encomendada: a corrupção faz a força.

HILARIANTE
Aconteceu muita hilaridade durante este Mundial. A melhor de todas, que merece ser perpetuada nos melhores manuais do riso, foi a daquele senhor árbitro que só expulsou um jogador após a mostragem do 3º cartão amarelo: isto, sim, é que é fair-play.

IMPRENSA
A Inglesa e alguma francesa fartaram-se de insultar os jogadores portugueses. Nunca se viu nem ouviu tanta mentira acumulada por parte dos pasquins mais reles do – chamado - Terceiro Mundo. Há frustrações históricas que alguns indivíduos não conseguem ultrapassar.

JOGO
Grande mesmo foi o Portugal – Alemanha. Esse sim, foi o jogo final do Mundial. O que se seguiu, entre franceses e italianos, foi uma peladinha entre compinchas para distribuição do espólio de guerra... suja.

LUÍS FIGO
Foi o capitão de selecção portuguesa, teve um comportamento exemplar, o verdadeiro timoneiro que, desde o primeiro jogo, apontou aos colegas o rumo certo. Foi de longe, mas de muito longe, superior (e de que maneira!) àquele que a FIFiA considerou o melhor jogador do campeonato. Foi mais disciplinado, sensato e educado durante toda a carreira.

MERGULHOS
1. Sinal utilizado até à exaustão pelo seleccionador francês, que o tomou como filosofia de via. 2. Disse o árbitro do Portugal – Holanda e disse-o a imprensa inglesa, que os portugueses são conhecidos por fiteiros, por se deixarem cair por dá cá aquela relva: daí a razão de a selecção portuguesa ter cometido menos faltas do que os cartões exibidos; no entanto um outro senhor do apito, certamente não instruído na mesma escola anti-fiteiros, assinalou uma grande penalidade fantasma a favor da Itália, por mergulho, que ditou a vitória desta selecção no confronto dos oitavos de final com a Austrália; um outro apitador assinalou grande-penalidade contra Portugal no jogo das meias-finais porque o jogador francês não mergulhou; quem mergulhou foi o Cristiano Ronaldo, depois de ter sido empurrado pelas costas, coisa pouca.

NAPOLEÃO
“Portugal é tão pequeno que, se dermos um pontapé aos portugueses, eles caem ao mar”. Não me recordo quem foi o francês que o disse, durante este campeonato, mas também não é necessário individualizar a afirmação por não ser tão rara como se possa pensar, por esse mundo fora. No entanto: por um lado quem o diz esquece-se que o mar nunca meteu medo aos Portugueses; por outro, esta foi também a teoria de Napoleão. A verdade, histórica mas que tentam “esquecer”, é esta: quem foi corrido a pontapé foram eles – os franceses – que, aquando das célebres Invasões, levaram para França muito o que contar.

OURO
Acaba aqui a saga da chamada “Geração de Ouro” do futebol português. Havia quem esperasse mais desta geração. Não contavam, esses, com os golias. No entanto, 2 Campeonatos de Mundo de júniores, um 2º lugar num Campeonato da Europa e um 4º lugar no Campeonato do Mundo, não são proezas a desprezar, para além das conquistas individuais.

PENALTIES
Ricardo, o guarda-redes da selecção portuguesa, defendeu 3 de uma assentada, bateu um record mundial mas não foi proeza suficiente. Outros, que sofreram mais golos, foram melhores, segundo a FIFiA.

QUALIDADE DA ARBITRAGEM
Se estes são os melhores árbitros da FIFiA, muito mal vai a cena do apito mundial. Erros (chamemos-lhe assim para não irmos mais longe) crassos e clamorosos e arbitragens rastejantes aconteceram vezes demais para uma competição desta envergadura. É nestas alturas que se confirma que os árbitros nacionais são tão bons ou melhores do que todos os outros. Os adeptos portugueses pensam que não!


RIBEIRO
Nuno, ou Maniche no meio futebolístico. Foi dos melhores em campo, sempre, e marcou contra a Holanda um dos mais (só?!) belos golos deste Mundial.

SENHORES DO MUNDO
É assim que se julgam os senhores da FIFiA. Não me cabe na cabeça que seja possível que um organismo privado se arrogue o direito de proibir os seus membros de recorrer aos tribunais civis. Nos países de regime democrático, pelo menos, a Constituição e o Sistema Judicial são os garantes dos direitos e liberdades dos cidadãos. Para a FIFiA isso são coisas da política. O “caso Bosman” não lhes serviu de exemplo. Para quando uma lição “exemplar” a estes senhores do mundo?

TESTÍCULOS
Os ingleses não sabem o que seja. Um tal de Rooney confundiu os do Ricardo Carvalho com a bola de futebol. Depois ficaram irritados com a expulsão: onde já se viu alguém ser expulso por pontapear as bolas?!

UUHH FST UUHH FST FSIUUUUUU!
É a única coisa que os adeptos ingleses sabem fazer. A par do bater de palmas quando os seus ídolos pontapeiam um adversário.

VERDADE DESPORTIVA
“O que é isso?” – pergunta a FIFiA.

XENOFOBIA
É aquilo a que (alguma) imprensa inglesa (e francesa) usa como isenção jornalística.

ZIDANE
É um senhor que agrediu à cabeçada um adversário. Foi expulso do jogo, segundo dizem o último da carreira, façanha suficiente para a FIFiA o considerar o melhor jogador do campeonato. Ficou a saber-se agora que o feito se deveu ao facto de ter sido insultado pelo adversário. Pelos vistos já tinha sido insultado no Mundial de 1998, no jogo frente à Arábia Saudita. E, segundo o “L’Equipe”, por mais 12 vezes. É que Zidane foi expulso 14 vezes durante a carreira de futebolista. Mas lá que é um menino de coro, disso não restam dúvidas. É por demais evidente que, terminada a carreira, o senhor passará a liderar as claques de apoiantes que, após as vitórias desportivas, desfilam pelas ruas de Paris incendiando viaturas, destruindo montras, disparando balas contra os adversários... isto digo eu que sou arruaceiro como os jogadores portugueses, Cristiano Ronaldo, Costinha, Petit, Deco... e João Pinto, lembram-se? A quem a FIFiA aplicou um castigo “exemplar” porque não teve justificação para a atitude que tomou contra um árbitro, no anterior Mundial. As 14 atitudes do anjo Zidane, não – essas foram plenamente justificadas.

admário costa lindo

10 de julho de 2006

Interrogação dos Mundos



Mário Tendinha:

a interrogação dos mundos e das existências


Depois de “ Lá para o Sul…”, Luanda, Galeria Cenárius, Julho de 2003, este homem do Sul de Angola regressa de forma surpreendente para “ PARTILHAR” – título da presente exposição – 14 pinturas (acrílicos sobre tela com técnicas mistas) e 10 desenhos a tinta-da-china sobre papel.

Mário Tendinha nasceu e vive em Angola há 54 anos, é descendente de uma família ligada ao mar – navegadores, pescadores algarvios e mouros – que chega ao país em 1891 num barco à vela chamado “Harmonia”que aporta em Moçamedes – actualmente a cidade do Namibe.

Com um perfil de autodidacta, desenvolve uma original visão expressionista da imensidão do universo pastoril onde passou a adolescência no Sul de Angola, no deserto do Namibe e do Iona, dos criadores de gado mucubais, a luz do sol, da vastidão do mar que abraça esta Angola excessiva; os pastores, os mucubais, as cores do céu, a observação das nuvens.

Recordações íntimas que marcaram a sua infância, retomadas nesta mostra com notável energia musical do traço, o sentido do ritmo secreto das cerimónias mucubais.

E a noite, no mar, a chegada dos pescadores sobre a proa dos barcos.

Mário Tendinha não pinta com ideias preconcebidas sobre arte, modas e teorias; avança para a tela e para os papéis com uma única legitimidade: a consciência de uma vivência íntima, sentida, visceral. Pinta também com o corpo. E com a memória.

Partilhar é um profundo sentimento da materialidade das coisas, e – ao mesmo tempo – uma enorme capacidade em estabelecer ligações nos mais variados sentidos. Uma acção interior, silenciosa, quase secreta.

As personagens de Mário Tendinha são seres complexos, com nomes – a Mingota, o Avozinho, as Zungueiras (vendedoras de fruta que percorrem as cidades angolanas) – envolvidas em contradições profundas, inocentes, desesperadas, tristes, ansiosas, flageladas, hesitantes, que perpassam do Sul ao Norte da nossa Terra.

Gente com força e dignidade que resiste num combate desigual, sem tréguas, mas também sem fim.

E, nessa fundamentação, beleza e grandeza do mundo coexistem. Mas a intensidade da presença visual dessa gente do deserto do Namibe, desses pastores excluídos e deserdados, e sobretudo dessa gente que nas cidades procura a Luz e a Vida, Mário Tendinha interroga a existência e o mundo, e convoca e motiva a emoção do espectador, assegurando a continuidade de um percurso marcado pelo legado de certos mestres da pintura que o influenciaram, mas também por uma visão pessoal da arte e da sua importância, fortemente apoiada na consciência da realidade social e económica de um mundo injusto; ou seja, numa profunda inquietude social.

O percurso de Mário Tendinha, aliás, é conseguido a pulso, e construído a partir de uma grande diversidade de registos expressivos, sobretudo baseados num inquietante e obstinado exercício de experimentação. No entanto, toda a sinalética envolvente da sua obra repousa profundamente num imaginário repleto de paisagens e lugares e pessoas com quem se cruza. É um olhar único, uma abstracção habitada.

Os desenhos que igualmente integram a presente mostra – quase todos expostos pela primeira vez – delimitam espaços habitados por personalidades algo grotescas, numa sublime gestualidade que apenas sugere um quotidiano difícil e intensamente vivido.

Partilhar é um espaço de liberdade, para frequentar sem medo nem angústias; estamos lá todos nós.

Esta obra de Mário Tendinha que cultiva a diversidade a instabilidade das linguagens deste tempo, apoiada na liberdade expressiva do autor que defende com invulgar eficácia a complexa angolanidade de que somos todos testemunhas e actores, e a própria irregularidade dos resultados, traduzem - de forma inequívoca e indesmentível - a constante frescura que é a marca da aventura livremente assumida – e vivida – pelo pintor; manifestação clara de uma criatividade corajosa, avessa a modas e a modelos.


Jerónimo Belo
Luanda, Maianga, Maio de 2004


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9 de julho de 2006

Prefácio do Sol e do Silêncio



Lá para o Sul... Prefácio do Sol e do Silêncio

Não se fazem prefácios para catálogos de pintura, muito embora os prefácios sejam mais próprios do meu hábito e costume. Nas entrelinhas das telas (tal como nos livros) encontram-se tantas leituras quantos os leitores e embora a pintura tenha uma só apresentação, o livro tem, sabe-se lá porquê, mais - a do Prefácio, a do Lançamento e, algumas vezes, a de um antiquíssimo Posfácio. Para corrigir este desajuste atrevo-me, pois, a fazer este prefácio, aonde prefácio não haveria de ser feito. Alguém virá que vos faça a apresentação destas telas e caberá a cada um de vós posfaciar, com a vossa opinião, esta exposição, à saída da vossa benquista visita. E assim, é dizer...

Mário Tendinha deixou a pintura há uma boa vintena de anos. Outras preocupações o tomavam: ganhar a vida, para poder um dia melhor viver a vida. E acreditava, quando fazia riscos e bonecos, nas chatas reuniões a que era obrigado, que o manejo do lápis seria um simples exercício de desenfastiado tédio. Não era. Era medo. Como artista, sabia que se perdesse a mão, emperraria o traço, cegaria a fantasia, a imaginação e atenção do olhar. Daí que tenha regressado ao óleo, ao acrílico, à aguarela e à tinta negra da china sem grandes embaraços, muito embora não lhe tivesse parecido suficiente voltar a pintar, mas refazer todo o seu percurso iniciando pelo desenho, até chegar à pintura.

Esta exposição é, também, por assim dizer, uma revisitação ao anterior percurso de pintor. E aqui o temos: na série “Perfis”, a delicada afinação dos dedos, o tom cuidado, embora medroso, de uma aguarela à procura de sentido. Mais adiante a infância - a menina inocente, o cão e a ausência sempre presente da mãe na mola da roupa. Olhemos os “Barcos do Mussulo” ou a saudade magoada de outras águas. Há um azul serrado, forte que nos fica a tempestuar a retina, um d’ouro e mar que nos sugere a dimensão inacabada do inatingível. O Avôzinho e Mingota é a escrita dos dias de hoje, suave porque as cores são de uma temperada suavidade, um espécie de passividade a que nos acostumamos, quando a rotina nos obriga a olhar e não ver. E de repente, intuímos, agressiva e violenta, forte e impressiva, a verdade - quase pornográfica - do erro, do abuso e da mentira. Porém onde o Mário Tendinha melhor se expressa, é na tonalidade amarelo-incandescente do deserto, cuja luz fazia morada de exílio na sua alma. Quase se diria que estes quadros são pintados sem nenhum elemento líquido. Que as figuras sempre difusas dos pastores e sempre presentes dos bois são a lembrança, perdurável e antiga, de sopros e areias, ainda mal lavados pela morrinha dos tempos. São tão só, luz, areia, crispação de vento cruciante e mar adivinhado. O Sol e o Silêncio como prefácio de um outro livro onde tudo é estranho, imperscrutável e segredoso – o deserto, o mar e o próprio homem. A infância, a solidão e o próprio sonho.Um convite a quem queira e seja capaz de ouvir esta quietude, tão já agora que leu - pequeno e pobre - este prefácio.

Darío de Melo


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8 de julho de 2006

Futebol. Alemanha 2006. Final



APURAMENTO dos 3º e 4º CLASSIFICADOS

Sábado 8/07/06 20H00, Estugarda
Alemanha 3-1 Portugal
Estádio: Gottlieb-Daimler-Stadion
Árbitro: Toru Kamiwava (Japão)
56’ 1-0 Schweinsteiger
61’ 2-0 Petit (ag)
78’ 3-0 Schweinsteiger
87’ 3-1 Nuno Gomes


de cabeça erguida! [ imagem AP/sic.sapo.pt ]




FINAL

Domingo 9/07/06 19H00, Berlim
Itália 1 – 1 (5-3*) França
Estádio: Estádio Olímpico de Berlim
Árbitro: Horacio Elizondo (Argentina)
6’ 0-1 Zinédine Zidane (gp)
19’ 1-1 Marco Materazzi


sem comentários, para quem viu o original! [ imagem AP/sic.sapo.pt ]



(ag) – auto-golo
(gp) - grande-penalidade

*
desempate por pontapés da marca de grande-penalidade

última revisão: 11.07.2006
[ os horários indicados são TMG ]

Futebol. Alemanha 2006. 1/2 Final



Terça-feira 4/07/06 20H00, Dortmund
Alemanha 0-2 Itália
Árbitro: Benito Archundia (México)
Estádio: Westfalenstadion (Signal Iduna Park)
Jogo com prolongamento
118’ 0-1 Fabio Grosso
120’ 0-2 Del Piero


[ imagem EPA/sic.sapo.pt ]




Quarta-feira 5/07/06 20H00, Munique
Portugal 0-1 França
Estádio: Allianz Arena
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
0-1 Zinédine Zidane (gp)


[ imagem EPA/sic.sapo.pt ]





(gp) - grande-penalidade

última revisão: 9.07.2006


[ os horários indicados são TMG ]

5 de julho de 2006

Réplica e Rebeldia


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Exposição de artistas lusófonos em Luanda


O Instituto Camões inaugurou no dia 3, no Centro Cultural Português de Luanda, a exposição «Réplica e Rebeldia», que reúne cerca de sete dezenas de obras de 35 artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique. “Esta exposição pretende ser um contributo para a visibilidade de um conjunto de artistas que, sendo excelentes, não têm a projecção que era justo que tivessem”, afirmou António Pinto Ribeiro, comissário desta mostra, em declarações à Lusa na capital angolana. Nesse sentido, a exposição, integralmente produzida pelo Instituto Camões, surge numa perspectiva de “cooperação artística internacional”. “De uma forma geral, os artistas africanos são muito pouco conhecidos”, admitiu António Pinto Ribeiro, que se encontra em Luanda a preparar a abertura desta exposição de artistas lusófonos. Para António Pinto Ribeiro, uma das razões para esse desconhecimento internacional reside na “falta de mercado, de galerias e de críticos de arte em África”, mas, no caso concreto dos criadores lusófonos, também é consequência de Portugal, antigo país colonizador, “não ter força suficiente para lhes assegurar uma presença internacional”. De alguma forma, a realização da exposição pretende ser uma forma de minimizar este problema, assegurando projecção e visibilidade internacional a um conjunto de artistas de língua portuguesa que, de outra forma, teriam grandes dificuldades para apresentar o seu trabalho.

A exposição estreou em Maputo, capital de Moçambique, onde esteve patente dois meses no Museu de Arte Moderna, viajando depois para Luanda, onde poderá ser visitada até meados de Agosto no Centro Cultural Português e no Museu de História Natural. Até finais de 2008, esta exposição vai ainda estar patente no Brasil e em Cabo Verde, mas também em Berlim, capital alemã, e em Washington, nos Estados Unidos.
Segundo António Pinto Ribeiro, não é por acaso que a digressão começa por África. “A intenção - disse - foi permitir que, ao contrário do que habitualmente acontece, os artistas possam ser os primeiros a ver a exposição”. O catálogo da mostra inclui um texto da autoria de uma pessoa de cada país com artistas representados, que apresenta uma visão sobre a história da arte local, cuja evolução pretende estar sintetizada no título da exposição: «Réplica e Rebeldia». “Inicialmente, a arte africana era uma espécie de ‘réplica’ do modelo europeu, transmitido pelo país colonizador, mas, a determinada altura, surgiu uma consciência de ‘rebeldia’ dos artistas locais, que tentaram encontrar um modo de trabalho mais de acordo com a sua realidade”, afirmou António Pinto Ribeiro, explicando o título da exposição. Nesta perspectiva, o núcleo inicial da exposição “é uma espécie da retaguarda mais importante dessa rebeldia”, apresentado de uma forma que “pretende marcar a diferença” entre a fase da ‘réplica’ e a evolução que resultou da ‘rebeldia’ dos artistas africanos face aos modelos impostos pelos europeus.

“O Primeiro de Janeiro”, 3.07.2006

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«Réplica e Rebeldia» mostra arte contemporânea

Esta exposição, cujo critério deselecção esteve a cargo de Pinto Ribeiro, reúne 70 obras de artistas que correspondem à retaguarda da história contemporânea de Angola, Moçambique,
Cabo-Verde e Brasil.

Produzida e encomendada pelo Instituto Camões, numa lógica de cooperação artística internacional, «Réplica e Rebeldia» integra imagens artísticas dos criadores angolanos Victor Teixeira (Viteix) 1, Fernando Alvim 2, António Ole 3, Tiago Borges 4 e Yonamine 5, que por meio de quadros, instalações, esculturas, vídeo, fotografia e desenho poderão mostrar, através da arte, alguns dos meandros da história de Angola.

“Tantã Cultural” nº 220, 29.Junho/5.Julho.2006

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para saber Mais:
na caixa de Busca do portal
artafrica seleccione o nome do artista.

1 de julho de 2006

Protecção das Línguas "Nacionais"




Legislação de protecção de línguas nacionais deve obedecer a diversidade cultural


O jurista angolano João Pinto manifestou-se a favor da criação de uma legislação sobre a protecção jurídica das línguas nacionais que tenha em conta a sua diversidade cultural no país.

Este pensamento de João Pinto foi manifesto durante uma palestra sobre "Protecção Jurídica das Línguas Nacionais", promovida pelo Ministério da Cultura, em alusão à realização do III Simpósio de Cultura Nacional, no mês de Setembro.

Segundo ele, proteger as línguas nacionais é defender a história de um povo, por isso deve traçar-se estratégias de equilíbrio, para que constem em tal legislação, para as valorizar sem alguma influência política.

"O problema das línguas nacionais tem a ver com consolidação de um Estado de direito, assente na identidade do seu povo, dado a isso, a legislação relativa a esta problemática deve promover o conhecimento e o estudo destes idiomas sem preconceitos" - referiu.

João Pinto disse que se afigura preocupante quando em certas repartições administrativas e relações entre indivíduos, os falantes da língua nacional são nalguns casos menosprezados, por não se expressarem em português.

Isto é um erro fatal, porque, de acordo com ele, por mais que queiramos nos tornar portugueses ou ingleses não será possível, dado que entranhamos uma cultura africana e em particular angolana.

"Devemos sim, na actualidade, compreender o outro que não se expressa em língua portuguesa ou se o faz, mal, dentro do princípio da solidariedade cultural, que se pode extrair da leitura do artigo 7º da Lei Constitucional" - mencionou.

O jurista apontou que este artigo sétimo da constituição, conjugado com o artigo 18º, igualmente da Lei Constitucional, apela à igualdade de todos os indivíduos sem distinção da cor, raça ou cultural, daí que devemos elaborar uma lei de protecção das línguas nacionais, para conformar a diversidade linguística e cultural do país.

No entanto, o linguista José Pedro discordou da definição dada por João Pinto de que a língua é um meio de exteriorizar o sentir e o estar do homem, porque, para ele, é sim um instrumento de comunicação.

José Pedro, porém, corrobora com o resto da tese defendida por João Pinto, quando dá ênfase à protecção das línguas nacionais, já que a maioria da população angolana utiliza, como instrumento de comunicação, a língua de origem Bantu (falada, em África, entre o Sul dos Camarões à África do Sul).

"É necessário realmente equilíbrio linguístico, pois não há línguas superiores, pois todas são iguais e ao ser escritas recorre-se ao alfabético fonético internacional" - asseverou.

Para a confusão quanto à definição do que é língua materna (é ou não aquela do país onde se nasce), esclareceu ser materna aquela que falamos pela primeira vez.

No caso de Angola pode ser o português ou as outras línguas.

Angop, 27.06.2006



1.
Já era tempo de se tratar este tema com a acuidade premente que a Cultura Angolana merece. Sei que estão a dar-se passos importantes nesse sentido. Era bom, no entanto, que o assunto fosse mais público do que tem sido até agora.

2.
Continuo a bater na questão, um tanto antiga e diversas vezes por mim aflorada, da terminologia “Línguas Nacionais”.
Na actualidade, contrariamente a teorias ultrapassados no tempo, considera-se Nação um agrupamento autónomo de indivíduos que ocupam um território definido, que se regem pelas mesmas leis, constituição e governo, independente da sua origem, raça, religião ou língua.
Portanto, Angola é uma Nação, política e sociologicamente falando. Não é, no entanto, uma “Nação Linguística”, se podemos tratar assim a questão. Não existe em Angola nenhuma “Língua Nacional”: há uma Língua Veicular - o Português – e várias Línguas Étnicas: Kikongo, Kimbundu, !Kung, Lunda-Tchokwe, Olunyanyeka, Tchielelo, Tchikwanyama, Tchiluba, Tchingangela, Umbundu, etc, etc.

3.
“No entanto, o linguista José Pedro discordou da definição dada por João Pinto de que a língua é um meio de exteriorizar o sentir e o estar do homem, porque, para ele, é sim um instrumento de comunicação.”
Quanto a mim a Língua não é apenas “um instrumento de comunicação”. Melhor dizendo: por ser isso mesmo – um instrumento de comunicação entre indivíduos – é também “um meio de exteriorizar o sentir e o estar do homem”, porque pela palavra e pela escrita, pela Língua, também se manifesta a cultura de um Povo, as suas características intrínsecas que o distinguem de outros – como a Literatura e a Tradição Oral, tão cara aos Povos de Angola.


admário costa lindo

30 de junho de 2006

Futebol. Alemanha 2006. 1/4 Final




Sexta-feira 30/06/06 16H00, Berlim
Alemanha 1 – 1 (4 – 2*) Argentina
Estádio Olímpico de Berlim
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)
49’ 0-1 Roberto Ayala
80’ 1-1 Miroslav Klose


Deus não pode atender a todos... [ imagem AP/sic.sapo.pt ]



Sexta-feira 30/06/06 20H00, Hamburgo
Itália 3 – 0 Ucrania
Estádio: AOL Arena
Árbitro: Frank De Bleeckere (Bélgica)
5’ 1-0 Gianluca Zambrotta
59’ 2-0 Luca Toni
69’ 3-0 Luca Toni


salto de peixe [ imagem AP/sic.sapo.pt ]



Sábado 1/07/06 16H00, Gelsenkirchen
Inglaterra 0 – 0 (1 – 3*) Portugal
Estádio: Veltins Arena
Árbitro: Horacio Elizondo (Argentina)


Festival de S. Ricardo [ imagemAP/sic.sapo.pt ]




Sábado 1/07/06 20H00, Frankfurt
Brasil 0 – 1 França
Estádio: Waldstadion (Commerzbank-Arena)
Árbitro: Luis Catalejo Medina (Espanha)
56’ 0-1 Thierry Henry


aqui ia dando empate [ imagem AP/sic.sapo.pt ]



*
Desempate por pontapés da marca de grande-penalidade

última revisão: 2.07.2006

[ os horários indicados são TMG ]

22 de junho de 2006

Futebol. Alemanha 2006. 1/8 Final






Sábado 24./06/06 16H00, Munique
Alemanha 2 – 0 Suécia
Árbitro: Carlos Simon (Brasil)
Estádio: Allianz Arena
4’ 1-0 Lukas Podolski
12’ 2-0 Lukas Podolski


imagine-se um ponta-de-lança com este poder de elevação!
[imagem EPA/sic.sapo.pt]


Sábado 24./06/06 20H00, Leipzig
Argentina 2 – 1 México
Árbitro: Massimo Busacca (Suíça)
Estádio: Zentralstadion
(jogo com prolongamento)
5’ 0-1 Rafael Márquez
10’ 1-1 Hernan Crespo
98’ 2-1 Rodriguez


o descanso do guerreiro [imagem AP/sic.sapo.pt]

Domingo 25/06/06 16H00, Estugarda
Inglaterra 1 – 0 Equador
Estádio: Gottlieb-Daimler-Stadion
Árbitro: Frank De Bleeckere (Bélgica)
59’ 1-0 David Beckham, 59'



Domingo 25/06/06 20H00, Nuremberga
Portugal 1 – 0 Holanda
Estádio: Frankenstadion
Árbitro:Valentin Ivanov (Rússia
23’ 1-0 Maniche


1-0 Maniche [imagem AP/sic.sapo.pt]



Segunda-feira 26/06/06 16H00, Kaiserslautern
Itália 1 – 0 Austrália
Estádio: Fritz-Walter-Stadion
Árbitro: Luis Catalejo Medina (Espanha)
90’ 1-0 Francesco Totti


Beicinho não adianta... [ imagem AP/sic.sapo.pt ]


Segunda-feira 26/06/06 20H00, Colónia
Suiça 0 – 0 (0-3*) Ucrania
Estádio: Müngersdorfer Stadion
Árbitro: Benito Archundia (México)
* desempate por pontapés da marca de grande penalidade



Terça-feira 27/06/06 16H00, Dortmund
Brasil 3 – 0 Gana
Estádio: Westfalenstadion (Signal Iduna Park)
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)
5’ 1-0 Ronaldo
45’ 2-0 Adriano
84´ 3-0 Zé Roberto


1-0 Ronaldo [ imagem AP/sic.sapo.pt ]


Terça-feira 27/06/06 20H00, Hanover
Espanha 1 – 3 França

Estádio: Niedersachsenstadion
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)
28’ 1-0 David Villa (gp)
41’ 1-1 Franck Ribéry
83’ 1-2 Patrick Vieira
90’ 1-3 Zinédine Zidane


o funeral anunciado… ao contrário! [ imagem AP/sic.sapo.pt ]



última revisão: 29.06.2006

[ os horários indicados são TMG ]

Anda por aí o Big Brother

A raça no Bilhete de Identidade Angolense

Tal como as famosas “trocas de moeda” ou a destruição de bairros, um dia os
populares acordaram e viram que nos seus Bilhetes de Identidade constava a raça
a que pertencem. Assim, friamente, sem qualquer explicação e sem que se
entendesse quais os critérios para ser considerado branco, negro ou misto.

Porque carga de água os cidadãos têm de ter a raça a que pertencem expressa no
Bilhete de Identidade?

Essa questão foi colocada por Luzia Inácio, 43 anos de idade, de tez clara, mas
que sempre se considerou negra. “Negra Pura”, como fez questão de frisar. Com as
mudanças na estrutura do Bilhete de Identidade foi forçosamente considerada
como sendo de raça “mista”.

“Isso é um abuso, como é que eles me obrigam a ser mista, não tenho ascendência
que justifique isto”.

Ainda assim, querendo ou não, Luzia teve que aceitar a imposição do posto de
identificação em que tratou do bilhete. “Foi uma vergonha, ainda discuti, mas o
senhor disse que a minha raça é mista”, contou.

Segundo o jornal Angolense, essa história realça bem a amplitude dessa questão,
já quem nem todos concordam que se peça esse dado no B.I. Mas, mais do
que isso, muitos não entendem as reais motivações de tal exigência.

Entretanto, o cidadão pode processar a identificação, tendo em conta o artigo do
Código Civil, publicado há já mais de 40 anos, que instituiu instrumentos jurídicos
que visam garantir a protecção da esfera privada e íntima das pessoas e instaura
ainda uma série de privilégios ao nível do direito geral e especifico de
personalidade.

Para o Advogado Sérgio Raimundo, o interesse público poderá mesmo pôr em causa
um determinado direito de personalidade. Na maior parte dos casos, disse, o
interesse público justifica que se sacrifique o direito privado. Neste contexto,
toma como exemplo a acção da imprensa privada em Angola, que muitas vezes faz
uso indevido da imagem de certas personalidades, situação que acaba legítima
pelo facto de, em grande medida, estar em causa o interesse público.

Acrescentou que o uso, catalogação e eventual divulgação de dados de
personalidade podem ser punidos ao abrigo do artigo em referência e nos termos
do artigo 80º, que consagra o direito à reserva da intimidade da vida privada.

Fonte: Angolense
AngoNotícias 19.06.2006



INACREDITÁVEL:
Só quem já viu, como eu, pode ter a certeza que não se trata de uma brincadeira.
Em pleno século XXI, em Angola – quem diria! -, o Arquivo de Identificação, O ESTADO portanto, DISCRIMINA os cidadãos pela COR DA PELE.

ATENÇÃO:
quem já leu ou pretenda ler a obra 1984, de George Orwell, tenha muito em atenção que certas ficções têm tudo a ver com a realidade. Mesmo nos dias de hoje. Cada vez mais.

admário costa lindo

21 de junho de 2006

Finalmente as estradas




Estrada Lucala/Negage em reabilitação

Os 170 quilómetros de estrada que ligam Lucala (Kwanza Norte) ao Negaje (Uíje) começam a ser reabilitados nos próximos dias, numa empreitada prevista para 24 meses e que custará ao Estado angolano 80 milhões, sete mil e 335 dólares americanos.

O acto de consignação das obras foi assinado hoje, em Negage entre o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) e a Empresa de Trabalhos de Estradas de Angola - TEA S.A., que vai executar o trabalho.

Durante o acto, o director do INEA, Joaquim Sebastião, inseriu a acção no conjunto de medidas que visam melhorar a "malha" rodoviária nacional, tendo lembrado a importância da via para o desenvolvimento económico e social das populações das áreas circundantes.

Com este projecto, pretende-se melhorar significativamente as condições de circulação neste eixo rodoviário, facilitando a ligação inter-provincial, cujos trabalhos começam no município de Lukala, assinalou o responsável.

Acrescentou que o INEA entendeu ser oportuno não só reabilitar a via mas também dotá-la de características que permitam melhorar as condições de segurança ao tráfego.

Segundo ele, com esta intervenção, a estrada compreenderá uma plataforma de oito metros de largura, com uma faixa de rodagem de duas vias que terão três metros e meio cada, devendo as bermas medir meio metro.

"Pretende-se que o pavimento a reabilitar tenha capacidade de suporte adequada ao tráfego que se prevê para esta estrada e uma superfície regular que garanta segurança e conforto aos utentes", reiterou Joaquim Sebastião.

Durante a cerimónia, os governadores provinciais do Uíje, Kwanza Norte e do Bengo, bem como o ministro Higino Carneiro, sublinharam a influência positiva que a reabilitação da estrada trará às populações locais e ao o desenvolvimento do país.

O ministro Higino Carneiro Segunda-feira trabalhou na província do Uíje, de seguida rumou para o Huambo, onde prosseguirá com trabalhos inerentes ao seu sector.

O troço Lukala/Negaje faz parte da estrada nacional número 120, que inicia em Noqui, província do Zaire, atravessando Uíje e Kwanza Norte, em direcção ao Cunene. Passa por Huambo, Cuvango, Cuvelai e Onjiva, terminando na fronteira sul, em Santa Clara, com uma extensão de cerca de mil e quinhentos quilómetros.

Com estes 170 quilómetros que entram em obras totalizam-se, no país, cerca de 1.700 quilómetros de estradas nacionais consignados para reabilitação.

O acto foi presenciado pelo ministro das obras públicas, Higino Carneiro, pelo assessor económico do presidente da república, Ârcher Mangueira, e pelos governadores do Uíje, Bento Cangulo, do Kwanza Norte, Henrique André Júnior e do Bengo, Inocêncio Dombolo.

Angop 20.06.2006




Não será a primeira, porventura, mas vem a talhe de foice.

A guerra destruiu a rede rodoviária angolana.

Sempre pensámos que, terminado o conflito, uma das primeiras preocupações do Governo seria a reestruturação dessas vias.

Por um lado porque estava em causa a ligação interurbana do país. Por outro porque, sem essa premissa, seria impensável pedir às populações, refugiadas na superlotada Luanda, que regressassem às suas províncias de origem, assim se iniciando a ingente tarefa de reconstrução nacional.

Puro engano. Foi-se arranjando aqui, remendando ali, nada de obras de vulto pelo que se sabe. E não venham com o estafado argumento de falta de verbas. Pois se o petróleo até dá para o pagamento de indevidas e imorais comissões!

Esta e outras obras idênticas significam que, finalmente, se está a arrepiar caminho: arranjando os caminhos.

admário costa lindo

17 de junho de 2006

"Construtores de Democracia"

"Construtores de Democracia" é o título de uma obra literária lançada hoje pelo bispo da província do Uije, Dom Francisco de Mata Mourisca, no âmbito do processo de preparação da população para as próximas eleições no país.

O livro apresentado pelo presidente da Comissão Diocesana para as Comunicações Sociais, Matumona Muana Mosi, contém 120 páginas e é uma colectânea dos temas apresentados durante o II Congresso Pro Pace, realizado de 2 a 6 de Março de 2005 no auditório da Universidade Católica de Angola em Luanda.

Temas como Democracia e Desenvolvimento, Direitos Humanos e Democracia, Eleições e Democracia, Alternância do Poder, Oposição e Democracia, Liberdade de Imprensa, Unidade na Pluralidade, Valores Morais e Vida Política, constam da obra.

Matumona Muana Mosi destacou a importância do livro, numa altura em que o país está preparando as próximas eleições.

O bispo do Uije, Dom Francisco de Mata Mourisca, apontou como objectivos do lançamento do livro o propósito de ajudar a população a entender a importância da sua participação nas próximas eleições.

O religioso defende ainda a necessidade de esclarecer a população de que o seu voto é imprescindível para o processo do desenvolvimento do país.

Angop 14.06.2006

16 de junho de 2006

Multipartidarismo em Angola

Convite para lançamento em Portugal do livro:
"O Processo de transição para o multipartidarismo em Angola"
Nuno Vidal & Justino Pinto de Andrade (eds. & orgs.)
Dia 22 de Junho (Quinta-feira), 18h. Fundação Cidade de Lisboa, Campo
Grande, n.380 (ao lado da Universidade Lusófona).
A sessão de lançamento do livro tem a cobertura e apoio da RDP-África e
conta com apresentações musicais ao vivo de vários grupos de música
Africana.
Entrada Livre.

New Book on multiparty politics in Angola; presentation in Lisbon,
June 22, 18h, Fundação Cidade de Lisboa, Campo Grande n. 380;
musical live performances by several African groups;
Free entrance

Título: O Processo de Transição para o Multipartidarismo em Angola
Nuno Vidal & Justino Pinto de Andrade (eds. & orgs.)
Prefácio de Patrick Chabal
Participações: António Burity da Silva, José Manuel Imbamba,
José Manuel Pureza, Augusto Rogério Leitão, Patrick Chabal,
Douglas Wheeler, Almerindo Jaka Jamba, Ruy Duarte de Carvalho,
João Batista Lukombo Nzatuzola, Alberto Oliveira Pinto,
Vicente Pinto de Andrade, Christine Messiant, Michel Cahen,
Filomeno Vieira Lopes, Jean-Michel Mabeko-Tali, Benjamim Castello,
Fernando Pacheco, João Paulo N´Ganga, Jorge Eurico, Mónica Rafael,
Aline Afonso Pereira, Cristina Salvador, Cristina Rodrigues,
Gerald Bender, Paulo Jorge, Arvind Ganesan, Manuel Paulo, Carlos Feijó,
Bornito de Sousa, Abel Chivukuvuku, Luís do Nascimento,
Lindo Bernardo Tito

Cobertura Institucional da Faculdade de Economia da Universidade de
Coimbra, do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra e da Universidade Católica de Angola
1ª. Edição Luanda e Lisboa, Maio de 2006
Apoios: Programa Lusitânia; Fundação para a Ciência e a Tecnologia
(Ministério da Ciência e do Ensino Superior); Gabinete de Relações
Internacionais da Ciência e do Ensino Superior (Ministério da Ciência e
do Ensino Superior); Instituto Camões (Ministério dos Negócios
Estrangeiros); Netherlands Institute for Southern Africa – NIZA;
RDP-África e Casa de Angola em Portugal.

No dia da apresentação o livro estará à venda na entrada do auditório
da Fundação Cidade de Lisboa a partir das 17.00h.
Orders outside of Angola / Encomenda de livros fora de Angola:
livrosencomendas@yahoo.com

Book contents / Estrutura do Livro
367 páginas; 367 pages

INDEX / ÍNDICE

Notas de Abertura……
António Burity da Silva (Ministro da Educação da República de Angola)
José Manuel Imbamba (Secretário Geral da Universidade Católica de
Angola – UCAN)
José Manuel Pureza (Coordenador do Núcleo de Estudos para a Paz do
Centro de Estudos Sociais - Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

– CES/FEUC)
Rogério Leitão (Coordenador da Licenciatura em Relações Internacionais
da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

Prefácio…………
Transições políticas em Angola: et pluribus unum
Patrick Chabal (King's College London)

Introdução ………
Nuno Vidal (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra - FEUC)
& Justino Pinto de Andrade (Universidade Católica de Angola - UCAN)

Capítulo I
Processo de transição para o multipartidarismo em Angola

Multipartidarismo em Angola………
Nuno Vidal (FEUC)

Angola e o multipartidarismo………
Justino Pinto de Andrade (UCAN)

Capítulo II
História, Cultura e Sociedade em Angola

Apresentação/Comentário………….
Justino Pinto de Andrade (UCAN)

As raízes do nacionalismo Angolano: publicações de protesto dos
assimilados, 1870-1940…
Douglas Wheeler (University of New Hampshire)

Considerações à volta da noção de identidade cultural angolana ….
Almerindo Jaka Jamba (União Nacional para a Independência Total de
Angola – UNITA)

Figuras, figurões & figurantes na cena democrática Angolana - papéis,
marcações e desempenhos.............
Ruy Duarte de Carvalho (Universidade Agostinho Neto, Angola)

Identidade, linguagem e memória em África: Angola entre o pluralismo e
o unitarismo sócio-cultural.
João Batista Lukombo Nzatuzola (Universidade Agostinho Neto,
Angola)…………

O discurso da "raça" em Angola: um obstáculo à construção da
democracia?............
Alberto Oliveira Pinto (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Capítulo III
O processo de transição política em Angola

Apresentação/Comentário…………….
Vicente Pinto de Andrade (UCAN)

Transição para o multipartidarismo sem transição para a democracia……
Christine Messiant (École des Hautes Études en Sciences Sociales –
Paris)

A problemática do pluralismo em Moçambique, numa perspectiva histórica
comparada.
Michel Cahen (Centre d'Étude d'Afrique Noire – Bordeaux)

Gestão do poder e desenvolvimento em Angola ………….
Filomeno Vieira Lopes (Frente para a Democracia – FpD, Angola)

Exclusão e estratégias de sobrevivência no Estado-nação: o caso das
transições políticas Congolesa e Angolana…………
Jean-Michel Tali (Howard University)

Capítulo IV
Sociedade Civil em Angola

Apresentação/Comentário………
Benjamin Castello (Jubileu 2000 Angola)


Sociedade civil e a construção da democracia em Angola
Fernando Pacheco (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente,
ADRA-Angola)

Meios de comunicação social e a democracia em Angola……
João Paulo N'Ganga (Jornal Folha 8, Angola)

A sociedade civil e a democracia participativa em Angola………
Jorge Eurico (Associação Justiça Paz e Democracia – AJPD, Angola)

As dinâmicas da sociedade civil e o processo de transição
multipartidária em Angola..
Mónica Rafael (Núcleo de Estudos para a Paz/Centro de Estudos Sociais
da FEUC)

10 de junho de 2006

Continua a impunidade



Crise em Darfur

Cidades queimadas. Mulheres violadas, homens e crianças torturados e assassinados. Dois milhões de pessoas despejadas das suas casas, das quais a maioria encontra-se em campos de refugiados no Chade. Três anos depois do início do conflito, os civis continuam a ser vítimas.

A 5 Maio de 2006 um acordo de paz foi assinado entre o governo sudanês e um dos grupos políticos armados em Darfur. A 16 de Maio de 2006 o Conselho de Segurança das Nações Unidas acordou o envio de forças de manutenção de segurança para Darfur para ajudar as tropas da União Africana na implementação do acordo de paz.

Até ao momento, a União Africana não conseguiu garantir de forma efectiva a protecção dos civis dos ataques dos grupos armados (particularmente o Governo apoiado pela milícia de Janjawid), os quais continuam na impunidade.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve urgentemente organizar uma missão autorizada ao uso de força para proteger os civis em Darfur.

Newsletter de 9.06.2006 da Amnistia Internacional Portugal

9 de junho de 2006

Procurando

Encontrar familiares e amigos é encontrar-mo-nos a nós próprios.

Hoje iniciámos uma página que faltava no Angola Haria.

Tem o título Procurando e esperamos que seja o ponto de encontro de quem não se vê há muito (ou pouco, também pode ser...) tempo.

Como Proceder ?

Basta enviar uma mensagem para

admariolindo@sapo.pt

com o maior número possível de dados da(s) pessoa(s) que se procura(m).

As Respostas podem ser

1 - (preferencialmente) colocadas como comentário à mensagem original

ou

2 - utilizando o correio electrónico, para o email indicado.

30 de maio de 2006

Notícias da cólera




A epidemia de cólera declarada em Angola, que provocou mais de 1.500 mortos desde meados de Fevereiro, continua a alastrar pelo país, apesar da sensível redução que se tem verificado no número de casos diários.
A doença, que já afecta 13 das 18 províncias de Angola, pode agora ter alastrado ao Namibe, província no litoral sul do país, onde se registaram 360 casos suspeitos, de que resultaram 26 mortos.

Os dados foram hoje divulgados por João Campos, director clínico do Hospital Municipal do Tômbua, segunda maior cidade da província, especificando que o primeiro caso foi registado a 24 de Abril.

João Campos admitiu, no entanto, que só pode ser confirmada a presença de cólera depois de serem conhecidos os resultados das análises que estão a ser feitas em Luanda.

No relatório diário da epidemia hoje divulgado em Luanda, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não faz qualquer referência à existência de casos suspeitos de cólera na província do Namibe.

O balanço mais recente da epidemia de cólera refere que já foram registados 40.557 casos, que fizeram 1.514 vítimas mortais.

Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias registaram 282 novos casos de cólera, dos quais 173 em Luanda, o que reflecte a tendência de quebra que se tem vindo a verificar nos últimos dias.

A maioria das províncias afectadas pela cólera registou nas últimas 24 horas menos de 10 novos casos, mantendo-se acima da centena de casos diários apenas a província de Luanda.

Diário Digital / Lusa 29.05.2006

26 de maio de 2006

Futebol. Alemanha 2006.Grupo F







Segunda-feira 12/06/2006 14h, Kaiserslautern
Austrália 3 – 1 Japão
Estádio: Fritz-Walter-Stadion
25' 0-1 Nakamura
84' 1-1 Cahill
88' 2-1 Cahill
90’ 3-1 Aloisi


Terça-feira 13/06/2006 20h, Berlim
Brasil 1 – 0 Croácia
Estádio Olímpico de Berlim
Árbitro: Benito Archundia (México).
43’ 1-0 Kaká


1-0 Kaká [ imagem EPA/sic.sapo.pt ]

Domingo 18/06/2006 14h, Nuremberg
Japão 0 – 0 Croácia
Estádio: Frankenstadion
Árbrito: Frank De Bleeckere (Bélgica)


Domingo 18/06/2006 17h, Munique
Brasil 2 – 0 Austrália
Estádio: Allianz Arena
Árbitro: Markus Merk (Alemanha)
49’ 1-0 Adriano
89’ 2-0 Fred


1-0 Adriano [ imagem esportes.terra.com ]

Quinta-feira 22/06/2006 20h, Stuttgart
Croácia 2 – 2 Austrália
Estádio: Gottlieb-Daimler-Stadion
Árbitro: Graham Poll (Inglaterra)
2’ 1-0 Darijo Srna
38’ 1-1 Craig Moore (gp)
56’ 2-1 Niko Kovac
79’ 2-2 Harry Kewell


Quinta-feira 22/06/2006 20h, Dortmund
Japão 1 – 4 Brasil
Estádio: Westfalenstadion (Signal Iduna Park)
Árbitro: Eric Poulat (França)
33’ 1-0 Keiji Tamada
45’ 1-1 Ronaldo
53’ 1-2 Juninho
59’ 1-3 Gilberto
81’ 1-4 Ronaldo

1-4 Ronaldo [imagem Reuters/Terra Networks ]

J - Jogos - P - Pontos - V - Vitórias - E - Empates - D - Derrotas - G - Golos (marcados/sofridos) - gp - Grande penalidade


Passaram aos 1/8 de Final: Brasil e Austrália


última revisão: 22.06.2006

[ o horário indicado é TMG ]

Futebol. Alemanha 2006.Grupo D




Domingo 11/06/2006 17h, Nuremberg
México 3 – 1 Irão
Estádio: Frankenstadion
27' 1-0 Omar Bravo
35' 1-1 Golmohammabi
75' 2-1 Omar Bravo
78' 3-1 Zinha


Domingo 11/06/2006 20h, Colónia
Angola 0 – 1 Portugal
Estádio: Müngersdorfer Stadion
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai).
19:54 TMG - pela 1ª vez na História é escutado o Hino de Angola num jogo da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol. Calundús andarão por aí, ou há nisto o dedo de Zambi: quem diria que seria Portugal a apadrinhar este momento!
4´ 1-0 Pedro Pauleta

[ imagem Lusa/João Abreu Miranda ]

Sexta-feira 16/06/2006 20h, Hannover
México
0 – 0 Angola
Estádio: Niedersachsenstadion
Árbitro: Shamsul Maidin (Singapura)


Mantorras vigiado [ imagem AngoNotícias ]

Sábado 17/06/2006 14h, Frankfurt
Portugal 2 – 0 Irão
Estádio: Waldstadion (Commerzbank-Arena)
Árbitro Eric Poulat (França)
63’ 1-0 Deco
79’ 2-0 Cristiano Ronaldo (gp)


2-0 Cristiano Ronaldo [ imagem EPA/sic.sapo.pt ]

Quarta-feira 21/06/2006 15h, Leipzig
Irão 1 – 1 Angola
Estádio: Zentralstadion
Árbitro: Mark Shield (Austrália)
60’ 0-1 Flávio
75’ 1-1 Bakhtiarizadeh


0-1 Flávio [imagem Angola Acontece]

Quarta-feira 21/06/2006 15h, Gelsenkirchen
Portugal 2 – 1 México
Estádio: Veltins Arena
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)
6’ 1-0 Maniche
24’ 2-0 Simão (gp)
29’ 2-1 Francisco Fonseca


2-0 Simão [imagem EPA/sic.sapo.pt]

J - Jogos - P - Pontos - V - Vitórias - E - Empates - D - Derrotas - G - Golos (marcados / sofridos) - gp - Grande penalidade


Passaram aos 1/8 de Final: Portugal e México


última revisão: 22.06.2006

[ o horário indicado é TMG ]

23 de maio de 2006

Futebol Alemanha 2006. Portugal






[ clicar para aumentar ]


CA – cartão amarelo - CV – cartão vermelho - DA – duplo cartão amarelo - GM – golos marcados - GS – golos sofridos - JP – número de jogos em que participou - TJ – total do tempo jogado

SISTEMA DE JOGO HABITUAL: 4 x 2 x 3 x 1

RANKING DA FIFA:

PARTICIPAÇÕES ANTERIORES: 1966 (3º Lugar), 1986, 2002.


a) Substitui BRUNO VALE, inicialmente convocado. Bruno Vale, guarda-redes titular da Selecção Sub21, lesionou-se no jogo Portugal - Sérvia e Montenegro, a contar para o Europeu de Sub-21.


última revisão: 8.07.2006

[ imagem equipamentos Portugal: http://esportes.terra.com.br]

Futebol Alemanha 2006. Brasil


[ clicar para aumentar ]



CA – cartão amarelo
CV – cartão vermelho
DA – duplo cartão amarelo
GM – golos marcados
GS – golos sofridos
JP – número de jogos em que participou
TJ – total do tempo jogado

SISTEMA DE JOGO HABITUAL: 4 x 4 x 2

RANKING DA FIFA:

PARTICIPAÇÕES ANTERIORES: 1930, 1934, 1938 (3º Lugar), 1950 (Finalista), 1954, 1958 (Campeão), 1962 (Campeão), 1966, 1970 (Campeão), 1974, 1978 (3º Lugar), 1982, 1986, 1990, 1994 (Campeão), 1998 (Finalista), 2002 (Campeão).

última revisão: 2.07.2006


[ imagem equipamentos Brasi: http://esportes.terra.com.br]

Futebol Alemanha 2006. Angola

[ clicar para aumentar ]



CA – cartão amarelo - CV – cartão vermelho - DA – duplo cartão amarelo - GM – golos marcados - GS – golos sofridos - JP – número de jogos em que participou - TJ – total do tempo jogado


SISTEMA DE JOGO HABITUAL: 4 x 4 x 2

RANKING DA FIFA: 58º

PARTICIPAÇÕES ANTERIORES: 1ª participação

última revisão: 21.06.2006


[ imagem equipamentos Angola: http://esportes.terra.com.br]

20 de maio de 2006

Timor-Lorosai 4 anos

[Foto@EPA/Antonio Dasiparu]

20 de Maio de 2002
20 de Maio de 2006
Timor-Lorosai, 4 anos de Independência

17 de maio de 2006

Diáspora


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Se o país onde vives não estiver representado, basta enviares um comentário.

13 de maio de 2006

Uma questão de cor



Há estórias que são anedóticas.

Porém, algumas são tão reais que se podem encontrar ao virar de uma qualquer esquina da vida

Como esta que publicamos hoje.

" O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. "
Martin Luther King

Nós nunca guardamos silêncio, nestes casos.


A seguinte cena aconteceu em um voo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

"Qual o problema, senhora?", perguntou a comissária.

"Não está vendo? - respondeu a senhora - "vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira".

"Por favor, acalme-se - disse a aeromoça - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

"Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe económica. Temos apenas um lugar na primeira classe".

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

"Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica se sentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável".

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

"Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."

E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

autor desconhecido
mensagem recebida por correio electrónico

11 de maio de 2006

As Valas e a Cólera

Situação epidemiológica da cólera preocupa Governo de Malanje

O governo da província de Malanje concluiu ser preocupante a situação epidemiológica da cólera, sobretudo das zonas rurais.
A apreciação saiu do comunicado final da primeira reunião ordinária do governo da província de Malanje do ano 2006, que visou a análise da actual situação sócio-económica da região.
De acordo com o porta-voz do encontro, Francisco Fidelíssimo Pedro, os participantes concluíram que o governo deverá prosseguir com os esforços para estancar, a breve trecho, o surto de cólera na província...
Jornal de Angola, 28.04.2006

Diagnosticado primeiro caso de cólera no Kuito

As autoridades sanitárias da província do Bié diagnosticaram quinta-feira, no hospital provincial do Kuito, o primeiro caso de cólera na região, sem causar morte, de acordo com o chefe de departamento provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias, José Augusto.
Segundo a fonte, o caso foi diagnosticado em uma criança de dez anos de idade, residente no bairro Maiaia, arredores da cidade do Kuito. Ela encontra-se fora de perigo, mas recebe assistência do corpo clínico local...
Jornal de Angola, 29.04.2006

Cólera …

O país foi assolado por mais uma epidemia, que teve como ponto de partida a cidade capital, que é Luanda. A imprensa não se cansa de acompanhar a situação, como manda a própria «filosofia» da informação. Do «problemático» bairro Boavista até a algumas províncias, a doença vai-se alastrando tímida e gradualmente, numa altura em que vão surgindo vozes a prometer calma e medidas de prevenção aos cidadãos...
Jornal de Angola, 2.05.2006

Registados seis mil casos de cólera em Benguela

Mais de seis mil casos de cólera, com cerca de 450 mortes, foram registados na província de Benguela, desde o surgimento da doença, de acordo com autoridades sanitárias locais.
A falta de colaboração da população, na observância de medidas preventivas, é uma das causas do alastramento da doença para outras localidades e do aumento do número de pessoas infectadas.
No município do Cubal, por exemplo, o difícil acesso de doentes com cólera, residentes nas comunas de Capupa, Yambala e Tumbulo, ao hospital municipal, está a obrigá-los a fazerem o uso de medicamentos tradicionais, provocando o alastramento da doença.
Nas referidas localidades, que também se debatem com a falta de transporte para a evacuação dos doentes, registaram-se, nos últimos dias, seis óbitos causados pela cólera.
Desde o surgimento do primeiro caso de cólera no Cubal, a 24 de Março, foram notificados 167 casos, com 20 mortes.
Jornal de Angola, 5.05.2006


Um dos focos de propagação desta epidemia será, certamente, a nova invenção de Luanda no que toca à higiene pública: as valas de recolha de lixo.

Leia e veja a reportagem fotográfica “As Valas de Luanda”, no EcoHaria
.

4 de maio de 2006

Lista Vermelha IUCN 2006

Foi hoje, 4.05.2006, publicada a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas IUCN 2006.

Neste momento as categorias IUCN 2004, vigentes até hoje, estão assinaladas, no EcoHaria, a cor azul.

Conforme forem sendo actualizadas mudarão de cor. Aproveitaremos, então, a oportunidade para dar a cada uma dessas categorias uma cor específica, para melhor identificação.

As novidades não são nada animadoras para a Conservação e Protecção das espécies.

O Editor.

... ... ...

Comunicado de Prensa

Embargo hasta 00:01 GMT del 2 de mayo de 2006

Publicación de Lista Roja de Especies Amenazadas 2006 de la UICN revela que continúa el deterioro del estado de plantas y animales
El número de especies amenazadas conocidas llega a 16,119. Las filas de aquéllas que enfrentan la extinción se ven incrementadas por especies familiares como el oso polar, el hipopótamo y las gacelas del desierto, además de los tiburones oceánicos, peces de agua dulce y flores del Mediterráneo. Las acciones positivas han ayudado al pigargo europeo y ofrecen un destello de esperanza para los buitres de la India.
Gland, Suiza, 2 de Mayo 2006 (UICN) – El número total de especies oficialmente declaradas Extintas es de 784 y a otras 65 solamente se les puede encontrar en cautiverio o en cultivo. De las 40,177 especies evaluadas aplicando los criterios de la Lista Roja de la UICN , 16,119 figuran en la lista de especies amenazadas con la extinción. Esto incluye a uno de cada tres anfibios y a una cuarta parte de los árboles de coníferas del mundo, además de una de cada ocho aves y uno de cada cuatro mamíferos que se conocen están en peligro.

La Lista Roja de especies amenazadas 2006 de la UICN revela nítidamente el continuo deterioro de la biodiversidad del planeta y el impacto que tiene la humanidad en la vida sobre la tierra. Ampliamente reconocida como la evaluación con más autoridad sobre el estado global de plantas y animales, ésta mide con exactitud si se está avanzando o no hacia la meta mundialmente acordada de reducir de modo significativo el ritmo de la pérdida de biodiversidad para el 2010.

“ La Lista Roja 2006 de la UICN muestra una clara tendencia: la pérdida de biodiversidad está aumentando, no disminuyendo”, declaró Achim Steiner, Director General de la Unión Mundial para la Naturaleza (UICN). “Las repercusiones de esta tendencia en la productividad y capacidad de recuperación de los ecosistemas y la vida y medios de sustento de miles de millones de personas que dependen de ellos son de gran alcance. Es posible revertir esta tendencia, como lo comprueban numerosos casos de conservación exitosa. Para alcanzar el éxito a escala mundial, necesitamos nuevas alianzas en todos los sectores de la sociedad. Salvar la diversidad biológica no puede ser tarea exclusiva de los ambientalistas; debe convertirse en responsabilidad de todos aquellos que tengan el poder y los recursos para actuar”, añadió.

… … …

excerto do Comunicado de Imprensa da IUCN
Leia o comunicado completo em Castelhano Francês ou Inglês

21 de março de 2006

Nasceu o EcoHaria



21 de Março
- Inicio da Primavera
- Dia Mundial da Floresta
- Dia Mundial da Poesia
- Dia Internacional da Eliminação da Discriminação Racial
22 de Março
- Dia Mundial da Água

Será que tudo isto anda ligado ?

Andando e lendo, verificaremos que sim!

E um poeta responde:

“Como a árvore, também a poesia tem raízes na terra e nas profundidades do ser e da língua comum e também ela é exaltação e desejo, passagem do visível ao invisível, da vida ao conhecimento, ou, como na árvore invertida do esoterismo hebraico, que cresce de cima para baixo”
( como a verdade do imbondeiro, do Deus Kauha- digo eu),
“alimentando a vida com a força solar do pensamento e da linguagem. E também ela é ritmo elementar, sístole e diástole, morte e renascimento. Porque, se a natureza é a arte de Deus, a arte (e que há de mais artesanal do que a “poiesis”, o “fazer” da poesia?) é a natureza do homem.” [1]

A natureza do Homem fê-la Deus una e indistinta.

Mas os homens trataram de o desvirtuar:

a natureza da Natureza e a natureza do Homem.

Foi apenas uma coincidência, o facto de ter nascido hoje EcoHaria, a página ecológica do Angola Haria.

Ou será que tudo isto anda ligado ?


admário costa lindo

__________

[1]
Manuel António Pina, Por Outras Palavras, Jornal de Notícias, 21.03.2006

6 de março de 2006

Angola no Coração




Angola no coração de Ferreira Pinto

João de Melo

Dizem que o mundo começa nos Açores e no livro de Génesis. Dizem que termina em África, terra do fogo, continente de lendas, cazumbis e pássaros de bico vermelho com patas da cor do coral – sendo então o território perfeito do Apocalipse.

Na pintura de Ferreira Pinto, porém, não é assim. Há a vida, o tempo e a alegria. Há a dor, a coragem e a melancolia. Há a consciência do ser, a ansiedade do destino, a determinação dos passos que percorrem o caminho. A Angola de Ferreira Pinto, sendo ela mesma, é também uma projecção simbólica de todo o continente. Como se Angola fosse Angola mais a memória, mais a geografia onírica de outros povos e países que moram na terra da imaginação e do conhecimento. Nessa Angola concreta e mítica do pintor, o mundo atravessa uma ideia contínua, um movimento do rosto e do olhar, uma densidade de cores e formas expressivas que se constituem tanto na sua geografia humana como numa abóboda simbólica do universo. Vejo-a num esforço do esquecimento, em suspensão, a meio do gesto de caminhar, sem atender à alma que lhe dói e ao corpo que nela sangra. Vejo-a como um desejo, um impulso do coração, uma ciência do sentimento, um acto de fé contra o desespero, a morte, a própria nostalgia dos mortos e dos vivos.

A África de Ferreira Pinto (esta que eu aqui e agora contemplo, em presença e em sentimento, nos seus quadros) é um pronunciamento do olhar. Existe, nesse olhar, uma declaração antiga e renovada, uma orgulhosa ousadia, em levantamento dos motivos da tragédia, da dor, da alegria, da determinação e da esperança. Por isso o firmamento é turvo (entre o ocre, o fogo e a nuvem) como um tumulto contínuo; por isso a terra arde, vermelha e incandescente; por isso as roupas são garridas sobre os corpos densos – e por isso, também, os gestos são mais nítidos do que a sombra expressiva dos rostos.
Eis-nos perante uma busca de raiz, um regresso às profundezas da terra, uma espécie de nostalgia diferente da saudade e da memória – a qual tem como expressão a idade eterna do Homem, com seus mitos trágicos, sua história sentimental, os trabalhos, os dias. O telurismo absoluto da paixão e da vida.

Entre a circunstância açoriana e a vertente africana da pintura de Ferreira Pinto decorre afinal não apenas uma teoria do espaço, um modo de ver representado e um exercício precário da abstracção, mas sobretudo a expressão sentimental do tempo e da memória. Nos Açores, vê Ferreira Pinto a exuberância da paisagem e da vida, o concretismo e o desenho forte dos rostos; em Angola, escuta passos, as vozes, o frémito nocturno e a “metáfora do coração” da sua África. É essa mesma África convulsa, perturbada, perturbadora, que muitos de nós trazemos nos olhos da esperança e da memória – sempre com ela no coração.


Lisboa, 25 de Abril de 1995